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O pecado do taedium spirituale

Monges cristãos do passado em suas análises e estudos profundos da vida de fé perceberam e identificaram uma postura extremamente perniciosa, prejudicial e, portanto, pecaminosa em alguns cristãos que foi denotado na expressão latina taedium spirituale, isto é, o tédio espiritual. Será que corremos o risco de enfrentar isso?! Vamos refletir?!

C. S. Lewis, considerado o maior escritor cristão do século XX disse: “O cristianismo, se for falso, não tem valor nenhum; se for verdadeiro, tem valor infinito. A única coisa que lhe é impossível é ser mais ou menos importante”. O que Lewis está dizendo é que não tem sentido nenhum que o cristianismo seja considerado como algo medíocre, mediano, morno, tedioso. Sendo o cristianismo verdade verdadeiríssima, e cremos nisso com toda a nossa vida, fundamentados nas Escrituras Sagradas, então não tem lógica e é um absurdo escandaloso que em nossa rotina cotidiana vivamos a espiritualidade de forma preguiçosa, cansativa, não criativa e tomados por desânimo uma vez que o cristianismo tem valor infinito.

É óbvio que não estou me referindo ao cristianismo institucional-religioso, com seus paradigmas moralistas e legalistas, estou me referindo a revelação cristã que afirma que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e nos confia, como igreja, a mensagem graciosa da reconciliação. Esta é a mensagem central do cristianismo e por ser o guardião desta mensagem de salvação, o cristianismo tem valor infinito. A pergunta que não quer calar é: Por que com a boca afirmarmos seu valor e importância, mas muitas vezes negamos isso em nossa prática?

Provavelmente a resposta para esta pergunta esteja na expressão taedium spirituale. Este pecado é tão perigoso que Karl Barth, grande teólogo protestante do século XX, em sua preciosa obra: Introdução à Teologia Evangélica, afirma que esta postura está só a um passo de distância do ceticismo. Ou seja, a pessoa começa se desencantado com a vida cristã e com seus ensinamentos, depois permite que o desânimo encontre espaço e guarida em seu coração, abandona os ensinamentos do Senhor Jesus, abandona a igreja-comunidade de fé, e depois acaba por perder a fé e se torna cética, praticamente uma incrédula, vivendo um ateísmo prático: acredita em Deus, mas vive como se Ele não existisse.

O taedium spirituale acaba acontecendo porque não damos a devida atenção aos sinais, por exemplo: uma pessoa que vive murmurando de tudo. Esta atitude diante da vida demonstra claramente um tédio espiritual, porque tal dito cristão não consegue mais ver a bondade presente de Deus em sua vida, por isso prefere reclamar e reclamar, é um estado de lamentar crônico. Outro exemplo está naquela pessoa que está sempre, por qualquer motivo se desanimando, e a cada 10 minutos precisa que alguém lhe encoraje para daqui a pouco desanimar de novo. Outro exemplo é encontrado naquele que não presta mais culto junto com os irmãos e irmãs, despreza, assim, o ajuntamento comunitário, e deixa de usufruir daquela ação do Deus Triúno, Deus-Comunidade, Deus-família, Deus relacional que só acontece no encontro Pessoa-pessoa e pessoa-pessoa; outro exemplo ainda é encontrado naquela pessoa que abandona as bênçãos da generosidade de contribuir financeiramente  com sua comunidade de fé ou com projetos missionários e/ou sociais por não concordar com algo, e prefere, infelizmente, a solidão da reclusão e do isolamento, do egocentrismo e ignora o ditado que já dizia: “brasa fora do braseiro acaba se apagando”, ou a própria Palavra de Deus: “E consideremo-nos uns aos outros para incentivar-nos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia” (Hebreus 10:24,25).

Outros sinais deste tédio espiritual podem ser identificados, como a facilidade de se sentir magoado, a falta de desejo de cooperar, a recusa de utilizar seus dons em benefício dos outros, a recusa constante de aceitar uma compreensão diferente e mais ampla, mais profunda do Reino, da igreja, da missão, do serviço, o abandono da leitura assídua da Bíblia e da prática da oração, a culpabilização dos outros pelos seus problemas e tristezas e a recusa de se abrir para o aprendizado e a facilidade de espalhar desânimo e decepção por onde passa, a incapacidade de se sensibilizar com a dor alheia, a recusa de estender a mão e praticar a caridade, a decepção crônica, a insatisfação crônica, as palavras não edificantes, o ouvido moco para conselhos de amigos-irmãos, a falta de desejo de progredir etc etc etc. Os sinais são muitos.

O pecado do taedium spirituale só pode ser superado, quando a partir das Escrituras, compreendermos o valor e eterno e supremo que tem a pessoa do Senhor Jesus Cristo. Se não nos encantarmos com Sua pessoa e com Sua obra, se nosso coração não vibra de alegria ao nos depararmos com os valores preciosos do Reino, se nós não somos capazes de vender tudo que temos para adquirir aquela pedra preciosa no campo; se não nos entusiasmarmos com seu povo, comprado com preço de sangue, então somos sérios candidatos a sermos engolidos pelo taedium spirituale que desonra ao Senhor e presta um desserviço para o cristianismo por criar nele o estereótipo da feiura, da não perseverança, da incoerência, da contradição, da falta de sentido e da tristeza crônica.

Para não permitir que esse pecado tome conta de nossa vida, é necessário que como cristãos meditemos disciplinadamente nas Escrituras e sigamos pelo caminho da obediência: ouvir, meditar e praticar. Aprendamos também com os cristãos do passado, olhemos para sua dedicação, o seu zelo, suas trilhas, o seu amor, seu êxito a fim de não manifestarmos uma vida cristã mediana e tediosa. Deus tem valor eterno e glorioso, e, portanto, merece mais, muito mais, sempre mais. Lembremo-nos constantemente, com temor e tremor, das palavras do Senhor Jesus: “Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor. Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio” (Apocalipse 2:4, 5), ou ainda: “Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca” (Apocalipse 3:16). Pelo amor, graça e consolo misericordioso do Deus que é Pai, Filho e Espírito, não entreguemos o coração a tristeza, desânimo, desencanto e tédio. Como disse o poeta: “Sigamos em frente e saibamos que a cruz mais pesada o Filho de Deus suportou”. Kyrie Eleison. Soli Deo Gloria.

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

A igreja que você deseja X A igreja que você é

É natural que desejemos nos sentir bem nos lugares aos quais pertencemos e participamos: na família, no trabalho, na escola, na universidade e na igreja não é diferente. Mas será que estamos mesmo, em todas as circunstâncias, dispostos a contribuir com muito ânimo e dedicação para que esses lugares sejam de fato lugares bons para se estar?! Eu, sinceramente, acredito que não! Vamos pensar nisso!

A verdade é que nem sempre estamos dispostos a cooperar, porque, em geral, achamos que isso é uma responsabilidade para os outros, compreendemos que nossa postura é sempre supimpa, ótima, maravilhosamente excelente e, assim, gostamos de delegar a culpa dos problemas e das dificuldades para outrem, como disse Leon Tostoy, escritor cristão russo: “Todo mundo pensa em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”. Nós fomos engolidos pela síndrome do expectador, pensamos que a missão de resolver as questões é algo exclusivo para os outros.  Os problemas estão nos outros, as dificuldades são os outros que criam, aqueles que atrapalham são os outros, os que criam empecilhos são as outras pessoas, nunca eu. Essa lógica reflete o pensamento existencialista do filósofo francês Paul Sartre: “o inferno são os outros”. É óbvio ululante: este pensamento não é cristão, mas muitos cristãos adoram flertar com ele.

Com todo meu coração acredito que quando o Deus Triuno pensou em criar a igreja Ele estava inspirado. Porque a igreja foi pensada e feita e comprada com preço de sangue (Atos 20.28) para reproduzir no seu seio os valores belos, altos e transformadores do Evangelho: amor, graça, misericórdia, perdão, compaixão e justiça. Mas algo aconteceu, algo se perdeu no caminho, e a impressão que dá é que Jesus foi esquecido, não na teoria, não no pensamento, não nos cânticos, não nos sermões, não nos discursos, não na doutrina, mas na prática. Como alguém já disse: “na prática a teoria é outra”. E assim vivemos à luz daquele poema irônico:

“Viver com os irmãos no céu,

oh, que glória!

Viver com os irmãos na terra,

bem, isso é outra história”.

É claro que isso não é uma verdade absoluta, pois existem casos admiráveis e bonitos de comunidades cristãs e de irmãos e irmãs que vivem a vida de fé em profundidade, considerando todas as implicações do Evangelho que salva, cura a alma, rompe as barreiras, desafia ao amor e liberta de qualquer opressão, mas não podemos fechar os olhos para os contra-exemplos.

O que Jesus nos ensina sobre isso?! Vamos ver na Bíblia; em Mateus 7.5 está escrito: “Tira primeiro a trave do olho; e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho de teu irmão”. O que Jesus está ensinando de forma até rígida é que os problemas, dificuldades e até pecados existem tanto nos outros quanto em nós mesmos. E a forma sábia, correta e transformadora de lidar com isso é atentando primariamente para os problemas, dificuldades e pecados que estão em nós, para depois atuar em relação ao outro. Agir de forma diferente, é chamado por Ele de hipocrisia. Palavra dura, não?!  Jesus não brinca em serviço e nunca diz meias palavras.

Assim sendo, se percebemos que os espaços que pertencemos têm problemas, seja a família, o trabalho, a igreja etc, então a mudança, segundo o Mestre e Salvador Jesus Cristo, deve começar em nós. Em cada um de nós. Falando especificamente de igreja, não adianta reclamar que a igreja não é acolhedora se nós não somos acolhedores quando temos oportunidade de o ser. Não adianta dizer que a igreja não ama, se nós ficamos fechados e restritos dentro de nosso grupinho e deixamos um tantão de gente de fora, não adianta dizer que a igreja não se importa com as pessoas, se nós não nos importamos e agimos com arrogância com quem pensa diferente de nós, não adianta dizer que a igreja não é generosa, se nós nunca colocamos a mão no bolso pra ajudar ninguém, não adianta dizer que a igreja  é hipócrita se nós não estamos dispostos a perdoar quem nos magoa, porque, na real, cristianismo sem perdão, é pura hipocrisia.

Tudo isso acontece por conta de uma confusão em nossa mente entre o ideal e o real. E como inocentemente queremos viver o ideal, achamos que a culpa de estarmos vivendo o real, com sua dureza e contradições, é algo provocado pelo outros e assim terceirizamos a culpa e tudo fica na mesmice de sempre, pois esta postura não ajuda em nada. Aliás, não só não ajuda, como atrapalha também. Cada vez que culpamos os outros pelos nossos problemas, ficamos piores e a situação problemática fica intocável.

A moral da história dessa nossa conversa é: se deseja uma igreja melhor, então seja melhor; se quer uma família mais amável, então seja mais amável; se quer um local de trabalho mais amigável e tolerante, então seja mais amigável e tolerante. Simples assim! O resto é conversa fiada! Guarde isso no coração: a mudança começa em você! Ou melhor, em cada um de nós. Que Jesus, Aquele que é o destruidor de muros e barreiras nos ajude! Seja a mudança que você quer no mundo. A começar em mim, quebra corações…

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

 

Pais espirituais

“Pois pelo Evangelho eu mesmo vos gerei em Cristo Jesus”. (I Coríntios 4.15b)

Hoje é um dia especial porque é um dia que o Senhor fez e nos deu gentilmente, mas além disso é um dia especial porque nos dá a oportunidade de pensarmos em nossos pais e agradecer a Deus por eles. No geral, os sentimentos que brotam neste dia são bonitos, saudosos, cheios de alegria e vivacidade.  Infelizmente há exceções, alguns não tiveram boas experiências com seus pais, não foram bem cuidados, foram até maltratados e inclusive abandonados. O Deus Triúno, tendo conhecimento de todo potencial dos pais e também de todas suas debilidades, propicia, através da sua igreja que é o seu povo, a oportunidade de todas as pessoas  serem cuidadas em amor e assim possam pela graça divina serem aperfeiçoadas e curadas, em caso de traumas familiares, pelo poder e vivência no Evangelho.

Sendo Deus o Deus que é uma Trindade de Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo a via de realização que ele apresenta para nós é a do caminho comunitário, é a da vida de comunhão e altruísmo que reflete uma demasiada preocupação, atenção, serviço e cuidado com o outro. Uma forma de viver isso de fato é pensar no ministério dos pais espirituais, ou seja, homens que adotam pessoas espiritualmente e as trazem para uma convivência próxima e decidem caminhar com elas, através de discipulado e mentoreamento, e dessa forma, comer com elas, orar por elas, aconselhar, ajudar, apoiar, exortar, encorajar etc. Hoje, sendo dias dos pais, falo especialmente aos pais, mas tanto homens quanto mulheres podem abraçar esse tipo de ministério de adoção espiritual.

Hoje que vivemos tempos pós-modernos que são recheados de individualismo e narcisismo é difícil pensar que um ministério assim possa florescer. Estamos tão afogados com nossas próprias preocupações e tomados de tanto egocentrismo que é difícil abrir nossa vida para outrem. Com base na filosofia do consumismo, queremos apenas sossego e bem estar porque julgamos merecer. E queremos inclusive que Deus nos apoie em tal projeto. Mas é óbvio ululante que o Deus Triúno não apoia esse tipo de postura e atitude: a tudo que produz uma elevação do ego em detrimento do outro, Ele diz um bem grandão NÃO. Pois Ele é o Deus-comunidade e sabe que a realização plena do humano se dá pela via estreita dos relacionamentos.

Temos que ampliar nosso olhar sobre o que significa de fato ser igreja do Senhor Jesus. Temos que ampliar nossos horizontes hermenêuticos sobre o que significa ter comunhão com os irmãos e o que significa verdadeiramente servir uns aos outros. Porque muitos pensam que isso se dá ao frequentar os cultos dominicalmente e estudar a Bíblia numa escola que funciona cerca de uma hora semanal. Isso não significa ter comunhão e nem serviço, pelo menos não no seu sentido pleno e profundo. É preciso que aprendamos a nos aproximar uns dos outros e a nos interessar pelos outros de maneira cristã. É um tipo de encarnação: quando movidos pelo Evangelho tomamos a firme decisão de nascer no mundo do outro para ajudá-lo a crescer em Cristo, como disse Paulo: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”. (Gálatas 4:19).

Ser um pai espiritual é atuar com responsabilidade cristã não só na esfera familiar que também é necessária e louvável, mas é convidar pessoas, que podem ser já do nosso oikós ou não, pra fazer parte da nossa vida de forma mais intensa e expressiva, ser incluída em nossa rotina de alguma forma, e colocar seus nomes e histórias em nossa agenda para que possamos desenvolver um relacionamento saudável de acompanhamento e prestação de contas, sem opressão e invasão de privacidade, para que neste relacionamento, regado de graça pela Trindade, possamos amadurecer em nosso cristianismo de forma conjunta, mesmo porque não há outro caminho de crescimento.

Deus criou a igreja para que ela pudesse expressar de maneira antecipada os valores e as belezas do Reino que serão vividos plenamente no céu, mas nós transformamos a igreja num culto que acontece aos domingos, nós transformamos a igreja num auditório, nós transformamos a igreja em eventos e programações que propiciem entretenimento e participamos de tudo isso e ao mesmo tempo trancamos com chave tetra a porta de nossa vida para os outros.

Se homens genuinamente espirituais se levantarem para serem pais espirituais esse tipo de quadro triste apresentado sobre a igreja começará a mudar, pois estaremos mais alinhados com o coração de Deus, o Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Permita que Deus use sua vida para edificar a vida de outros. Ah! É bom lembrar que o dia dos pais espirituais não é hoje, ou não é só hoje, é na verdade todos os dias, pois como disse Jesus: “Até agora meu Pai trabalha e eu trabalho também” (João 5.17). Cuidar de gente é coisa pra vida inteira. Que o Pai, o Filho e o Espírito Santo nos ajude! Que o Deus Triúno nos impulsione para uma vivência cristã verdadeiramente comunitária. Amém.

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.