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O serviço nosso de cada dia

“[…] todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal.” (Mateus 20:26b)

 Uma das palavras mais belas do NT é “serviço” a qual vem da palavra grega diakonia. Essa palavra expressa a atitude de Jesus Cristo em todo o tempo de seu ministério até o seu último suspiro, e mais ainda, o próprio Cristo ressurreto atuou em diaconia, servindo em amor e graça seus discípulos e discípulas; nas palavras dEle: “Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”. (Mateus 10.45)

Geralmente, quando alguém usa a palavra “serviço”, usa-a de modo pejorativo: “Ah, estou cansado e tenho muito serviço pra fazer!”, contudo, nas Escrituras Sagradas, serviço não é um peso é, sim, um privilégio, uma honra, embora seja desafiador e complexo.

Hoje que se celebra o dia das mães, é uma boa oportunidade para se falar sobre serviço, uma vez que a maternidade expressa bem a diaconia cristã, uma atitude positiva e pró-ativa em favor do outro (no caso os filhos) sem interesses, sem barganhas, tão somente movido por amor, no intuito de fornecer ao outro aquilo que ele precisa. O fato de ser por amor não elimina as pedras do caminho. Afinal, como bem disse o poeta: “tem uma pedra no meio do caminho”.

É fato que a melhor maneira de um cristão demonstrar a profundidade do seu cristianismo e a radicalidade do seu compromisso com o Cristo é servindo. O Senhor Jesus disse que se o discípulos vivessem em unidade, ou melhor dizendo, em plena unidade, o mundo reconheceria que o Pai é um Pai de amor e que enviou Jesus para trazer a salvação (João 17.23). E como se vive a unidade? Atuando em amor e graça e misericórdia em favor do outro e não só isso, mas também buscando uma comunhão profunda com este outro que deve ser, biblicamente falando, amado e servido.

Muitos cristãos agem com superficialidade em relação ao seu suposto cristianismo. Eles querem atuar no mundo através do discurso, tão somente pelo discurso. Querem gritar aos quatro cantos do mundo, movido pelas redes sociais, sobre suas verdades, sobre sua moral e sobre o candidato político que acha que vai salvar a nossa falida Pátria. Querem convencer, inocentemente, pelo discurso, geralmente abrasivo e agressivo, os outros a aderirem à fé cristã. Quem vai dar crédito a tal postura arrogante?

Acredito piamente que não é este o caminho apontado pela Palavra de Deus. Os discípulos devem atuar no mundo à luz de nosso Senhor Jesus Cristo: em serviço amoroso e benevolente. Mas o que significa servir? Significa ajudar, encorajar, apoiar, visitar, doar aos pobres, conversar gentilmente, dar uma força, estender a mão, ensinar, fazer um café,visitar idosos para conversar, trabalhar voluntariamente numa ONG que atende crianças em situação de risco, convidar um irmão para comer na sua casa para estreitar os laços, interceder com coração, dar uma carona, abrir a sua casa com hospitalidade, evangelizar com graça e misericórdia, visitar presos, fazer uma compra pondo a mão no bolso por alguém necessitado, estar disposto a ouvir a quem precisa falar o que está engasgado, ajudar na limpeza da casa de quem está doente etc etc etc. As formas de servir são múltiplas. Só não podemos nos iludir achando que é possível ser um cristão genuíno sem ter a disposição e a humildade para servir.

Se todo cristão fosse motivado e agisse como as mães que servem a seus filhos incansavelmente, a tempo e fora de tempo, de dia, de tarde, de noite, de madrugada, no calor, no frio, com saúde, sem saúde, com ânimo, sem ânimo, com vontade, sem vontade, com dinheiro ou sem dinheiro, feliz ou triste, o cristianismo seria bem mais bonito de se ver, seria mais eficaz e engajado na sua atuação no mundo, aliás, seria mais parecido com Cristo. Afinal, ser mãe é servir, ser cristão também.

Laurencie Salles on sabtwitterLaurencie Salles on sabfacebook
Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

A Palavra na minha mente

Quando o coração estiver entristecido e perturbado, lembre-se o que diz a Palavra: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente no tempo da angústia”. Quando estiver sem forças diante de um problema gigantesco pense no que diz a Palavra: “A bondade do Senhor é a razão de não sermos consumidos, as suas misericórdias não tem fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade”.

Se alguém lhe ferir o coração considere o que a Palavra diz: “Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará”. Quando a atitude de alguém o desagradar ou escandalizar, e seu coração se encher de orgulho e julgamento contra tal pessoa reflita na provocante questão encontrada na Palavra: ”Por que vês o cisco no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?” Quando alguém lhe roubar um bem reflita no aviso da Palavra: “Não ajunteis tesouros na terra, onde traça e ferrugem os consomem, e os ladrões roubam; mas ajuntai tesouros no céu onde nem a traça, nem ferrugem os consomem, e os ladrões não invadem nem roubam”.

Se acontecer de alguém em seu trabalho, ou vizinhança ou condomínio o perseguir, atente firmemente para a Palavra: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. Quando assistir o noticiário ou ler na revista semanal sobre a guerra na Síria, sobre morte de refugiados e a miséria causada pela ganância dos seres humanos, ore baseado na Palavra: “Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”.

Se porventura você colocar as suas esperanças por dias melhores em nosso país em um político que gosta de se autopromover, ou em um juiz, ou em uma corporação policial ou num novo partido político preste atenção na recomendação da Palavra: “Maldito o homem que confia no homem, e faz daquilo que é mortal a sua força e afasta do Senhor o coração”.

Quando na falta de dinheiro você pensar em apostar na Mega-sena e tentar uma improvável sorte, olhe para a Palavra: “Não podeis servir a Deus e às riquezas”. Se em tempos de crise, sua mente for levada a só pensar em si mesmo, ou mesmo no dia a dia da vida, pensar em gastar seu dinheiro só com você e com sua família, lembre-se da Palavra: “Deus é poderoso para fazer toda graça transbordar em vós, a fim de que, tendo sempre o suficiente em tudo, transbordeis em toda boa obra. […] Aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também suprirá e multiplicará a vossa semeadura, e aumentará os frutos da vossa justiça, e em tudo sereis enriquecidos para serdes sempre generosos, o que, por nosso intermédio, produz ações de graças a Deus”.

Se seu coração for levado a desejar aquilo que não lhe pertence, seja algo ou alguém, pense na Palavra: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçaras a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo”. Se alguém ou um dito amigo o convidar para participar de uma roda de fofoca, considere a informação encontrada na Palavra: “A língua também é um fogo, sim, como um mundo de maldade, ela é colocada entre os membros do nosso corpo, contamina todo o corpo e põe em chamas o curso da nossa existência, sendo por sua vez posta em chamas pelo inferno”.      Se passar por tribulação ou problemas por servir a Jesus, se foque na Palavra: “Sabendo que a prova da vossa fé produz perseverança e a perseverança deve ter ação perfeita, para que sejais aperfeiçoados e completos, sem lhes faltar coisa alguma”.

Se perder a alegria de servir a Deus na companhia da comunidade de fé, que é a igreja, leve a sério a Palavra: “Não abandonemos a prática de nos reunir, como é costume de alguns, mas, pelo contrário, animemo-nos uns aos outros, quanto mais vedes que o Dia se aproxima”. Quando pensar que nada dá certo pra você, que nada que você investe vai pra frente, encante-se com a Palavra: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo”.

Se seu coração tolamente acreditar que você possa agradar a Deus e salvar-se com suas próprias forças e inteligência, surpreenda-se com a Palavra: “Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós é dom de Deus”.

Quando sentir tanta saudade do passado que não consiga se alegrar com o presente, lembre-se da Palavra: “Não digas: Por que os dias passados foram melhores que os de hoje? Porque essa pergunta não vem da sabedoria”.

No seu caminhar pela vida, enfrentando os dilemas, as questões e os desafios do cotidiano, abra seu coração e mente para a Palavra: “Entrega tuas obras ao Senhor, e teus planos serão bem sucedidos”. Amém!

Atenção: as referências bíblicas não foram colocadas de propósito para que você tente encontrá-las em sua Bíblia e assim avaliar seu conhecimento das Escrituras.

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

MATURIDADE PARA AS CRISES

As crises são inevitáveis na vida de qualquer ser humano. Algumas podem ser evitadas e devemos estar atentos para não nos “metermos” em crise por nossa própria conta. Mas existem outras crises que independente do que façamos elas irão nos alcançar. Como uma crise econômica, um desemprego, uma morte, doenças e etc.

Mas seja qual for a fonte da crise – nossa culpa ou infortúnio da vida – devemos estar preparados para lhe dar com elas. Até mesmo para saber identificar se é uma crise que nós geramos e que podemos aprender para não mais provocar um problema deste para a nossa vida, bem como identificar se é algo em que não temos muito controle, mas que de qualquer forma vai nos atingir e precisamos saber como agir.

Outra perspectiva sobre a crise é que possuem muitas questões que só conseguimos aprender se passarmos por elas. Entendo que a maior parte delas podemos aprender com os erros e acertos de outros, mas tem algumas que precisamos inevitavelmente passar por elas para aprender como lidar de fato com tais.

Para podermos lidar melhor com as crises a maturidade é algo de muito valor para a superação e aprendizado. Ser um homem maduro e uma mulher madura requer algumas coisas, mas quero pontuar duas delas que entendo serem muito importantes: tempo e sabedoria.

O que quero dizer com tempo e sabedoria para a maturidade é que ambas estão relacionadas e para podermos aprender com as crises elas precisam estar ligadas. Conheço algumas pessoas (e você também deve conhecer) que são muito experientes na vida em relação ao tempo, com muitos anos vividos, muitas experiências na caminhada, mas que têm pouca sabedoria. E também conheço pessoas que são novas de idade, mas já passaram por algumas poucas experiências, mas que têm uma sabedoria de vida melhor que muitos idosos.

Geralmente quem é mais velho adquire, quase que naturalmente, uma sabedoria de vida. E com sabedoria, quero dizer: saber viver. Mas existem algumas exceções que nos mostram que o tempo e a sabedoria podem construir um nível de maturidade suficiente para experimentar as crises sem querer fugir delas. A maturidade nos ajuda a aprender com a crise para que em uma próxima estejamos mais preparados para agir e/ou reagir.

A importância dos mais novos darem atenção aos mais velhos faz parte da maturidade para que os mais novos possam aprender com a jornada de vida dos mais experientes. Assim como os mais velhos estarem atentos aos mais jovens também os ajudam na maturidade já que nesta idade a lembrança do que viveram mantém também a mente sã.

Portanto, tem situações que precisamos dar tempo ao tempo. Que não podemos fazer muitas coisas a não ser aguardar o tempo ir ajeitando as coisas e em outras temos que agir, mas com uma sabedoria de vida para alcançarmos um nível satisfatório de maturidade, pois “é preciso saber viver” (Roberto e Erasmo Carlos).

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

MEDITAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

Na tua Palavra quero minha vida inteira debruçar
Tendo a fé para saber que nela o Senhor vai falar
Mas não como uma conversa rápida e apressada
Quero nela meditar com a motivação necessária

Dedicando tempo e coração pelas frases correndo
Cada verso lido como um som da tua voz dizendo
Não simplesmente buscando o que eu quero ouvir
Mas com a alma saber de Ti do que preciso em mim

Não posso achar que estou apto e me acomodar
Preciso para dentro da minha existência me lançar
Para poder me enxergar e no que preciso mudar
E sei que a Tua palavra fiel pode nisto me ajudar

O Senhor é suficiente em mim para o meu respirar
E não só para esta vida, mas quando dela me retirar
São certezas que a Tua Palavra dá ao meu coração
Para que na meditação eu possa ter transformação

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

ORAÇÃO QUE BROTA DA DOR

O sofrimento tem sido neste terceiro milênio um assunto muito debatido e discutido. A sociedade urbana globalizada em geral tem um posicionamento de evitar o sofrimento. É claro que ninguém quer sofrer e que é quase como um extinto humano rejeitarmos e fugirmos do sofrimento.

Mas o sofrimento tem algumas faces que precisam ser identificadas para que possamos saber lidar com os tipos deles existentes.

Tem sofrimento que a própria vida nos reserva. São situações que acontecem com praticamente todo ser humano pelo menos uma vez na vida e em muitos acontecem muitas vezes na caminhada por este mundo. São questões que na maior parte das vezes não temos responsabilidades por entrarmos. Quando estamos dirigindo de maneira correta e batem no nosso carro, quando saímos de casa e apesar de ela estar segura é assaltada, quando contraímos uma doença mesmo nos cuidando bem e etc.

Outro tipo de sofrimento é aquele que nós mesmos geramos. São acontecimentos em quê a responsabilidade era totalmente nossa. Quando ofendemos alguém por estarmos bravos, quando cometemos algum crime e somos pegos, quando administramos mal nosso dinheiro e entramos em crise financeira e etc.

Independente de qual seja a fonte do nosso sofrimento, é fato que ela gera dor em nós e muitas vezes em outros também. E esta é uma grande questão em que deveríamos refletir mais na nossa vida: Como lidar com a dor?

Com dor não estamos querendo dizer apenas das dores físicas, mas principalmente das dores da alma. Nesta geração aonde a dor e o sofrimento têm sido tão combatida, fica difícil encarar a dor como algo inerente na vida e que nos ajuda a crescer. Mas esta é uma maneira sábia de lidar com a dor e sofrimento. Saber distinguir aquela dor que nós mesmos geramos e que não precisaríamos ter gerado, da dor que é normal na vida de qualquer ser humano.

Para quem tem uma espiritualidade que lhe faz ser lançado para a oração pode dizer na sua vida de oração como a dor e o sofrimento é em muitos casos o combustível para as orações mais sinceras e profundas que já se teve. Quem sofre, mas tem um Deus para compartilhar da dor, consegue encontrar em Deus um refúgio seguro para poder descansar das dores e dos sofrimentos que por vezes atormentam a alma angustiada do que sofre.

As orações mais marcantes na vida de um devoto não são aquelas de agradecimento por alguma alegria que viveu de reconhecimento de quem é este Deus e etc. A oração mais profunda de um ser humano é aquela oração que brota da dor.

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Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

PAI NOSSO

“Pai nosso, que estás nos céus!
(Acima de tudo e de todos, mas que mesmo assim nos olha)

Santificado seja o teu nome.
(Tu és Santo não porque dizemos, mas porque tu És)

Venha o teu Reino;
(precisamos dos valores do teu Reino perfeito em nossas vidas)

seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.
(O que o Senhor deseja é sempre o melhor para nós)

Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.
(sabemos da tua fidelidade em cuidar de nós, nos ajuda a confiar em ti)

Perdoa as nossas dívidas,
(nos ajuda a reconhecer nosso pecado para que recebamos o seu perdão)

assim como perdoamos aos nossos devedores.
(nos ensina a perdoar como o Senhor nos perdoa)

E não nos deixes cair em tentação,
(a tentação é uma tentativa de nos fazer pecar, nos ajuda a não cair nesta armadilha)

 mas livra-nos do mal,
(só o Senhor tem o poder para vencer o mal e que ele não nos domine)

 porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre.
(o Senhor é soberano sobre tudo e todos por toda a eternidade)

Amém.”
(que tudo isto seja verdade em nós)

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Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

RECUPERAÇÃO (Saúde espiritual)

A nossa saúde física é muito sensível apesar de termos em nosso corpo praticamente tudo de que precisamos para que ele se mantenha bem. Geralmente são fatores externos que acabam trazendo algum mal para o nosso bem estar.

Quando falamos em saúde espiritual muitas vezes estas primícias também são verdadeiras. Quando temos o Espírito Santo habitando em nós, já temos tudo do que  precisamos para que nossa vida possa estar bem saudável.

Depois de verificarmos os sintomas da nossa doença espiritual, analisarmos o diagnóstico que Jesus nos dá sobre nossa doença, entrar em um tratamento intensivo com Deus, ainda tem este último passo que é da recuperação.

Todo trauma precisa de um tempo para poder ser restaurado. E isto se aplica para o corpo e para a alma. Quando passamos pelo processo de recuperação da nossa saúde espiritual é importante percebermos que houve um esforço nosso para deixar o Espírito Santo agir em nossas vidas. Este esforço muitas vezes esgota a nossa energia que em muitos casos tem limites. Aprender quais são os nossos limites é essencial para uma boa recuperação da nossa saúde espiritual.

Falando sobre a recuperação da saúde espiritual queremos dizer que para nos recuperar da doença espiritual que tivemos, temos que dar um tempo para nós mesmos. Deus não se cansa e não para de trabalhar, mas não somos Deus e por isso precisamos parar algumas coisas em nossa vida para que possamos ter uma boa recuperação.

Alguém que passou por um divórcio recente, por exemplo, deve esperar até se envolver com outra pessoa. Assim como alguém que machucou a perna deve esperar até voltar a jogar futebol. A nossa alma também precisa de descanso. Precisa de tempo e relaxamento para se recuperar.

Trabalhado com moradores de rua há mais de 11 anos conheci muitas pessoas que lidavam com problemas sérios emocionais, psicológicos e espirituais de moradores de rua e não davam um tempo para si mesmo no afã de querer ajudar a todos e todas que encontrasse pelo caminho. Pessoas que acabaram se esgotando espiritualmente porque não deram um tempo para si mesmo e ficaram despreparadas para cuidar de outros.

Tem momentos em que na nossa caminhada como discípulos de Jesus passamos por situações difíceis e por mais que Deus tenha todo o poder para nos restaurar, nós não temos todo este poder e precisamos parar com algumas coisas e deixar Deus nos recuperar.

Se você passou ou está passando por isto, lembre-se que somos seres incompletos, mas que Deus nos completa à medida que vamos nos entregando para ele e nos negando. Deixe Deus ser Deus em sua vida.

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Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

O teste da segunda-feira

No mundo pós-moderno do qual fazemos parte, é fácil perceber que a religiosidade está em alta. Isso contraria as profecias feitas por filósofos e estudiosos no final do século XIX e início do século XX de que a religião com o desenvolvimento científico e tecnológico haveria de minguar até se reduzir a nada. Hoje a religiosidade está mais forte do que nunca, basta ligar a TV, ou ir a uma livraria, bancas de jornal ou mesmo navegar na internet. Só para exemplificar: há cerca de dois anos atrás uma revista de grande circulação em nosso país publicou como reportagem de capa a seguinte temática: “Deus é pop”.  Realmente, Deus é popular em nosso tempo.

Todavia esse tipo de fenômeno não traz nenhum motivo de comemoração, pois como o próprio Senhor Jesus ensinou – uma coisa é Deus estar nos lábios, outra coisa bem diferente é Deus estar no coração.

Nesta era de pós-modernidade, acontece entre os religiosos – me atento especificamente aos cristãos – um fenômeno que podemos chamar de privatização da vida, ou privatização da espiritualidade.  Isso significa que é muito comum, em nossos dias, alguém ser profundamente religioso na esfera particular da sua vida, mas não na esfera da vida pública. Dentro dessa lógica uma pessoa pode ser extremamente ortodoxa na fé e mesmo assim ser um chefe injusto, ganancioso e tratar seus funcionários como capacho. Pode ser uma pessoa que conhece a Bíblia de capa a capa e mesmo assim ser uma pessoa que passa os outros para trás e é corrupta nos negócios etc. É isso que acontece na privatização: Deus é empurrado exclusivamente para um dia da semana, geralmente o domingo e é encaixotado num prédio – feito por mãos humanas – o tão famoso templo que de casa de Deus não tem nada.

A privatização da espiritualidade cria a falsa sensação de agradar a Deus simplesmente por conhecer um corpo de doutrinas, frequentar assiduamente um espaço considerado sagrado e participar de alguns ritos, tais como cultos, ceias e outras celebrações.

Biblicamente falando o culto verdadeiro não é o que acontece simplesmente no domingo no espaço do templo. Não. Nada disso! O culto verdadeiro é o que acontece na vida, no cotidiano, na rotina, na labuta, nas salas de reuniões, no trânsito, na sala de aula etc. É o culto que se manifesta no caráter, nas ações, nas palavras, nos pensamentos, nas prioridades. Veja o que diz Romanos 12.1 e 2 na Bíblia Viva: “E ASSIM, queridos irmãos, eu apelo que vocês dêem seus corpos a Deus. Que eles sejam um sacrifício vivo, santo – o tipo de sacrifício que Ele pode aceitar. Quando vocês pensam naquilo que Ele fez por vocês, isto será pedir muita coisa? Não imitem a conduta e os costumes deste mundo, mas seja, cada um, uma pessoa nova e diferente, mostrando uma sadia renovação em tudo quanto faz e pensa. E assim vocês aprenderão de experiência própria, como os caminhos de Deus realmente satisfazem a vocês”.

Algo que deve ficar claro para todos nós é que não pode haver disjunção entre o secular e o espiritual. Pois nossa vida na sua totalidade pertence a Deus. E como já disse um teólogo reformado: “Não há um centímetro quadrado se quer de nossa existência que Cristo não queira dizer: é meu!”.

Frequentar cultos que são realizados por uma comunidade de fé e se envolver em momentos inspiradores são coisas importantes a se fazer, mas não é tudo. Mesmo porque não importa quão bom foi o domingo, a manhã de segunda-feira vai testar sua devoção. Por isso lhe faço uma pergunta: será que a sua espiritualidade passa no teste da segunda-feira? Ou será que você empurrou Deus para o domingo? Para o templo?!

Oro para que você compreenda em profundidade que Jesus Cristo é o Senhor da vida. Portanto, que a vida, na sua integralidade, possa ser consagrada a Ele. Que o nome dEle seja exaltado no seu e no meu caminhar. Amém!

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

Sintomas de uma enfermidade espiritual

Se dissermos que não temos pecado algum, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. (I João 1.8)

Quando trilhamos pelo Caminho de Jesus, pelo Caminho do discipulado, algo se faz necessário de maneira constante em nossa jornada: a autoavaliação, a autocrítica. É preciso com ousadia e coragem, pela luminosidade do Espírito Santo, olhar para si mesmo para ver se estamos de fato vivendo uma vida que agrade ao Senhor integralmente.

Davi demonstrou essa compreensão e humildade quando orou: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139.23 e 24).

Talvez, quando pensamos em nós, especialmente em nossa espiritualidade, seja difícil admitirmos que temos algum problema, é difícil assumirmos que fazemos coisas, até de forma crônica, que estão longe de honrar o bom nome de Jesus. Vou usar uma metáfora para ajudar: pensando no corpo humano, se alguém está bem do coração e não está bem do fígado, pode-se dizer que tal pessoa é saudável?! E se está bem do figado, mas não está bem do estômago, tal pessoa é saudável?! Veja que o conceito de saudável só tem sentido quando se pensa no todo da pessoa, o mesmo vale para a nossa caminhada cristã.

Talvez você seja frequente e bastante participante na sua comunidade de fé, mas talvez ignore seus irmãos quando os encontra na rua, isso demonstra saúde espiritual?! Talvez você tenha um cargo importante na igreja que participa, mas despreza a prática da oração. Isso é bom?! Talvez tenha o dom do evangelismo e é muito abençoado nessa prática, mas se relaciona mal com quem já é cristão. Talvez tenha aceitado a Cristo em seu coração há bastante tempo e recebeu, por graça, a salvação eterna, mas ainda carrega emoções e práticas bastante negativas dentro de si como a falta de perdão ou a necessidade de aprovação crônica dos outros, isso demonstra maturidade cristã?! Talvez adore frequentar cultos, mas não suporte receber irmãos de fé em sua casa, tem lógica isso?! Talvez domine as doutrinas cristãs, mas é tremendamente intolerante com quem pensa diferente. Talvez leia com frequência a Bíblia e ainda assim coloque sua ideologia na frente de sua fé. Talvez tenha necessidade de aprovação! Talvez goste de ser aplaudido. Talvez tenha o vício de falar mal de alguém. Talvez seja especialista em desanimar os outros. Talvez seja muito rude nas palavras…As possibilidades para a falta de maturidade são muitas, infelizmente.

Veja: é preciso reconhecer humildemente que muitas pessoas que fazem parte da igreja de Jesus estão doentes, espiritualmente falando. Não significa que não sejam salvas, não significa que Deus não as ama. Significa simplesmente que precisam ser curadas na totalidade de seu ser. E é só no Caminho que a gente aprende isso. Aliás, se formos bastante sinceros devemos admitir que todos nós, em algum ponto, carregamos idiossincracias que ferem os princípios do Evangelho de Cristo.

É bom saber que Jesus veio para os que estão doentes e não para os sãos (Mateus 9.12). Talvez alguém possa pensar: “mas isso é óbvio, pois ninguém é perfeito”, sim, com certeza, ninguém é perfeito, mas existe a maneira cristã de lidar com nossa imperfeição e a maneira não cristã. A maneira não cristã afirma que os problemas são sempre culpa dos outros, e assim, não reconhece as próprias falhas. Já a maneira cristã é bem diferente, pois reconhece a sua imperfeição e incompletude com humildade e busca força em Deus para ser melhor a cada dia.

Estar no Caminho do discipulado, é estar matriculado na escola de Jesus; todo o currículo dessa escola e todas as lições ministradas pelo Mestre estão voltadas para a transformação do nosso ser de maneira integral. Andar no Caminho é se permitir ser transformado a cada dia para a glória de Deus e para o bem do nosso próximo, para a máxima potencialização do nosso ser e para a sinalização do Reino. Que o Caminho de Jesus encontre a cada dia guarida em nosso coração. Amém.

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.