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A MISSÃO DE SER MÃE

Mãe, motivo de inspiração de vários poetas, não por acaso de ser comparada a Deus. Já que, assim como Deus está para a humanidade, assim a mãe está para os seus.

Mãe é vida, pois por meio delas todas as coisas vieram a existência. Existência essa, que dá ao ser humano um norte, uma essência.

Mãe é sacrifício. Uma vez que dá tudo de si para a continuidade da humanidade, contudo seu reconhecimento pela sociedade na maioria das vezes se materializa em forma de desprezo e suplício.

Mãe é o paradoxo da graça, já que de forma graciosa nos concedem a vida, contudo devemos a elas obediência para que nos corra bem nossa jornada pela terra. Elas são heroínas face a um mundo cheio de vilões, princesas cheias de virtudes que não caberiam em poemas.

Elas abrilhantam um mundo que ganha graça com suas graças, são fortes ao mesmo tempo que frágeis, são lindas, simples, simpáticas, divertidas, parecendo achar em tudo motivo para não levar tão a sério a vida, mesma sendo elas ao mesmo tempo sérias quando precisam ser.

Elas vão até as últimas consequências na sua busca por justiça e amor ao próximo. Não poupam esforços quando o assunto se trata de proteção ao indefeso talvez porque compreendem o valor a vida.

Algumas são cheias de personalidade forte, destemidas, sem perder a ternura da inocência de uma criança.

São seres revolucionários enchendo-nos de sonhos que jamais poderão alcançar por amor aos seus. São grandiosas, aventureiras no bom sentido da palavra. Daquelas que desconfiam que sempre tem algo mais, e que o mundo não é simplesmente aquilo que nos é apresentado.

Por isso sorriem diante do futuro. Falam com sabedoria e ensina, com amor. Cuidam dos negócios de sua casa e não dá lugar à preguiça. Seus filhos se levantam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo: “Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera” – Provérbios 31.28-29

Talvez o melhor termo para poder defini-las se configura em uma única palavra: “missionárias”. Sim, ser mãe é uma verdadeira missão. Missão esta, exercida com bastante amor. Amor este, que é paciente, bondoso, não invejoso, não vanglorioso, não orgulhoso.

Por isso procuram não maltratar a ninguém, colocam os interesses dos demais acima do seu. Não se iram facilmente, não guardam rancor. Jamais se alegram com a injustiça, mas se alegram com a verdade. Talvez por isso se tornam uma fera quando seus filhos usam da mentira para escapar-se das consequências causadas. Desta feita, Elas Tudo sofrem, tudo crêm, tudo esperam, tudo suportam. Pois acreditam na gente e de que o amor jamais perece (1 Coríntios 13.4-8).

Agradeço ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vocês mães. Meu orgulho em vida, beleza sem igual, formosura incomparável, coragem transcendental, amor imensurável, bondade incontável.

Seus ensinos levarei para sempre enquanto viver cá na terra. Serão como enfeites em minha cabeça um adorno para meu pescoço.

Que “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz. (Números 6.24-26)

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Emiliano J.A. João
Emiliano Jamba António João, Filho de António João e de Maria de Lourdes António, nascido na cidade do Huambo, província do Huambo em Angola. Do grupo étnico dos Ovimbundos que pertencem ao povo Bantu. Atualmente reside no Brasil desde 2014, na cidade de Campinas no Estado de São Paulo.
Graduando em Teologia pela Faculdade Nazarena do Brasil (FNB), e em Direito pela Universidade Paulista,(UNIP). Membro do grupo de iniciação cientifica sobre a Ética das Virtudes, coordenado pelo Dr. Sidney de Moraes Sanches.
Membro do grupo de Teologia Negra - FTL, campinas,
Áreas de pesquisa: Religião e política, com ênfase no missionaríssimo cristão na África subsaariana Lusófona, e sua implicação na politica, Ética e filosofia Africana.
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O CAMINHO DE CRISTO É O CAMINHO DO AMOR

O dia vai, a noite cai, e com ela o seu mal. Mais um plano é traçado; Mais uma vítima é objetivada; Mais uma atrocidade é cumprida.

As noticias circulam e os males circundam, atônitos nos perguntamos: De onde procede o mal? Até onde vai a maldade do coração humano? Como sanar o coração insano? Abalados nos questionamos e indagamos a Deus e ao mundo sem querermos no entanto acreditar no que observamos.

Jesus afirma: “… é do coração que vem os maus pensamentos, os crimes de morte, os adultérios as imoralidades sexuais, os roubos, as mentiras e as calunias…” (Mateus 15:19), a isto Santo agostinho irá dizer: O mal consiste na “ausência do bem”, ainda Luther king júnior disse: “ Quem aceita o mal sem protestar coopera com ele”.

Torna-se claro que é pelo fato dos seres humanos preferirem o mal ao bem, que o mal se prolifera e se dissipa no mundo. A solução então, está em fazer o sentido oposto em praticar o bem. Simples assim, todavia como é difícil, Porém não é impossível pois temos; um modelo de vivência, um exemplo dado, uma direção a seguir, um caminho a percorrer. A bíblia é esta direção, os profetas são os pergaminhos pelo caminho e Cristo é este caminho e modelo de vivência ou seja a revelação ultima de Deus, a visibilidade do Deus invisível. Assim sendo, a igreja tem uma mensagem face aos problemas observados um pouco por todo mundo: Os maus não prosperarão para sempre, “Deus recompensará a cada um de acordo com o que fez Ele dará a vida eterna as pessoas que perseverarem em fazer o bem e buscam a gloria, a honra e a vida imortal. Mas fará cair a sua ira e o seu castigo sobre os egoístas e sobre os que rejeitam o que é justo a fim de seguir o que é mau” (Romanos 2:6-8). Tal mensagem se requer nos dias de hoje em que a mídia dita a pauta do sucesso, e as múltiplas formas de maquinar o mal.

Nossa missão é: Estar a serviço do Rei, em ser promotores e anunciadores dos valores do Reino, e do bem maior, que é o amor, rejeitando o mal, qualquer que seja a sua aparência e denuncia-lo sobe qualquer preço, afim de que o bem prevaleça.

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Emiliano J.A. João
Emiliano Jamba António João, Filho de António João e de Maria de Lourdes António, nascido na cidade do Huambo, província do Huambo em Angola. Do grupo étnico dos Ovimbundos que pertencem ao povo Bantu. Atualmente reside no Brasil desde 2014, na cidade de Campinas no Estado de São Paulo.
Graduando em Teologia pela Faculdade Nazarena do Brasil (FNB), e em Direito pela Universidade Paulista,(UNIP). Membro do grupo de iniciação cientifica sobre a Ética das Virtudes, coordenado pelo Dr. Sidney de Moraes Sanches.
Membro do grupo de Teologia Negra - FTL, campinas,
Áreas de pesquisa: Religião e política, com ênfase no missionaríssimo cristão na África subsaariana Lusófona, e sua implicação na politica, Ética e filosofia Africana.

O QUÊ AMO QUANDO AMO A DEUS ?

Mais um ano terminado, as coisas que para frente olhavam-se, hoje olhamos-nas de frente para trás. Se assim sucede, será por causa da graça do bom e maravilhoso Deus, pela Sua proteção misericordiosa, e pelo dom da vida, que permitiu que se possa a esta altura dizer: “Ebenézer – até aqui nos ajudou o Senhor”.

No Início do ano de 2016, nossa comunidade da IBBG, propôs-se e desafiou-se a refletir sobre: “amar o que Jesus ama”. Porém, uma outra pergunta poderia ser feita: o que amo quando eu amo a Jesus? Foi então que ao ler um pequeno trecho das confissões de Agostinho citado por Moltmann (p.93, 2002), me fez indagar a mesma pergunta:

o que, afinal, amo eu quando eu te amo? Não é a beleza de um corpo nem o ritmo do tempo acelerado; não é o brilho da luz, tão agradável aos olhos; não são as doces melodias no mundo dos sons de toda espécie; não é o perfume das flores, dos ungüentos e especiarias; não é o maná nem o mel; não são os membros do corpo, deliciosos para o abraço carnal: Nada disso eu amo quando amo a meu Deus. E apesar disso amo uma luz e um som e um perfume e uma comida e um abraço, quando amo ao meu Deus: luz e som e perfume e comida e abraço para o meu ser interior. Ali brilha para a minha alma o que espaço algum capta; ali ressoa o que tempo algum leva  cativo; ali surge o perfume que vento algum dissipa; ali apetece o que saciedade alguma azeda; ali se achega o que desgosto algum separa. É isso que eu amo quando eu amo a meu Deus.  

Ao que respondi:

Quando eu amo a meu Deus, não amo a justiça por mais atrativa que pareça, nem a santidade nem a fraternidade, por mais belo que seja. Não amo o ser humano, nem a criação ecoados nos discursos mais belos dos humanistas, nem a unidade da diversidade, nem a vida e etc, apenas por amar. E contudo, amo a justiça, porque Deus é Justo (salmos 7:11),  a Santidade pois ele é santo, a fraternidade pois o Deus que é amor gera a fraternidade (2 ped 1:7); O ser humano pois é a imagem e semelhança divina (Gn 1:26); a unidade na diversidade uma vez que Deus em si mesmo vive em uma “Pericorese” (unidade ou Inter-habitação perfeita) entre o pai, o filho e o Espirito e do mesmo Jeito fez a sua criação (seres diversos) com a finalidade de viverem em comum-Unidade (Gn 1:26; Jo 1:1-4); a vida pois Ele é a fonte da vida (Jo 1:4). Assim sendo onde estiver comprometida a vida será o campo de atuação daquele que é feito a Imagem e semelhança de Deus.

Quando eu amo a meu Deus meu ser se encontra em um dilema entre o bem e o mal. Pois na maioria das vezes o bem que quero fazer não o faço e o mal que não quero este o faço. Por um lado, transborda de alegria, acha calmaria, paz sossego, por outro, tristeza, inquietude, incomodo perante as atrocidades dos sistemas corruptos que diariamente assolam nosso habitat. Quando amamos o que Deus ama, nos colocamos no lugar do outro, reconhecemos que somos indivíduos dentro de uma coletividade . “A experiência de Deus não reduz as experiências da vida, mas as aprofunda pois desperta o sim incondicional à vida. Quanto mas amo a Deus quanto mais gosto de existir . Quanto mais direita e integralmente existo, tanto mais sinto o Deus vivo , a fonte inesgotável da vida e a vitalidade eterna” p.93,2002.

Pode-se concluir desta forma que quando amamos o que Deus ama nos tornamos aquilo que Paulo diz em Gálatas 2:20 “Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no filho de Deus que me amou e se deu a si mesmo por mim” Fazendo com que o nosso compromisso não mais seja apenas tendo em visto o Eu mais sim o Tu, em prol de Deus e do seu Reino.

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Emiliano Jamba António João, Filho de António João e de Maria de Lourdes António, nascido na cidade do Huambo, província do Huambo em Angola. Do grupo étnico dos Ovimbundos que pertencem ao povo Bantu. Atualmente reside no Brasil desde 2014, na cidade de Campinas no Estado de São Paulo.
Graduando em Teologia pela Faculdade Nazarena do Brasil (FNB), e em Direito pela Universidade Paulista,(UNIP). Membro do grupo de iniciação cientifica sobre a Ética das Virtudes, coordenado pelo Dr. Sidney de Moraes Sanches.
Membro do grupo de Teologia Negra - FTL, campinas,
Áreas de pesquisa: Religião e política, com ênfase no missionaríssimo cristão na África subsaariana Lusófona, e sua implicação na politica, Ética e filosofia Africana.

ESPÍRITO SANTIFICADOR QUE VIVIFICA

Esta breve reflexão surge da preocupação interpretativa feita a respeito da pessoa do Espírito Santo uma vez que muitas comunidades eclesiásticas apresentam sérios problemas ao lidar com tal doutrina. Para algumas, Ele se constitui no centro de todo culto cristão, “encontrando-se acima das demais pessoas da trindade”. Enquanto que para outras, de tanto cristocentrismo exacerbado, relegam o Espírito Santo a inexistência. Todavia, precisamos entender que ambas percepções são erradas criando sérios transtornos à comunidade.

A melhor maneira de identificar uma pessoa é por meio de sua atuação. Deste modo, é preciso entender que Ele é aquele existente antes mesmo que o mundo viesse à existência. Isto é, uma força cósmica, pairando sobre as águas (Gn 1.2; Jo 26.13) dando equilíbrio ao mundo, criando, provendo e gerando vida (Jo 33.4; Sl 104.30); Ele é o mesmo que se manifestou aos profetas, de forma redentora, concedendo renovo, justiça paz e alegria (Rm14.17). Ele é o rûachpneuma, cujo sentido literal é vento ou sopro, ar em movimento respirado pela nepheshpsychē (alma) vivente( Jó 17.1, Is 2.22) ou o fôlego de vida (Gn6.17;7.15;Sl 104.29;Ez 37.8). Ele é ainda o garantidor de vitalidade aos seres viventes. Ele é a sede dos sentimentos e das emoções. Pelo pneuma encontramos comunhão com Deus (1co2.10-16).  No Novo Testamento João nos ensina que Deus é Espírito e portanto, a não ser que o homem nasça da água e do Espírito, poderá ele entrar no reino de Deus? (3.5). Ainda apresenta o Espírito na sua atuação como o Consolador, o paráclito, advogado (14.16,26; 15.26; 16.7; Jo 2.1). Sendo Ele a verdade nos revela o Filho e o Pai, e consequentemente o discernimento do bem e do mal.

Falar do Espírito Santo é também falar do Espírito da vida, pois o mesmo Espírito que santifica é o mesmo que vivifica. Quanto a isso diz Moltmann: “Desde os tempos remotos o Espírito de Deus  não apenas é chamado de ‘Espírito Santo’ mas também de ‘Espírito da vida’, pois não somente santifica mas também vivifica por meio dos poderes divinos.”(MOLTMANN, 2002, p. 60). Assim, à medida que nos aproximamos de Deus por meio do dEle tornamo-nos completamente vivos e comprometidos com a vida. Despertamos de nossa sonolência mortal, e abre-se o interesse por tudo que diz respeito à vida. Uma real transformação, a nossa metanóia (Rm.12.2).

Como diz Hildegard no seu poema: “O Espírito santo é vida que proporciona Vida, motor do Universo e raiz de todo ser Criado, limpa o Universo da Impureza, extingui a culpa e pensa as feridas. Por isso é vida radiante digna de louvor, que acorda e ressuscita o Universo” (apud MOLTMANN, 2002, p. 61).

Tendo em vista esta premissa, “O Espirito Santo não é qualquer um entre muitos bons e maus espíritos, mas o próprio Deus santo. Também não é uma caraterística de Deus, como sua razão, sua vontade ou sua eternidade, mas é Deus em pessoa, em nada inferior a Deus, o pai, e a Deus o filho” (Moltmann, 2002.p.53). Ao que podemos acrescentar as palavras de Lutero: “a razão do Espírito de Deus ser chamado de “santo” é que ele “nos santificou e ainda santifica […] Assim como o Pai é designado criador, e o Filho Redentor, assim o Espírito Santo deve ser chamado, a partir de sua obra, de Santo e Santificador”(apud Moltmann, 2002, p.53).

Desta forma  o Espírito Santo santifica a Igreja de Cristo tornando-a, na unidade social constituída pelo povo de Deus, e instituída pelo Senhor Jesus Cristo para anunciar as boas novas. A Igreja, dotada de dons, surge como conjunto de cristãos que se reúnem para prestar culto a Deus, e é também a entidade terapêutica educadora, acolhedora, libertadora, transformadora, o canal responsável pela manifestação da ação de Deus Espírito no mundo, abrangendo vários setores da esfera humana (Rm12.5).

Portanto, é extremamente importante um estudo aprofundado sobre a Doutrina do Espírito Santo, não só para entendermos a economia trinitária, mas também para compreendermos os relacionamentos humanos ao longo da história. Uma vez entendida e vivenciada, poderá haver vida, e vida em abundância em uma harmonia perfeita: o ser humano em si mesmo, o ser humano face ao outro ser humano, o ser humano em relação a Deus e o ser humano em relação ao Oikos. Desta forma subentende-se que, tornar-se santo (Levítico 19:2) significa tornar-se vivo, porque nosso Deus é vivo e o santificar significa vivificar, pois  por meio do folego da vida (rûah) o ser humano passa a ser alma vivente (nephesh) (Gn2.7).

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Emiliano J.A. João
Emiliano Jamba António João, Filho de António João e de Maria de Lourdes António, nascido na cidade do Huambo, província do Huambo em Angola. Do grupo étnico dos Ovimbundos que pertencem ao povo Bantu. Atualmente reside no Brasil desde 2014, na cidade de Campinas no Estado de São Paulo.
Graduando em Teologia pela Faculdade Nazarena do Brasil (FNB), e em Direito pela Universidade Paulista,(UNIP). Membro do grupo de iniciação cientifica sobre a Ética das Virtudes, coordenado pelo Dr. Sidney de Moraes Sanches.
Membro do grupo de Teologia Negra - FTL, campinas,
Áreas de pesquisa: Religião e política, com ênfase no missionaríssimo cristão na África subsaariana Lusófona, e sua implicação na politica, Ética e filosofia Africana.

O FRACASSO DAS NAÇÕES

Muitos autores ao analisarem o cenário caótico Mundial, como a fome, pobreza, e corrupção iram trazer fatores como: político, econômico, social, cultural, histórico, geográfico e etc,  como sendo a base do fracasso das nações. Não deixam de ter razão. Todavia é muito mais do que isso. Tais problemáticas apenas são a exteriorização de um mal maior, um mal que inicia primeiro no coração humano e posteriormente se transforma em um organismo sistêmico, implacável, exterminável, deteriorável,  e muitas vezes, participamos dele sem nos dar conta. Contudo sua atuação é visível em nossa esfera humana, provocando a existência de um mundo bi polarizado.

Ele promove para alguns felicidade e para outros desgraça. Para outros ainda sem ele não há vida, porém há aqueles, que acreditam que a vida seria bem melhor sem ele. Não me refiro quanto a sua natureza em si.  Pois, se bem usado, pode ser uma benção,  mas me refiro quanto ao seu uso. Falo concretamente do Dinheiro. Do amor ao dinheiro, da Ganância, que muito sutilmente ou de forma escancarada anda por aí ditando a regra de como viver. Da injusta distribuição, que faz com que uns tenham de sobra e outros de menos, passando necessidades. Enquanto uns morrem de comer, outros morrem de fome. O que sobeja na mesa de uns, e é jogado fora, falta na mesa de outros. Quanto a isso  Jesus irá dizer:  “Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro” (Mt 6.24). Paulo acrescenta “porquanto o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”(1 Tm 6.10). Realmente o dinheiro (Mamom), se constitui um deus na medida que se tornou o fundamento último de dignidade, respeito,  felicidade e status, no qual o ter se torna mais importante que o ser. Ao ponto do ser humano não conseguir enxergar o outro ser humano na busca insaciada pelo dinheiro. Todo mundo tem observado a extrema pobreza em países do 3º mundo,  o tormento dos seres humanos abaixo da linha da miséria, a luta das ONGs e etc. Mas ainda assim investe – se mais na corrida bélica do que em seres humanos.

Não se trata de falta de alimentos, não se trata de uma melhor/pior política, melhor/pior ideologia ou melhor/pior estratégia.
O cerne da questão consiste na falta de amor e solidariedade. Em suma as nações fracassam não devido  a escassez da econômica (dinheiro), mas devido a  escassez de amor no coração.

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Graduando em Teologia pela Faculdade Nazarena do Brasil (FNB), e em Direito pela Universidade Paulista,(UNIP). Membro do grupo de iniciação cientifica sobre a Ética das Virtudes, coordenado pelo Dr. Sidney de Moraes Sanches.
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AMOR, A CURA DO PECADO (parte 2)

Muito se diz a respeito destas duas palavras: “pecado e amor”. Ambas são antigas e de certo, não existe algum “terráqueo” que ainda não tenha ouvido ou praticado-as. Para alguns a palavra pecado se encontra em desuso e é apenas para fanáticos religiosos que quando a pronunciam usam no sentido pejorativo. Todavia, o fato de não considerá-la não significa que ela não exista. Pois é visível sua presença e seus efeitos nas estruturas humanas, no âmbito familiar (laços familiares desfeitos), político (povos oprimidos, vigorando a lei do mas forte e da sobrevivência), cultural (era do Vazio – falta de identidade) e social (extremo individualismo e o consequente isolamento).

Pecado do hebraico (hatah ou chêt), do grego (harmatia ou harmatêma) ou ainda do latim (peccatum) é definido classicamente como: errar o alvo, falta ou omissão, tropeçar, transgressão da lei. “Quem peca é culpado de quebrar a lei de Deus, porque o pecado é a quebra da lei.” – 1 João 3.4

Que lei? Jesus vai dizer em Mateus: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente… ame os outros como você ama a você mesmo.” Ao que Paulo posteriormente irá reforçar aos Gálatas: “Pois a lei inteira se resume em um mandamento só: ‘Ame os outros como você ama a você mesmo’.”Gálatas 5.14.

Deste modo, pecado será então: Não amar ou ainda a falta do amor. Nos resta então fazer a seguinte pergunta: O que é o amor? A respeito disto João irá afirmar que Deus é amor. E sendo ele amor, qualquer manifestação de amor provém dele (João 4.8).

Desta forma o Amor é então um imperativo de Deus para as relações humanas, pois faz parte da essência de Deus. O amor criará então relacionamentos saudáveis e agradáveis e gerará vida, ao contrário do pecado que gera morte. O amor é cura para o pecado, porque apenas por meio dele construímos sociedade harmoniosas, baseados em uma comum-unidade (desenvolvendo dia após dia o laço de solidariedade, reciprocidade,  amparo, dedicação, generosidade)  e pelos princípios de alteridade e sensibilidade, na qual muito mais do que simplesmente olhar o outro, ele se aproxima, cuida, e se coloca no lugar do outro (Lucas 10.34-35).

Como Diz um ditado africano “Ubuntu”: eu sou porque você é, você é porque eu sou. Só assim veremos as mudanças que queremos ter no mundo “Que o amor faça com que vocês sirvam uns aos outros.”Gálatas 4.14.

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O AMOR QUE VAI ATÉ AS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS

Havia uma época, não muito remota em que a palavra era a coisa mais valiosa de um homem/Mulher. E se um homem ou mulher te desse sua palavra, com certeza descansarias nela. Pois tal pessoa cumpriria exatamente o que pronunciou. Todavia os tempos mudaram. Vivemos em um tempo que palavras são coisas banais, já se foi a época em que a palavra de alguém era tudo. Desta feita, nossas palavras devem estar acompanhadas de ações, do contrário serão meras falácias, não devem ser apenas tentativas de generosidade mas preocupação sincera daquele(a) que se preocupa com o indivíduo como um todo e como membro integrante do reino, sob pena de ser ignorada e ser esquecida no tempo.

É baseado nisto que escrevo sobre o amor que perpassa as meras falácias (do apenas dizer eu “te amo”), as meras tentativas de generosidade, e cumprimentos de formalidades, para dar lugar a um amor eficaz, eficiente, sincero, prático, na qual coloca o outro em detrimento do Eu. Como o apóstolo Paulo, dando um recital sobre o amor, bem afirma em sua carta aos Coríntios: “Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino…Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso…Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas… Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo…. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.” (1 Coríntios 13.1,4-7).
Cristo em sua morte e morte de cruz suportou tudo com fé, esperança e paciência. Aquele que nunca cometeu pecado se fez pecado por nós e de tanto nos amar, não mediu esforços, doando-se a si mesmo no madeiro por nós, para que, crendo nele, não pereçamos, mas sim, tenhamos a vida eterna. Quanto a isso João irá afirmar em sua carta: “Sabemos o que é o amor por causa disto: Cristo deu a sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos”. Desta forma o amar a Deus sobre todas as coisas, implicará no amar ao próximo (qualquer que seja este próximo mesmo que seja um inimigo ) como a ti mesmo. A esta disposição de fazer bem a todos, Confúcio diz fazer parte da “Sabedoria Suprema”, ou seja, uma dádiva Divina. Para tal ele traz o seguinte exemplo:
Zigong: – Mestre aquele que prodigalizar boas ações em favor do povo e atender as suas necessidades não mereceria o nome de sábio(ren)?
Mestre: – já não se trataria de um sábio mas da sabedoria suprema! (Comparato, apud Confucius p.531-532).

Diante de tudo abordado acima, apenas nos resta frisar que uma igreja de Cristo é aquela se propõe a comunicar o evangelho mediante tudo o que é, faz e diz, ela entende que seu propósito não é chegar a ser grande numericamente, ou rica materialmente, ou poderosa politicamente. Seu propósito é encarnar os valores do reino de Deus e testificar do amor e da justiça revelados em Jesus Cristo, no poder do Espírito, em função da transformação da vida humana em todas as suas dimensões, tanto em âmbito pessoal como em âmbito comunitário, ou seja, sua ortodoxia andando em conformidade com sua Horto práxis. Ela então entenderá o mundo todo como um “campo missionário” e cada necessidade humana será uma oportunidade de ação missional. A missão então englobará a evangelização, o ensino, a compaixão, a justiça (pois o mesmo Deus que é amor é também justiça), inclusive o cuidado com a criação, todas elas submetidas ao senhorio de Cristo.

A igreja local é chamada a manifestar o reino de Deus em meio aos reinos do mundo não só pelo que diz, mas também pelo que é e por tudo o que faz em resposta às necessidades humanas que a rodeia. Não nos esquecendo jamais que o amor provém de Deus e o modelo é Cristo. Tal amor é pratico (Levou Jesus a assumir um corpo físico) e é autêntico. Não se deve amar de palavras nem de línguas, mas de fato e verdade. “Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações.” – 1 João 3.18

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