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FICHA LIMPA

Se a humildade foge para longe de nós no momento que afirmamos tê-la, com a corrupção não é diferente, mas no sentido oposto. Ela vêm até nós no momento que a todo instante queremos afirmar a Deus e ao mundo que não a temos. É com esse pensamento que pretendo analisar o conceito da FICHA LIMPA.

FICHA LIMPA é uma expressão que se encontra em alta no contexto atual brasileiro. A princípio significaria apenas (tradução informal) como sendo folha/papel, sem mancha, rasura, etc. Porém, conforme já mencionado, ela não se encontra em alta por essa explicação que talvez para alguns possa soar simplista e descabida, mas pelo sinônimo simbólico político que ela carrega no Brasil. Já que no Brasil tal expressão é usado para candidato político sem pendências legais, sem condenações na justiça, qualquer candidato a um emprego, posição, cargo ou até namoro, fica sem nenhum impeditivo para ser escolhido. Em outras palavras e voltando a definição, uma pessoa com boa índole, caráter e  temperamento.

Assim, o ordenamento jurídico brasileiro adotou-a para criar a lei da FICHA LIMPA, onde definiu quais situações um candidato é inelegível, ou seja, quando ele não pode ser candidato nas eleições.

O objetivo primordial é o de impedir que candidatos de cargos políticos condenados por órgão colegiados participassem na disputa eleitoral. Deste modo, a Lei Complementar nº. 135 de 2010, mais conhecida como Lei da FICHA LIMPA, é uma legislação brasileira que foi emendada à Lei das Condições de Inelegibilidade ou Lei
Complementar nº. 64 de 1990 originada de um projeto de lei de iniciativa popular idealizado pelo juiz Márlon Reis entre outros juristas que reuniu cerca de 1,6 milhão de assinaturas com o objetivo de aumentar a idoneidade dos candidatos e sancionado pelo ex-Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva atualmente
preso e impedido de concorrer às eleições devido a mesma lei sancionada por ele.

Dito isto, quem não cumpre os requisitos ou tem a candidatura não aprovada pela Justiça Eleitoral é chamado de “FICHA-SUJA”. Isto em virtude de não cumprir com os requisitos morais para um mandato político. Precisamente aí persiste a grande confusão: na moralização ou desmoralização de um candidato.

Muito facilmente um candidato pode ser endeusado ou demonizado dependendo da moralidade passada aos seus eleitorados e eles (candidatos) sacaram isto muito bem. Estão usando as qualidades morais com uma perspicácia fascinante, capaz de iludir o melhor dos intencionados.

Eles não são culpados e estão fazendo apenas seus jogos. Resta saber se a gente entra no jogo e se entrarmos que jogo fazer? O jogo deles (da aparência) ou jogamos o nosso (a realidade do Brasil) ?

Vivemos em uma sociedade chamada por alguns estudiosos como sendo a sociedade “pós-moralista”, onde a aparência vêm antes do ser. Porém é dentro desta mesma sociedade que não cessam os clamores de âmbito moral, ético, religioso ou mesmo da índole. Tais expressões se tornaram fortes ferramentas daqueles que sabem
manejá-las inclusive para manipular.

Porém como usá-las sem ser descobertos? Como parecer ser aquilo que se não é? É possível haver pessoas assim?

A Bíblia nos dá uma resposta de que é possível. Alguns lobos inclusive estarão em peles de cordeiros e enganarão a muitos. Mas ela também diz que é possível conhecê-los pois se perderão quando colocados a luz da Palavra de Deus e da vida de Cristo.

Quanto à Palavra, em relação a ser ficha limpa disse: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito” – Mateus 5.48.

E se te perguntares como ser perfeito? Sendo imitador Dele.
Como? Observando a vida dele.
Como observar a vida dele em relação a ficha limpa?

“E os que prenderam Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos. E Pedro o seguiu de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim. Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte, e não o achavam, apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, mas, por fim, chegaram duas e disseram: Este disse: Eu posso derribar o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti? E Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia. Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte. Então, cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu? ” – Mateus 26. 57-68.

Suas testemunhas, que olharam mais para o ser/caráter de Jesus do que para a sua aparência, disseram:
“Este homem nenhum mal fez (LC 23:42); Não vejo neste homem motivo algum para acusação” – Lucas 23.4;
“Ele não cometeu pecado algum, nem qualquer engano foi encontrado em sua boca.” – 1 Pedro 2.22;
“E em sua defesa nada respondia, apenas dizia: você o diz. Paulo irá evidenciar toda essa humildade de Jesus em seu hino cristológico” – Efésios 1;
“E irá recomendar a ser imitadores de Deus e andar constantemente em amor tal conforme cristo o é” – Efésios 5:1-13.

Com base nesta premissa pode-se pensar que quando alguém enfatiza muito uma determinada coisa e se esforça para colocar “goela abaixo”, pode ser tudo menos aquilo que faz questão em ressaltar. Tem-se confundido direito, deveres e obrigações com meritocracia como nos dias atuais, e o pior de tudo é ver
tais palavras que a princípio nada teriam a haver com meritocracia, hoje serem assinadas e aliadas a meritocracia.

“Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? vós sois a carta de Cristo” – 2 Coríntios 3.1,3.

Queres realmente saber um verdadeiro FICHA LIMPA? Bem,  conheci um, que jamais encheu o peito pra dizer: eu sou FICHA LIMPA! Nem diante da morte abriu a boca para defender-se de seus depreciadores que o acusavam de todos nomes depreciativos possíveis. Antes, pelo contrário, como uma ovelha muda foi levado ao matadouro sabendo quem ele era. Sem a necessidade de colocar isso “goela abaixo” de ninguém. Diante da cruz outros deram testemunho de que realmente este homem agora na cruz dado como um FICHA SUJA era na verdade um verdadeiro FICHA LIMPA. O mais limpo dos homens que essa terra já testemunhou. Veio para
os seus, mas os seus o rejeitaram antes o imputaram como um FICHA SUJA. Este homem se chama JESUS!

Graciosamente ele permite que seus imitadores também sejam fichas limpas, uma vez que adquiram o fruto do Espírito: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gálatas 5.22-23). Irradiando como um livro aberto, limpo para serem lidos sem a necessidade de se auto-promoverem ou auto intitular-se FICHA LIMPA, já que suas ações falarão mais que suas palavras e da corrupção se apartarão (aquilo contrário à perfeição de Cristo).

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Emiliano J.A. João
Emiliano Jamba António João, Filho de António João e de Maria de Lourdes António, nascido na cidade do Huambo, província do Huambo em Angola. Do grupo étnico dos Ovimbundos que pertencem ao povo Bantu. Atualmente reside no Brasil desde 2014, na cidade de Campinas no Estado de São Paulo.
Graduando em Teologia pela Faculdade Nazarena do Brasil (FNB), e em Direito pela Universidade Paulista,(UNIP). Membro do grupo de iniciação cientifica sobre a Ética das Virtudes, coordenado pelo Dr. Sidney de Moraes Sanches.
Membro do grupo de Teologia Negra - FTL, campinas,
Áreas de pesquisa: Religião e política, com ênfase no missionaríssimo cristão na África subsaariana Lusófona, e sua implicação na politica, Ética e filosofia Africana.

TÃO GRANDE SALVAÇÃO

Porquê precisamos de salvação? Nos salvar do quê? 

Estas são perguntas que podem surgir quando se fala de salvação. E elas são importantes e precisam ser feitas por todos. Mas temos muitas dificuldades em responder estas perguntas com toda a honestidade da nossa vida. Talvez porque não queremos ver a verdade, porque a verdade pode ser difícil ou porque não conseguimos nos enxergar com profundidade.

Talvez não consigamos responder estas perguntas por termos visões equivocadas da vida e de nós mesmos. Grande parte da sociedade em geral afirma que são boas pessoas e que merecem o céu (para aqueles que acreditam). Na maior parte das vezes esta afirmação é por causa da comparação com outras pessoas. Muitos afirmam que que é uma boa pessoa porque existem outras piores. Muitos dizem que são bons porque não roubam, matam ou estupram. Mas será que somente estes crimes é que nos fazem deixarmos de ser bons?

Este também é um motivo para precisarmos de salvação. Não conseguimos perceber os males que há em nós. E quando não enxergamos isto é porque estamos precisando urgentemente de salvação. Salvação de nós mesmos para que possamos mudar o que se precisa e de salvação para ver o que precisa ser mudado.

Precisamos de salvação porque assim iremos salvar a outros também. Quando mudamos o mal que está em nós para o bem, todos ao nosso redor serão positivamente impactados.

Mas se então precisamos de salvação, pode surgir outra pergunta: Quem poderá nos salvar? Se nós precisamos de salvação então logicamente não será nós mesmos que iremos nos salvar. Quem está se afogando não pode se ajudar mas alguém de fora precisa fazer isto.

Então nenhum ser humano também pode nos salvar pois também precisa de ajuda. Precisamos de um Deus para nos salvar, alguém de fora de nós e dos seres humanos. Fale com Deus para te salvar e Ele te ajudará.

 

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

RENOVE SEU COMPROMISSO COM A ESPIRITUALIDADE

A espiritualidade tem sido uma palavra da moda neste terceiro milênio. E como esta sociedade líquida tem características bem marcantes a compreensão do que é e como se vive uma espiritualidade tem tido influência direta desta cultura pós moderna.

Uma das marcas, principalmente, da geração emergente é a falta
de compromisso. Se um relacionamento, por exemplo, não vai muito
bem, a pessoa coloca o seu bem estar acima do compromisso que tem com aquela pessoa e muitas vezes desiste da outra rompendo com a relação. E isto é corriqueiro na vida de muitos neste mundo em praticamente todas as áreas da vida. Isto acontece no emprego, na família, entre amigos, e como clientes. Quando algo não te agrada,
qualquer compromisso é rompido e deixa-se de usar tal produto e/ou serviço, não conversa mais com a pessoa, sai do emprego e etc.

Este descomprometimento tem tomado tal proporção ao ponto de
muitos nem mais fazerem compromisso algum e/ou reduzir qualquer
possível vínculo de compromisso. Casais têm optado por morarem junto como um test drive sem nenhum compromisso, profissionais não se vinculam às empresas e trabalham só por projetos e muitos outros exemplos poderiam ser citados nesta linha.

E a espiritualidade tem sido vivida desta mesma forma também.
Muitos não tem nenhum compromisso com a espiritualidade e vivem no melhor estilo self service, escolhendo apenas aquilo que lhe agrada em cada religião. Vivemos em uma época de liberdade conquistada onde cada um tem seu direito de seguir qualquer espiritualidade da forma que quiser. O problema não está na liberdade em escolher mas na incoerência das escolhas.

Por exemplo, alguém gosta dos valores da bíblia e começa a seguir
o novo testamento da melhor forma possível. Mas depois conhece o
espiritismo e também quer seguir algumas coisas do espiritismo. O
problema começa quando a pessoa crê na Bíblia que diz: “… ao homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo… (Hebreus 9.27)” mas também crê no evangelho segundo Allan Kardec que diz: “A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. (Evangelho segundo espiritismo cap.4 vers.4) “.

Perceba que os conceitos entram em conflito e não é possível neste
caso específico de conciliar ambos. E assim a pessoa tem uma
espiritualidade dúbia, confusa e sem sentido.

Podemos aprender com todas as religiões mas não temos como
viver de acordo com os valores de cada uma delas pois em algum
momento não será possível seguir tudo mas teremos que escolher entre uma e outra. E estas escolhas só podem ser feitas em um compromisso. Compromisso com a espiritualidade que a pessoa entende ser a melhor para ela e para o mundo que a cerca.

Portanto, renove seu compromisso com a espiritualidade e seja
coerente na sua escolha.

“Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo.”

Santo Agostinho de Hipona

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

PARÁBOLAS, ORA BOLAS!

Quando falamos em parábolas, é muito difícil não lembrar de Jesus.
Tanto quem é Cristão quanto quem não é, logo faz esta associação de tão marcante que é o termo e de tanto que Jesus usou deste recurso literário.

Jesus contava estas parábolas para poder transmitir um conceito
ético e moral que existiam nas entrelinhas destas histórias – que apesar de fictícias – tinham muito em comum com o cotidiano dos ouvintes.

Alguns teólogos dizem que Jesus com estas parábolas queria
transmitir de uma forma mais inteligível os princípios das escrituras para as pessoas, que na maioria das vezes eram simples. Estes escritores afirmam que se estes valores fossem comunicados de uma forma mais teológica, estes ouvintes não entenderiam.

Mas, particularmente entendo que Jesus tinha outras razões para
contar essas parábolas. Quando Jesus conta a parábola do semeador em Marcos 4.1-20, por exemplo, percebemos que esta tese não faz sentido neste texto:

“Quando a multidão foi embora, as pessoas que ficaram ali começaram, junto com os doze discípulos, a fazer perguntas a Jesus sobre parábolas. Jesus disse a eles: — A vocês Deus mostra o segredo do seu Reino. Mas para os que estão fora do Reino tudo é ensinado por meio de parábolas, para que olhem e não enxerguem nada e para que escutem e não entendam; se não, eles voltariam para Deus, e ele os perdoaria.” – Marcos 4.10-12

Jesus conta a parábola do semeador para os discípulos e para a
multidão. Depois de contá-la, a multidão não entende quais são as
questões morais da história e vai perguntar para Jesus. Os discípulos
também questionam isso mas Jesus explica os conceitos por detrás da parábola só para os discípulos e não para a multidão. Porquê?

Entendo que Jesus com isto quer dizer para os discípulos que por
eles serem os seus seguidores, eles poderão conhecer mais
profundamente os princípios que Ele quer comunicar. E que a multidão só terá este conhecimento quando cada um se tornar um discípulo e/ou discípula de Jesus.

Já ouvi de muitas pessoas que não são Cristãs, que já leram a Bíblia
e não conseguiram entender quase nada do que estava escrito. Já ouvi isso de pessoas que se dizem Cristãs também, mas com certeza a quantidade de pessoas que não são Cristãs é sempre maior.

Entendo que isto tem muita relação com o que Jesus disse na parábola do semeador. Aqueles que têm o Espírito Santo de Deus tem acesso ao sentido por detrás das escrituras que aqueles quem não tem o E.S. não podem ter.

Portanto, só com o E.S. podemos compreender profundamente os
ensinamentos de Jesus Cristo. E como podemos exercitar o conhecer das lições do mestre? Com Parábolas, ora bolas!

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Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

EBENÉZER – Até aqui nos ajudou o Senhor

“… Até aqui o Senhor Deus nos ajudou. Por isso deu a ela o nome de Ebenézer…” – 1Samuel 7.12

Em quem você confia? Esta pergunta suscita muitas respostas mas também deveria levantar grandes reflexões sobre a nossa vida. A resposta a esta pergunta pode definir muitas coisas para nós.

Muitos irão responder que confiam na ciência, outros confiam na família, alguns confiam nos valores éticos e morais, muitos confiam em si mesmo e ainda muitos outros dizem confiar em Deus.

Mas entendo que esta resposta muito mais que verbal ela precisa ser dada através de uma reflexão profunda de vida e na nossa prática diária. Responder esta questão de formal oral é bem mais fácil que responder vivencialmente.

E é principalmente no cotidiano que iremos perceber realmente em quem (ou no quê) confiamos. Pois na nossa vida muitas vezes na prática a teoria é outra.

Podemos dizer que confiamos na ciência mas quando percebemos muitas vezes que ela não é tão exata quanto achávamos, deixamos de confiar. Seja em um diagnóstico errôneo, seja em pesquisas que condenam alguns certos tipos de alimentos logo depois tornam a aprová-los e etc.

Os que confiam na ética e na moral podem se decepcionar com crimes ou atrocidades cometidas por pessoas que “defendiam” tais valores. Podem até se decepcionarem consigas mesmas quando percebem que nem sempre conseguem viver aquilo que dizem. O famosa frase: “Faça o que falo mas não faça o que faço”.

Nesta sociedade é muito comum ouvirmos conselhos do tipo: “Siga o seu coração”. Que nada mais é a afirmação de confiar em si mesmo. E nem precisamos relatar aqui o quanto nos decepcionamos com a gente mesmo quando confiamos somente em nós mesmos.

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

 

FAMÍLIAS LÍQUIDAS – O Lar na pós modernidade

Esta segunda década do século 21 tem sido marcada pela polarização em várias áreas no nosso Brasil. Visões extremistas e radicais sobre religião, política, direitos humanos e outros assuntos tem sido vastamente alastradas na sociedade tupiniquim. Um dos temas que têm sofrido com este extremismo é a família.

Numa ponta da linha estão os radicais que se dizem “defensores da família” que dizem ter um padrão correto para a família, que tudo que foge deste padrão estabelecido por alguns não pode ser considerado uma família original e se não for do jeito deles então a família está sendo “atacada e subvertida”.

Esta visão extrema ainda ressalta que existe um padrão bíblico-religioso para a família que precisa ser seguido. A dificuldade, portanto, nesta visão é que existe uma má interpretação da família na Bíblia. Se pegarmos do começo das escrituras iremos perceber que a primeira família relatada trouxe maldição para o planeta, para os seres humanos por toda a existência terrena, foram expulsos da presença de Deus, um irmão assassinou o outro e viveu boa parte da vida como um errante.

Se avançarmos nos relatos bíblicos iremos nos deparar com famílias hebréias, israelitas, judias e cristãs chamadas por Deus mas que tiveram incestos, traições, divórcios, segundos casamentos, assassinatos, estupros, paganismo, corrupções, roubos, mentiras e tantos outros pecados e crimes.

É claro que não era o que Deus queria destas famílias mas é a realidade de todas as famílias até hoje. O problema não é querer ter uma família do jeito que Deus quer, pois entendo que isso é bom ser buscado. O problema é não respeitar configurações de famílias diferentes da sua e não enxergar que na sua família tem problemas às vezes piores que em outras famílias que tantos religiosos condenam. O problema é confundir valores de família com configurações religiosas de famílias, sem entender que Deus se preocupa menos com a forma da família e se interessa mais pelos princípios que a família vive. O problema é acreditar que a forma da sua família é melhor que outras formas de família enquanto os vários problemas (que toda família enfrenta) que se têm são ocultos para as outras famílias.

O problema é não escutar Jesus Cristo dizendo: “ — Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.” (Mateus 7.1-5)

Na outra ponta, entretanto, temos outros radicais que acham que não ter padrão de família é mais importante que buscar ter um padrão de acordo com o que se acredita, que cada um pode seguir os valores e princípios que quiser (até mesmo não ter valores), que tudo é relativo e uma escolha do coração humano de se viver do jeito que achar melhor sem se importar com que os outros irão pensar. Acreditam que ir contra todo e qualquer princípio religioso (principalmente Cristão) vai ser melhor para a sociedade (mesmo sem distinguir estes princípios dos seus próprios valores pessoais).

A impressão que dá é que muitas destas pessoas vivem apenas de acordo com seus próprios entendimentos sobre todo e qualquer assunto sem considerar outras visões onde seus valores e princípios são alterados por cada nova resolução social mais aceita pela cultura atual (o politicamente correto). É uma visão que rejeita valores sólidos mas que preferem transitar por conceitos líquidos que podem ser mudados pelo menor grau de variação. Muitas vezes se torna inclusive uma cultura contraditória quase esquizofrênica que entende, por exemplo, a família de uma forma hoje mas que amanhã pode mudar completamente por causa de um novo entendimento às vezes compartilhado por alguém sem a menor condição intelectual de reflexão do assunto.

Esta mudança na concepção do que é família – até mesmo se deve se ter um conceito estabelecido – também pode ser alterada por um crime que aconteceu, por uma nova série que fez sucesso e outros acontecimentos provisórios que logo já se tornam padrão de pensamento (pelo menos para aquela semana).

Quando se trata de família e/ou de conceitos sobre família, é sempre necessária uma visão equilibrada que evita os extremos para que não se tenha conceitos duros e imutáveis tanto quanto definições transitórias e volúveis.

O lar tem sido sim atacado pela sociedade, tanto de um lado do pólo quanto do outro. Espero que este fenômeno sócio-cultural possa “empurrar” as pessoas para o “centro” na busca de uma visão equilibrada e que menos pessoas decidam escolher um lado dos extremos radicais degladiando-se umas com as outras fazendo com que a família seja destruída mas na prática do que em teorias.

As famílias podem até ser líquidas, mas que elas “escorram” para o diálogo, respeito e amor.

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NO COMPASSO DA MISSÃO

No meio evangélico quando se fala de missões, geralmente o conceito vem carregado de tradições que nada tem a ver com a Bíblia e com a missiologia de Jesus.

Na maior parte das vezes muitos entendem que “missões” é só para algumas pessoas que receberam um chamado especial de Deus. Entendem também que fazer missões é ir para um lugar diferente de onde se está para pregar o evangelho. Acham que necessariamente tem que falar (verbalmente) de Jesus para as pessoas.

Estudando os textos bíblicos e lendo alguns bons livros sobre o assunto percebo que o conceito de missão é muito mais amplo do que se tem pregado.

Primeiramente entendo que todo Cristão é um missionário, pois quem é salvo por Cristo tem a missão de dar prosseguimento ao que Jesus iniciou. Não existe na Bíblia nenhum dom de missionário, apesar de sermos diferentes nos dons que recebemos do Espírito Santo de Deus, estes dons e talentos servem para a nossa missão de Deus no mundo.

Em segundo lugar compreendi que missão se vive onde se está. Não precisamos ir para um lugar diferente de onde vivemos para pregar o evangelho. Nosso campo missionário é sempre onde estivermos. Para onde Deus nos enviar devemos estar em missão. Seja do outro lado do mundo, seja do outro lada da rua.

E por último, percebo que a missão que temos como discípulos não é necessariamente falar de Jesus mas principalmente viver os valores e princípios do evangelho. Podemos sim falar do que Deus tem feito em nossa vidas mas não como uma verborragia mas com a sensibilidade do Espírito de saber quando devemos falar e quando devemos nos calar. Mas viver para ser parecido com Jesus não é uma opção mas nossa missão.

Estas ideias que muitos tem sobre missões prejudica muito o conceito bíblico de missão. E provavelmente por causa destas definições equivocadas e errôneas sobre o tema, muitos não se envolvem e se sentem desmotivados na missão. Portanto entre no compasso da Missão.

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ENCONTROS TRANSFORMADORES

Na nossa vida temos muitos encontros com muitas pessoas e ás vezes até vários destes por dia. Algumas destas pessoas são conhecidas e muitas outras desconhecidas. Quando encontramos pessoas que temos intimidade pode ser que não esperamos muita novidade delas já que achamos que estes encontros são sempre corriqueiros e cotidianos e que nada de novo pode vir desta relação.

E quando encontramos pessoas que não conhecemos podemos ter geralmente duas expectativas: nenhuma ou muitas. Nenhuma expectativa, pois estamos na nossa correria e não observamos as pessoas que estão ao nosso redor ou porquê já não esperamos muito dos seres humanos mesmo. Mas ás vezes a expectativa pode ser grande. Grande porque estamos precisando de algum encontro transformador que nos ajude em algo que precisamos ou porque queremos fazer algo por alguém.

Mas destes encontros que temos em raros casos estes nos causam uma transformação pessoal. Encontros que nos marcam por toda a vida ou por muito tempo e que nos fazem refletir por muito tempo sobre aquela relação que tivemos (curta ou duradoura).

Gostaríamos muito de ter mais destes encontros profundos que nos fazem sentir vivos, úteis e relevantes. Quando não temos mais este desejo destes encontros então provavelmente estamos sem esperança em nós ou nos outros.

É claro que todos nós também passamos por encontros que nos fizeram muito mal e que igualmente nos marcam profundamente. São encontros que queremos esquecer e nunca mais termos.

Mas de todos estes encontros, entendo que há “O ENCONTRO”. É um encontro com alguém que nos conhece melhor que nós mesmos, que nos ama mais que qualquer pessoa e que tem todo o poder para nos transformar mais que qualquer suposto super herói ou heroína. É o encontro com Deus. Este é um encontro que quem passou por ele pode dizer o quanto foi transformador e importante para a vida. E nunca é um encontro único, pois Ele está sempre conosco e nós sempre temos necessidades.

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

Alegria Transbordante

 Muitos pastores, missionários e líderes cristãos com zelo e no intuito por ver o evangelho salvador de Jesus ser proclamado, acabam por usar como estratégia colocar peso na consciência dos cristãos para que se engajem nesta obra, e Deus que age livremente por sua boa vontade até permite que trabalhos feitos com base neste peso avancem. Mas certamente, agir assim, com esta motivação, não faz jus a beleza do Evangelho do Senhor Jesus. Todos os cristãos têm a responsabilidade de proclamar a salvação que há exclusivamente em Cristo, porém, sua motivação deve estar alinhada com toda glória que esta mensagem traz, ou seja, é preciso proclamar o Cristo com alegria transbordante, uma alegria que não cabe dentro do coração e da mente e atinge, de alguma forma, todos aqueles que estão ao nosso redor.

A alegria é prometida por Jesus na sua oração sacerdotal (ver João 17.13), que ainda enriquece esta promessa dizendo que a alegria dele será derramada na vida dos discípulos de forma completa. O próprio Cristo é impulsionado em seu ministério pela promessa da alegria (Hb 12.2). O apóstolo Paulo convida os irmãos da igreja de Filipo a se alegrar no Senhor (Fp 4.4) e ainda explica a igreja de Roma que a alegria é uma característica do Reino de Deus (Rm 14.17). Neemias motiva o povo de Israel para a obra de Deus lembrando que “a alegria do Senhor é a sua  força” (Ne 8.10). E os salmistas também incentivam o povo a buscar alegria no Senhor, como por exemplo, o Salmo 37.4 que diz: “alegra-te no Senhor e ele satisfará os desejos do seu coração”. Veja, a alegria do Senhor está absolutamente disponível para aqueles que se rendem de coração a Deus e a Seu Filho, Jesus Cristo.

Michael Green escrevendo sobre o sucesso da evangelização nos primeiro, segundo e terceiro séculos da era cristã, afirma que uma das explicações para este êxito é justamente a alegria na vida dos cristãos, que viviam sua fé de forma bonita, fraterna, comprometida, cheia de amor e impulsionados por esta alegria transbordante e assim sua postura tinha uma força atracional muito grande na vida das pessoas, e assim o Senhor ia acrescentando a igreja os que iam sendo salvos (At 2.47). Enquanto os cristãos se alegram em Deus, Ele vai fazendo a sua obra.

Infelizmente, para muitos a vida de fé, a participação numa igreja, o ato de servir através de algum ministério, acabou se tornando uma rotina, uma mera obrigação, uma tradição. Mas agir assim não faz o menor sentido, uma vez que Deus por sua graça decide abrir as portas do céu e despejar sobre aqueles que o buscam a alegria, Deus deseja que a sua obra seja feita em alegria (Salmo 100), porque só a alegria transbordante pode fazer justiça a beleza, força, glória, profundidade, magnanidade e magnitude do Evangelho.

C.S.Lewis, grande escritor cristão do século XX, escreveu: “O cristianismo, se for falso, não tem valor; se for verdadeiro, tem valor infinito. A única coisa que lhe é impossível é ser “mais ou menos” importante.” Lewis está afirmando que não há lógica em se viver o cristianismo em mediocridade porque sendo verdade, e assim o cremos com toda nossa vida, ele tem valor infinito, mas como viver algo que tem valor infinito de forma cabisbaixa, cansada e muitas vezes preguiçosa e até infeliz?!

Talvez alguém possa pensar que não há espaço para a tristeza na vida cristã, o que é certamente, um equívoco. Claro que há, pois Deus age em nós e por nós em nossa integralidade e na dialeticidade da vida, na mistura de coisas boas e ruins que acontecem com a gente o tempo todo. Todavia, a alegria que vem de forma dadivosa do Senhor supera as circunstâncias, e cria resiliência e perseverança para que as pessoas que andam com Deus, consigam viver com coragem e firmeza a vida mesmo em meio a tristeza. O estar triste, não é contraditório com o ser alegre.

Caso você esteja vivendo de forma triste e entristecedora, convido-o a dobrar seus joelhos e buscar com disciplina a Deus confiando que o próprio Cristo prometeu derramar da sua alegria em nossos corações. Mas confie mesmo e certamente Deus há de atentar para seu clamor, afinal, a alegria é o combustível da vida cristã, não dá pra ficar sem. Lembre-se que diante de Deus não só importa o que fazemos, mas o como fazemos também. Que façamos então a obra dEle de proclamar o Evangelho, amar ao próximo, servir aos que sofrem etc com alegria, com mais alegria e com mais alegria ainda porque é assim que deve ser.

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

O QUE FAZER DIANTE DO CLIMA DE TERROR?

Dia após dia o mundo acordava com a triste realidade da crueldade e
monstruosidade humana!
A carta dos direitos humanos já a muito fora escrita, porém a barbárie humana continua mostrando sua pior face. A cobiça pelo poder ainda continua valendo mais do que a dignidade do ser humano. Caso para dizer que Aristóteles tinha razão quando, no seu livro a política, afirma que se queremos conhecer
verdadeiramente um homem devemos dar-lhe o poder.
Como africano e angolano, solidarizo-me com aqueles vitimados pelas monstruosidades humana que tem nos levado a um estado generalizado de terror.
Não posso dizer que sei o que padecem, nem que entendo vosso sofrimento e temor, mas apenas me desculpar por tais crueldades já que faço parte da espécie humana. Desta forma, apenas posso dizer que: sinto muito, sinto muito por vossa dor, pois me revejo nas lagrimas e gritos daqueles que perguntam por justiça, por
dignidade, por liberdade, sinto muito pois me reconheço na dor dos sírios, nigeaianos, belgas, franceses, americanos, espanhóis, angolanos etc. Que perderam pais, dos pais que perderam filhos e dos filhos que perderam irmãos, em suma me reconheço na dor das vitimas destas cruéis guerras que se fundamentam em coisas
mesquinhas como orgulho ferido, ideologias vazias e sede de poder no qual tendem a desvalorizar cada vez mais a vida.
Como estudante de direito, precisamos entender que o direito surge para garantia de uma convivência harmoniosa humana dentro de uma sociedade. Logo, os tratados pactuados precisam ser respeitados por todos independentemente de quem seja, sobe risco de transformarmos o nosso habitat em caos.
Como estudante de teologia, tenho a firme convicção que nossa luta neste mundo é para e pela vida. Pois nosso Deus é o doador de toda vida, logo a vida precisa ser respeitada, valorizada e amada. Deus é aquele que saindo do seu kairós entrou no CHronos humano para eleva-lo. Ele é aquele que têm um lado e com certeza não é ao
lado dos poderosos que se encontram por de trás destas barbáries.

Mas sim aquele que se encontra junto daqueles que procuram por uma esperança, um amparo, das crianças que inalavam verdadeiros venenos nucleares, e das viúvas e órfãos que perderam seus entes.
Devemos sempre lembrar que a guerra acima de todas as coisas é a mais abominável aos olhos de Deus, a mais odiosa, pois destrói aquilo que com tanto amor fora criado por Deus e degrada o ser humano ao nível de uma formiga sem pensamento, que obedece sem saber porque obedece e combate sem saber porque combate. Pois, na verdade, na guerra o homem se bate por coisa nenhuma. (Taylor
caldwell, 1972. p.61). Não podemos fazer vistas grossas as atrocidades desumanas que temos observado um pouco por todo mundo, muito menos nos inibir face a tal problemática. O medo espalhou-se de forma generalizado. Chegamos hoje ao ponto
tal de ter medo de ter medo assim qualquer coisa que comprometa a vida estará aí nosso campo de atuação. De que maneira? Deve estar se perguntando: Sendo atalaias, denunciando o mal, lutando pela vida por meio de pequenos gestos de amor, solidariedade e
compaixão (colocar-se no lugar do outro). Sendo acolhedores para com os emigrantes por exemplo: Não fechando nossas portas para os desabrigados, nem nossas fronteiras, conforme tem acontecido.

Visitarmos e ajudarmos o estrangeiro, o órfão, a viúva ou aquele que estiver precisando. São pequenos gestos que podem ser feitos em qualquer lugar ou a qualquer momento para qualquer um neste
mundo globalizado que farão muita diferença. Se topar já seremos dois e quando menos perceber seremos bilhões. A batalha é árdua com certeza mas a vitória é certa pois aquele que é por nós é maior do que aquele que está contra nos! E agindo Deus quem impedirá! (Isaias 43:13)

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Emiliano J.A. João
Emiliano Jamba António João, Filho de António João e de Maria de Lourdes António, nascido na cidade do Huambo, província do Huambo em Angola. Do grupo étnico dos Ovimbundos que pertencem ao povo Bantu. Atualmente reside no Brasil desde 2014, na cidade de Campinas no Estado de São Paulo.
Graduando em Teologia pela Faculdade Nazarena do Brasil (FNB), e em Direito pela Universidade Paulista,(UNIP). Membro do grupo de iniciação cientifica sobre a Ética das Virtudes, coordenado pelo Dr. Sidney de Moraes Sanches.
Membro do grupo de Teologia Negra - FTL, campinas,
Áreas de pesquisa: Religião e política, com ênfase no missionaríssimo cristão na África subsaariana Lusófona, e sua implicação na politica, Ética e filosofia Africana.