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A GRANDE MARATONA

A vida é como uma grande maratona
São muitas pessoas juntas correndo
A vida que nos guia e que é a dona
Do caminho que estamos entendendo

Tentando entender como juntos correr
Caminhado em frente olhando o alvo
Esperando no final alguém nos receber
Com braços abertos e do mal salvo

Nesta jornada da vida não corra sozinho
Pois todos estão neste mesmo jogo
Ajudar e ser ajudado é bom no caminho
Lance a mão ao outro e não fogo

Prepare-se para esta caminhada longa
Pois a vida não é uma corrida breve
Empenhe-se em iniciar sem delonga
Pois só entra neste jogo quem serve

Nas olimpíadas da vida todos participam
Aqueles que sabem por quem correm
Mesmo aqueles que no final não acreditam
Prestarão contas ainda que chorem

Creia no criador deste esporte lindo
O jogo de viver em favor do outro
O juiz deste conosco está indo
Junto daqueles que tem certo o ouro

Não olhe só para a sua raia que segue
Pois ela pode lhe distrair e você cai
Olhe para todas as raias e não negue
Que se alguém cair ajudar você vai

O prêmio ainda não conhecemos agora
Por isso queira chegar junto do povo
Nesta maratona o final é o que importa
A morte fica e vamos viver de novo

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

NÃO CORRA SOZINHO

Pensando na vida como uma grande olimpíada com muitos jogos a serem jogados (vividos) e pensando nela como uma longa maratona (jornada), torna-se importante não estarmos sozinho nesta corrida (processo).

Neste século XXI estamos tendo que correr contra o fluxo da cultura corrente que nos incentiva conquistarmos as coisas sozinhos a partir dos nossos talentos e esforços. Existem questões positivas neste traço da sociedade pós moderna, mas neste sentido da coletividade é algo negativo.

É bom podermos acreditar em nós mesmos para estarmos seguros dos obstáculos (desafios) que a vida traz para toda pessoa. Te situações que temos que tomar decisões sozinhos, que precisamos ficar sozinhos e etc. Precisamos ter esta percepção também, pois tem pessoas que se tornam tão amargas e insuportáveis que nem ela mesma consegue conviver sozinha consigo mesma. Pessoas que sempre ter que estar com outras, pois não se aguentam com seus pensamentos, atitudes e fala. Precisam aprender a conviver consigo mesmas.

Mas creio que estas situações aonde precisamos estar sozinhos são bem menos constantes do que o contrário. Creio que na maior parte do nosso tempo e da nossa vida, é importante não estarmos sozinhos. No nosso trabalho, por exemplo, precisamos dos nossos parceiros para realizarmos e/ou concluirmos nossas tarefas. Por mais individual que pareça ser o nosso trabalho, se observarmos bem, sempre precisamos de outros para realizarmos nossa vocação profissional. Desse os materiais que usamos até aonde este nosso trabalho vai chegar. E isto se aplica na nossa família, religião, estudos, sociedade e em toda nossa vida. Achar que pode fazer tudo sozinho e que não precisa de ninguém é um complexo de Shrek, e mesmo ele entendeu que não podia viver sozinho.

Admiro muito outras culturas como a estadunidense e algumas europas, por exemplo, que tem um conceito de sociedade bem diferente de outras culturas de alguns países de terceiro mundo. Em alguns destes países de primeiro mundo, existe uma consciência coletiva muito forte que praticamente rege cada cidadão daquela cidade. São pessoas, que na maior parte delas entendem que não vivem sozinhos e que uma sociedade inteira depende delas e de suas interações. Não estou dizendo que existem culturas melhores que outras, mas existem traços na sociedade que se diferem de nação para nação e que algumas são boas para as pessoas em geral e outras nem tanto. E este pensamento no plural ajuda muito no convívio existencial e social.

Nesta corrida da vida, olhe para o lado, olhe ao seu redor, e você irá perceber pessoas. Pessoas que precisam de ajuda para viver e pessoas que podem te ajudar nisto também. Por mais que sejamos seres humanos complicados, por mais que viver em sociedade aonde se tem a violência e egoísmo, por mais que momentos a sós sejam importantes, por mais que as pessoas não queiram companhia de outras, insista em não correr sozinho. Neste mundo, esta ação vai exigir de nós intencionalidade, pois muitos não acham que precisam de outros. Você precisa de mim, eu preciso de você, nós precisamos uns dos outros, por isso, NÃO CORRA SOZINHO!

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

Mergulhando em Deus para poder mergulhar em si mesmo

“Por que vês o cisco no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tens uma trave no seu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do seu olho; e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho de teu irmão”. (Mateus 7.3 a 5)

 “Levai os fardos uns dos outros e assim estareis cumprindo a lei de Cristo” (Gálatas 6.2)

 Existem duas posturas que um ser humano pode assumir na jornada existencial: o auto-engano e autoconsciência. O auto-engano é aquela atitude teimosa e insistente tomada por alguns que se recusam a olhar para si mesmos com sinceridade, enxergar as falhas, os problemas, os vícios, as maldades que estão no fundo do próprio coração, as mazelas comportamentais da própria vida. Já a autoconsciência é aquela honestidade consigo mesmo e com os outros também, inclusive com Deus, de aceitar o que se é, com toda integridade e sinceridade, seja bom ou seja mau e assumir uma luta constante para ser melhor para Deus, para si e para os outros.

Em geral, aquele que se auto-engana tende a ser muito duro e rígido com os outros. Isso é bem visível nos religiosos que foram pedra de tropeço no caminho de Jesus Cristo quando ele passou por aqui. Justamente por serem religiosos e cumprirem uma lista gigantesca de tradições, rituais e formalidades tais homens se gabavam de si mesmos e desprezavam os que não eram da sua corja. Não só desprezavam, mas também julgavam e condenavam o tempo todo, tendo um prazer estranho de punir e ver o sofrimento alheio. Aquele que se auto-engana não tem espelho em casa, ou seja, não se enxerga e justamente por não se enxergar minoriza ou desconsidera suas próprias falhas e faltas e se concentra, doentiamente, nas falhas e faltas dos outros. Insiste em tirar o cisco do olho do outro, mas não percebe que há uma trave no seu. Jesus dá um nome para isso: hipocrisia, isto é, o ato de fingir ser algo que não se é, assumir uma atitude de ator, e viver a vida como se esta fosse um palco.

Já o que tem autoconsciência se vê, enxerga-se com sinceridade e por se ver, acaba olhando para os outros com mais tolerância. Creio que a autoconsciência não é fruto de um encontro consigo mesmo ou de sessões terapêuticas de psicologia profunda, mas é fruto de um encontro existencial com Deus. Só quem se encontra com Deus pode dizer: “miserável homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7.24). Ou dizer ainda: “ai de mim! Estou perdido; porque sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios” (Isaías 6.5). Perceba que o profeta primeiramente olha para si, só depois atenta para o povo. Só quem se encontra verdadeiramente com Jesus pode afirmar com toda a convicção do seu coração: “afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador” (Lucas 5.8). Só quem se abriu honestamente para Deus e disse: “pequei contra Ti ”, (Salmo 51.4) e “eu nasci em iniquidade” (Salmo 51.5) pode também orar na simplicidade de ser o que se é e no anelo por ser mais para Ele: “ó Deus, cria em mim um coração puro e renova em mim um espírito inabalável” (Salmo 51.10). Certamente, a autoconsciência é um dos melhores remédios contra a arrogância.

Infelizmente a religião, em geral, se tornou uma fonte de auto-engano, pois produz nas pessoas uma falsa sensação de virtude e segurança. Por isso que em muitos casos os religiosos adoram falar das suas proezas e do seu bom comportamento enquanto também falam mal do comportamento de outrem. Nada mais anticristão. A verdade é que por alguém ser religioso não significa necessariamente que tenha tido um encontro com Deus e Cristo. Pois um encontro com o divino deveria produzir humildade e não orgulho, um coração de carne e não de pedra, um olhar generoso sobre o outro e não um olhar cheio de rancor impiedoso e intolerante.

Jesus não nega que haja um cisco no olho alheio, ele só ensina que para poder ajudar em verdade os outros é preciso primeiramente olhar com sinceridade para si mesmo, reconhecer as próprias faltas e os próprios descaminhos, ou seja, “tirar a trave do próprio olho”, para assim estender a mão, ajudar e se dispor a ser útil “para tirar o cisco do olho do outro”.

Paulo escreve aos Gálatas: “se alguém for surpreendido em algum pecado, vós, que sois espirituais, deveis restaurar essa pessoa com espírito de humildade. E cuida de ti mesmo, para que não sejas tentado também” (Gálatas 6.1). O pecado é uma realidade em nossas vidas, em nossas igrejas e temos que aprender a lidar com ele. O julgamento não é o jeito bíblico de lutar contra esse problema. O jeito bíblico é: buscar ajuda em Deus que é gracioso e rico em perdão, olhar para si com integridade para não se achar bom demais, e assim, com espírito de humildade, restaurar aquele que caiu.

Concluo dizendo que creio plenamente que a igreja do Senhor é uma comunidade de restauração. Ao longo da história da igreja cristã muitas pessoas não tiveram a oportunidade de serem restauradas pois foram desprezadas e excluídas. Pelo amor de Deus, chega disso! Vamos com amor e graça levar as cargas uns dos outros, sem julgamentos, sem condenações. Vamos deixar isso para quem entende do assunto: Deus que é o justo juiz. No caminho da graça a autoconsciência é uma necessidade básica. Busque isso em Deus. Em Cristo, tenho a liberdade e a coragem para dizer: cuide genuinamente de si, para poder cuidar verdadeira e desinteressadamente dos outros também. Kyrie Eleisson.

Laurencie Salles on sabtwitterLaurencie Salles on sabfacebook
Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

PREPARE-SE

Em uma geração aonde a figura do homem tem sido tão menosprezada e desacreditada, fica difícil falar da importância do pai na sociedade. O merecido e necessário reconhecimento do valor da mulher e a impressionante luta por respeito do público LGBT infelizmente tem provocado em muitos um desafeto pelo ser humano masculino. E isto inclui a paternidade.

Por muito tempo grande parte da sociedade entendia que o homem tinha uma única tarefa no mundo: trabalhar para sustentar financeira e materialmente a família. Esta visão subestimou o potencial do pai na família tanto quanto a visão que a mulher tinha a única tarefa de cuidar das coisas do lar.

É sim tarefa e responsabilidade do pai no sustento dos seus, mas com a tarde saída da mulher ao mercado de trabalho, agora ela muitas vezes ganha igual ou mais que o homem. Esta visão equivocada que o papel do pai na família é só trabalhar, faz com que o homem fique perdido e entra em crise existencial. Se a sua única tarefa era trazer dinheiro para casa, qual o valor do pai quando a mãe também já faz isto?

Tanto o pai quanto a mãe tem a tarefa de cuidarem da família em todas as áreas. Ambos são responsáveis por tudo que se refere aos seus. Alguns têm mais jeito com as finanças, outros com as tarefas de casa, têm seus talentos e vocações diferentes, independente se são homens ou mulheres. Precisam se encontrar na família como são.

Nesta sociedade pós-moderna já se aceita melhor que a mulher trabalhe fora e ganhe o seu dinheiro. Mas nem sempre se aceita (principalmente Cristãos) que um homem cozinhe, limpe a casa, cuide dos filhos e etc. Pai e mãe têm papéis diferentes na família e ambos são importantes. Mas este papel não passa simplesmente pelo o que FAZ, mas principalmente por quem É.

Um pai é importante na família pelo o que ele É para os seus. O que ele FAZ importa, mas não tanto quanto por quem ele É. Um pai precisa assumir o papel de pai no sentido existencial, pois assim o que ele fizer vai estar em conexão com quem ele É. Mas a recíproca não é verdadeira. Um pai não se torna pai unicamente se ele trabalha e traz sustento, isto faz parte de sua função, mas não o pode definir como pai.

Jesus é a primeira pessoa na história que chama Deus de Pai. Na bíblia podemos aprender com Cristo que Deus é pai e tem um filho primogênito. Esta percepção foi revolucionária para a época e ainda é para aqueles que compreendem a profundidade disto. O Apóstolo João vai afirmar que Deus amou tanto o mundo que a maior ação que ele teve para provar isto foi ser pai. Muito mais do que alguma ação em específico, mas o simples fato de assumir quem ele É: um Pai que ama e que se entrega na pessoa do filho por todos os seres humanos, que são a “menina dos olhos” de Deus diante de tudo o que ele criou.

A forma como enxergamos a Deus e os nossos pais vai nos definir muito quem somos quanto filhos. E a nossa vida muitas vezes vai depender disto, então prepare-se!

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

Corra pra ganhar!

Não sabeis que entre todos os que correm no estádio, na verdade, somente um recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo atleta exerce domínio próprio em todas as coisas. Os atletas o fazem para alcançar uma coroa perecível, nós, porém, uma coroa que não se acaba”. (I Coríntios 9.24 e 25)

Não é incomum no Novo Testamento encontrar analogias da vida cristã com os esportes, dos cristãos com os atletas. E certamente são analogias que ganham bastante sentido para nós, especialmente agora que está para acontecer no Rio de Janeiro os Jogos Olímpicos.

Estão no Rio de Janeiro os melhores atletas de todo mundo. Com certeza, eles tiveram que se esforçar muito para estar lá. Horas e mais horas de treinamento, dedicação, exercícios, disciplina, superação dos limites do próprio corpo. Só por estarem lá já merecem nossa admiração.

Na vida cristã, como na vida de um esportista, há necessidade de dedicação e disciplina, enfim, de muito trabalho. É claro que a salvação, por ser ato de Deus, por sua graça demonstrada em Jesus Cristo, não depende do esforço humano. Como diz Paulo: “Pela graça sois salvos, por meio da fé e isso não vem de vós” (Efésios 2.8). Se é pela graça divina, então o ser humano não pode contribuir em nada com isso. Cabe a ele receber, por fé e arrependimento, o que já está consumado pela obra de Cristo, vida, morte e ressurreição. Todavia, do dia da conversão para frente o cristão terá que se esforçar diligentemente, trabalhar bastante, ser dedicado e disciplinado para viver a vida de fé de uma maneira profunda. Isso significa: investir tempo em oração, leitura, meditação e estudo nas Sagradas Escrituras, construção de relacionamentos e comunhão com os irmãos, e serviço dedicado e alegre à comunidade de fé, além disso, é necessário gastar tempo, ou melhor, ganhar tempo vivendo uma vida de adoração.

Perceba que embora a graça de Deus perpasse por toda a vida cristã, isso não significa que os cristãos viverão na passividade, esperando o bonde da vida passar. Mas motivados pela graça devem decidir ser engajados e ativos no Reino, com o propósito de glorificar a Deus.

Veja alguns versículos que demonstram a necessidade de esforço e dedicação na vida cristã: “Portanto, também nós, rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, depois de eliminar tudo que nos impede de prosseguir e o pecado que que nos assedia, corramos com perseverança a corrida que nos está proposta, fixando os olhos em Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé… (Hebreus 12.1 e 2a). Não que eu já tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou prosseguindo, procurando alcançar aquilo para que também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado; mas faço o seguinte: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, pelo prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3.12 a 14). “Operai a vossa salvação com temor e tremor” (Filipenses 2.12b). “E se um atleta competir nos jogos públicos, não será coroado se não cumprir o regulamento” (II Timóteo 2.5). “Esmurro o meu corpo e o torno meu escravo, para que, depois de pregar aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado” (I Coríntios 9.27). Palavras fortes. Palavras que não podem ser desprezadas, nem esquecidas.

Entenda: quando Paulo fala de esmurrar o corpo, é óbvio que ele não está falando literalmente, pois bater no próprio corpo não há de produzir nenhum tipo de santidade ou crescimento espiritual, mas está falando do esforço que impõe a si mesmo, da dedicação, da luta para não viver uma vida de incoerência, ou seja, pregar uma coisa e viver outra. Ele quer se esforçar e ser absolutamente dedicado no cumprimento da tarefa que lhe foi proposta para não ser reprovado.

Ser reprovado significa, nesse caso, o não cumprimento da missão. Perceba que o texto de I Coríntios 9 não está tratando sobre salvação. Esta tratando sobre vida cristã e os esforços intrínsecos a ela. Ou seja, alguém pode até ser salvo, por conta da sua fé no Cristo de Deus, mas mesmo assim, em termos de vida cristã, pode ser reprovado ao não cumprir, ou cumprir relaxadamente a sua missão/vocação/trabalho ou mesmo ao não testemunhar em sua vida da transformação que Jesus opera no cristão. Temos que admitir que mesmo alguém sendo salvo, pode estar abaixo do padrão esperado por Deus. Por isso, fique atento.

Nesta semana teremos a oportunidade de ver os atletas lutando, correndo, nadando, levantando peso, pulando, enfim, competindo nas Olimpíadas. Ao pensar nestas cenas, lembre-se da vida cristã, reflita especialmente em sua vida e pergunte a si mesmo: “Será que tenho me dedicado bastante na busca por crescimento espiritual?”. “Será que minha maturidade cristã já está num patamar bom?”. “Sou uma pessoa disciplinada na oração e na leitura e estudo da Palavra de Deus?”. “Eu invisto tempo na convivência com meus irmãos em Cristo para vivenciar verdadeiramente a comunhão como a Bíblia ensina?”. “Eu salto as barreiras que me afastam dos outros?”. “Eu me esforço para abençoar as pessoas?”. “Eu luto contra os maus pensamentos?”. “Eu corro para longe dos maus caminhos?” “Eu me empenho para não usar as palavras para ferir as pessoas?”

Que fique claro: seria tolice querer transformar a vida cristã em ativismo religioso. E certamente seria negligência não atentar com zelo para aquilo que deve ser buscado e feito para servir a Deus neste mundo. Aprenda a discernir uma coisa da outra.

Na vida cristã, as coisas essenciais são obra de Deus. Mas certamente existem coisas que o ser humano pode cooperar com Deus. Portanto, naquilo que depender de você, faça com diligência, zelo, disciplina, carinho, coragem, dedicação e ânimo. Não aceite uma vida cristã medíocre e em hipótese alguma seja negligente para com Deus.

É isso aí. Que Deus, aquele que nos amou em Cristo, possa ser glorificado em nossa vida hoje e sempre. Amém!

OLIMPÍADAS DA VIDA

A vida pode ser comparada a muitos esportes. Quando pensamos em esportes olímpicos como o tiro ao alvo (Tiro com arco e flecha) aonde se tem um alvo a ser atingido que depende do nosso esforço para tal, podemos nos lembrar dos muitos objetivos (alvos) que temos na vida e que necessitam dos nossos esforços para serem alcançados.

No revezamento 4×100 metros quatro atletas precisam completar o circuito passando o bastão um para o outro depois de cada um percorrer o percurso de mesma distância para cada. Pegando esta modalidade das olimpíadas como exemplo, muitos dos nossos trabalhos dependem de outros para serem bem realizados e também outros trabalhadores por vezes dependem do nosso trabalho para que toda a atividade possa ser completada com sucesso.

Enfim, podemos pegar inúmeros exemplos de como o esporte e até mesmo os olímpicos podem ser comparados com a nossa vida. E fica difícil até de perceber se a vida imita os jogos ou se os jogos imitam a vida.

Se encararmos a vida como uma competição conosco mesmo aonde temos que vencer coisas ruins em nós que precisam ser transformados, podemos até encarar como algo positivo. Mas se encararmos a vida como uma competição com os nossos semelhantes corremos o risco de nos relacionar com as pessoas como adversários sempre buscando uma oportunidade de vencer o outro. E este conceito de vencer pode vir das mais variadas formas. Pode ser entendida como um colega de trabalho que precisa perder chances na empresa para que você possa ganhá-las, como um cunhado que precisa comprar um carro melhor que o outro para mostrar aos sogros que é melhor que o outro e até mesmo vizinhos que competem para ver quem tem a melhor decoração de natal da rua naquele ano.

Ao invés de enfrentarmos a vida como uma competição, podemos encará-la como um jogo. E nos jogos não necessariamente haverão disputas, mas podem haver parcerias para que ambos possam ser vencedores. Não a vitória de uma pessoa, mas a vitória da humanidade. Já pensou se ao invés das pessoas competirem para ver quem tem a roupa mais bonita, se unirem para vestir que está nu e que não tem como conseguir roupas? Se ao invés de disputarem quem bebe mais, fizessem parcerias para dar água para tantas pessoas pelo mundo que não tem água para as necessidades mais básicas? Que tipo de mundo teríamos se todos encarassem a vida como um jogo assim ?

Rubem Alves em um de suas ilustrações sobre o casamento usa a figura de dois esportes: o tênis e o frescobol. Se um casal encarar seu casamento como um jogo de tênis aonde um precisa jogar a bola o mais distante possível do outro para que o outro não alcance, terão um casamento competitivo aonde sempre haverá um perdedor. Mas se encararem como o frescobol aonde ambos tem que cooperar para que a bola mantenha-se o mais próximo possível de ambos, terão um casamento aonde ambos serão vencedores. Assim é a vida, um jogo que todos precisam jogar para que todos vençam. Na olimpíada da vida coopere para que todos tenham vida em abundância.