Arquivo da tag: amamosoquejesusama

LUZ NOS DESAFIOS DA FAMÍLIA

Ser família é aceitar um desafio. Ter uma família nem sempre é uma escolha. Já nascemos aonde nascemos e temos que conviver com quem crescemos. Mas viver em família é sempre uma escolha que pode ser aceita ou não.

Podemos viver anos sem aceitar o fato que estamos em uma família e que precisamos – para nós e para os outros – viver juntos. Isto é viver sem ser família. Mesmo que do ponto de visto genético e social você vive em família, do ponto de vista intencional e existencial podemos viver fora deste conceito.

Portanto, ser família é aceitar o desafio de viver como tal. Precisa ser algo intencional, consciente e pragmático. Talvez alguém pense que pode viver sem esta consciência. Até pode, mas as consequências serão desastrosas. Muitas vezes temos máscaras que usamos no trabalho, com os amigos, e na sociedade em geral. Mas na família estas mascaras são possíveis, mas pouco eficientes. Pois eles sabem quem nos somos e nos conhecem melhor que outros.

Os desafios na família são muitos. Temos sempre que estar dispostos a abrir mão de algumas (ou muitas) coisas pelo bem da família. Seja uma simples atividade e/ou prática que temos e que incomodam ou prejudicam aos familiares, até questões mais profundas como nosso caráter e temperamento que precisam ser moldados para que possam viver melhor com os nossos queridos.

Mas o maior desafio é mudar quem somos, pois na família é mais difícil esconder quem somos. E para mudar esta essência que nos faz ser quem somos, precisa ser algo transcendental e de dentro para fora.

Precisamos de luz para nos guiar neste caminho longo e árduo. Luz para que possamos enxergar por onde estamos indo e ande iremos chegar, como também luz interior para que ilumine a nossa vida de tal forma que possamos enxergar quem somos para só assim podermos ter a chance de mudanças internas.

Esta luz é uma força que não encontramos em nós mesmos, pois não temos esta condição de forma plena, mas de forma rasa e inconstante. Precisamos de deus em nossas vidas que nos lança luz para nossa caminhada e para nossa vida. Assim podemos ter coragem de encarar os desafios da vida e amar os nossos familiares de uma forma mais próxima de como Deus nos ama.

Mateus Feliciano on sabyoutubeMateus Feliciano on sabtwitterMateus Feliciano on sabmyspaceMateus Feliciano on sablinkedinMateus Feliciano on sabinstagramMateus Feliciano on sabgoogleMateus Feliciano on sabfacebookMateus Feliciano on sabemail
Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

ESPÍRITO SANTIFICADOR QUE VIVIFICA

Esta breve reflexão surge da preocupação interpretativa feita a respeito da pessoa do Espírito Santo uma vez que muitas comunidades eclesiásticas apresentam sérios problemas ao lidar com tal doutrina. Para algumas, Ele se constitui no centro de todo culto cristão, “encontrando-se acima das demais pessoas da trindade”. Enquanto que para outras, de tanto cristocentrismo exacerbado, relegam o Espírito Santo a inexistência. Todavia, precisamos entender que ambas percepções são erradas criando sérios transtornos à comunidade.

A melhor maneira de identificar uma pessoa é por meio de sua atuação. Deste modo, é preciso entender que Ele é aquele existente antes mesmo que o mundo viesse à existência. Isto é, uma força cósmica, pairando sobre as águas (Gn 1.2; Jo 26.13) dando equilíbrio ao mundo, criando, provendo e gerando vida (Jo 33.4; Sl 104.30); Ele é o mesmo que se manifestou aos profetas, de forma redentora, concedendo renovo, justiça paz e alegria (Rm14.17). Ele é o rûachpneuma, cujo sentido literal é vento ou sopro, ar em movimento respirado pela nepheshpsychē (alma) vivente( Jó 17.1, Is 2.22) ou o fôlego de vida (Gn6.17;7.15;Sl 104.29;Ez 37.8). Ele é ainda o garantidor de vitalidade aos seres viventes. Ele é a sede dos sentimentos e das emoções. Pelo pneuma encontramos comunhão com Deus (1co2.10-16).  No Novo Testamento João nos ensina que Deus é Espírito e portanto, a não ser que o homem nasça da água e do Espírito, poderá ele entrar no reino de Deus? (3.5). Ainda apresenta o Espírito na sua atuação como o Consolador, o paráclito, advogado (14.16,26; 15.26; 16.7; Jo 2.1). Sendo Ele a verdade nos revela o Filho e o Pai, e consequentemente o discernimento do bem e do mal.

Falar do Espírito Santo é também falar do Espírito da vida, pois o mesmo Espírito que santifica é o mesmo que vivifica. Quanto a isso diz Moltmann: “Desde os tempos remotos o Espírito de Deus  não apenas é chamado de ‘Espírito Santo’ mas também de ‘Espírito da vida’, pois não somente santifica mas também vivifica por meio dos poderes divinos.”(MOLTMANN, 2002, p. 60). Assim, à medida que nos aproximamos de Deus por meio do dEle tornamo-nos completamente vivos e comprometidos com a vida. Despertamos de nossa sonolência mortal, e abre-se o interesse por tudo que diz respeito à vida. Uma real transformação, a nossa metanóia (Rm.12.2).

Como diz Hildegard no seu poema: “O Espírito santo é vida que proporciona Vida, motor do Universo e raiz de todo ser Criado, limpa o Universo da Impureza, extingui a culpa e pensa as feridas. Por isso é vida radiante digna de louvor, que acorda e ressuscita o Universo” (apud MOLTMANN, 2002, p. 61).

Tendo em vista esta premissa, “O Espirito Santo não é qualquer um entre muitos bons e maus espíritos, mas o próprio Deus santo. Também não é uma caraterística de Deus, como sua razão, sua vontade ou sua eternidade, mas é Deus em pessoa, em nada inferior a Deus, o pai, e a Deus o filho” (Moltmann, 2002.p.53). Ao que podemos acrescentar as palavras de Lutero: “a razão do Espírito de Deus ser chamado de “santo” é que ele “nos santificou e ainda santifica […] Assim como o Pai é designado criador, e o Filho Redentor, assim o Espírito Santo deve ser chamado, a partir de sua obra, de Santo e Santificador”(apud Moltmann, 2002, p.53).

Desta forma  o Espírito Santo santifica a Igreja de Cristo tornando-a, na unidade social constituída pelo povo de Deus, e instituída pelo Senhor Jesus Cristo para anunciar as boas novas. A Igreja, dotada de dons, surge como conjunto de cristãos que se reúnem para prestar culto a Deus, e é também a entidade terapêutica educadora, acolhedora, libertadora, transformadora, o canal responsável pela manifestação da ação de Deus Espírito no mundo, abrangendo vários setores da esfera humana (Rm12.5).

Portanto, é extremamente importante um estudo aprofundado sobre a Doutrina do Espírito Santo, não só para entendermos a economia trinitária, mas também para compreendermos os relacionamentos humanos ao longo da história. Uma vez entendida e vivenciada, poderá haver vida, e vida em abundância em uma harmonia perfeita: o ser humano em si mesmo, o ser humano face ao outro ser humano, o ser humano em relação a Deus e o ser humano em relação ao Oikos. Desta forma subentende-se que, tornar-se santo (Levítico 19:2) significa tornar-se vivo, porque nosso Deus é vivo e o santificar significa vivificar, pois  por meio do folego da vida (rûah) o ser humano passa a ser alma vivente (nephesh) (Gn2.7).

Emiliano J.A. João on sabfacebookEmiliano J.A. João on sabemail
Emiliano J.A. João
Emiliano Jamba António João, Filho de António João e de Maria de Lourdes António, nascido na cidade do Huambo, província do Huambo em Angola. Do grupo étnico dos Ovimbundos que pertencem ao povo Bantu. Atualmente reside no Brasil desde 2014, na cidade de Campinas no Estado de São Paulo.
Graduando em Teologia pela Faculdade Nazarena do Brasil (FNB), e em Direito pela Universidade Paulista,(UNIP). Membro do grupo de iniciação cientifica sobre a Ética das Virtudes, coordenado pelo Dr. Sidney de Moraes Sanches.
Membro do grupo de Teologia Negra - FTL, campinas,
Áreas de pesquisa: Religião e política, com ênfase no missionaríssimo cristão na África subsaariana Lusófona, e sua implicação na politica, Ética e filosofia Africana.

SINÔNIMOS MONTANHOSOS

Bem- aventurados os que desejam ver, sentir e ouvir a graça de Deus; os que reconhecem sua fragilidade e vulnerabilidade; os que buscam a companhia do mestre, pois deles é o reino dos céus.

Felizes os que choram; que sussurram; os que soluçam e emudecem; os que experimentam e buscam o ajudador e enxugador de lágrimas, a voz  calma e o abraço forte Dele, pois já são e serão consolados.

Quão alegres são os humildes; que reconhecem que são um punhado de pó moldados para glória Dele; os que aprenderam na humildade o caminho da essência de ser o que são : humanos. Felizes os cônscios de sua real natureza, pois estes herdarão a terra.

Tristes serão os “saciados”, os “satisfeitos” com pouco, que acham o pão e mel divino algo insosso e azedo!!!

Bem aventurados os sensíveis, os simpáticos com dores alheias, humanos suficientes para alegrar-se com sorrisos fraternos, de chorar diante dos descasos com o amigo: felizes os que exercitam o amor para com o próximo, ao fazerem isso percebem mais e mais a Dona graça em suas vidas.

Infelizes os maliciosos, os corruptos, os gananciosos, exploradores, pois diante da escuridão dos seus atos não vêem a Luz.

Felizes os que são Paz e transmitem a Paz: alegres são os que militam pela felicidade alheia: os que saem do seu conforto para confortar o amigo: os que com mansidão sinalizam o amor, estes serão chamados filhos de Deus.

Rafael Campos on sabtwitterRafael Campos on sabfacebookRafael Campos on sabemail
Rafael Campos
Rafael Campos é veterinário por formação; cientista por vocação. Atualmente é doutorando em Farmacologia (UNICAMP); discípulo de Jesus Nazaré e encantado pelo seu amor e sua Graça.

ILUMINE-SE

Olhar para dentro de si mesmo é um desafio
Que poucos se aventuram em profundidade
No escuro da alma se encontra um vazio
Preciso é uma luz para chegar a claridade

Muitos acham que a luz para se iluminar
Vem de si próprio e ficam sem perceber
Que não somos sol com luz própria solar
mas como a lua que fica a luz receber

Iluminar-se não é buscar uma luz interior
Mas é se abrir para que os raios solares
Entrem em nossa vida vinda do exterior
Da única fonte inesgotável de luminares

Esta fonte é um ser pessoal que nos ama
Que ao reencontro de Deus nos conduz
A mensagem é a sua vida que proclama
Que a luz é a própria pessoa de Jesus

Mateus Feliciano on sabyoutubeMateus Feliciano on sabtwitterMateus Feliciano on sabmyspaceMateus Feliciano on sablinkedinMateus Feliciano on sabinstagramMateus Feliciano on sabgoogleMateus Feliciano on sabfacebookMateus Feliciano on sabemail
Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

REVISÃO DE VIDA

A nossa vida é feita de histórias, sentimentos, decisões, conceitos e etc. Ela é mais complexa do que parece ser. É uma mistura de muitas pessoas e situações e que se estivermos distraídos perdemos muito dela. Estas talvez sejam as razões para que uma revisão de vida seja feita.

Precisamos sempre revisitar nossa vida para que possamos ter uma real compreensão de como estamos vivendo. Pois somos capazes de viver 100 anos sem refletir profundamente sobre a nossa vida. Portanto a revisão de vida é uma ação intencional que foge da normalidade.

Uma das questões a ser pensada em uma revisão de vida é se vivemos uma vida que vale a pena. Se no final iremos nos arrepender das escolhas que fizemos ou não. Esta é uma questão muito importante na nossa trajetória, pois se conseguirmos antever algumas coisas que se fizermos iremos nos arrepender, podemos tomar a decisão de não fazê-las. É claro que nem tudo conseguimos prever mas em muitas situações nós sabemos o que é certo e errado a ser feito e podemos evitar as que nos farão nos arrepender mais tarde

Geralmente quando chega final de ano, muitos gostam de fazer planos para o novo ano que vai entrar, para agirem de forma diferente e coisas que se fez e que se arrependeu. Mas a questão aqui abordada não é simplesmente uma questão de projetos de vida para um ano novo. A questão principal é rever princípios e valores de vida que irão nortear toda uma vida e não somente um momento dela.

A proposta que temos com este texto é de pensarmos em como temos vivido até aqui para podermos pensar em como iremos viver daqui para frente levando em conta esta reflexão. É um olhar para o passado tendo em visto o futuro para mudar o presente. É perceber quem nós fomos, quem somos e o que queremos ser. Mais do que ações, é pensar no nosso ser.

Mas quando alguns entendem que esta reflexão deve ser feita apenas com um novo ano se aproximando, esta reflexão não ganha a profundidade devida e a frequência necessária. É claro que com o mundo agitado do terceiro milênio fica difícil fazer esta reflexão diária – apesar de ser necessária – mas devemos sempre estar prontos para revisitar este tema em nossas vidas.

 

“A vida só pode ser compreendida olhando para trás, mas só pode ser vivida olhando para frente”. – Soren Kierkegaard

Mateus Feliciano on sabyoutubeMateus Feliciano on sabtwitterMateus Feliciano on sabmyspaceMateus Feliciano on sablinkedinMateus Feliciano on sabinstagramMateus Feliciano on sabgoogleMateus Feliciano on sabfacebookMateus Feliciano on sabemail
Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

ESPÍRITO CAPACITADOR

O Espírito de amor que revela a Jesus Cristo
Que dá este fruto de caráter para a pessoa
Santifica o crente como nunca antes visto
Também capacita com dons como a coroa

Os dons são uma benção dada por Deus
Para todo aquele que crê no seu filho
Capacita esta bela comunidade dos seus
Para que todos possam ver este brilho

O Deus-Espírito capacita bem o Cristão
Não para servir a si, mas servir ao outro
Um dos poderes dEle é o da atração
De Deus para o homem e seu tesouro

Mas os dons dado para esta sua Igreja
São para serem por ela desenvolvida
Para que o mundo ouça, sinta e veja
O amor do Santo Deus através da vida

Mateus Feliciano on sabyoutubeMateus Feliciano on sabtwitterMateus Feliciano on sabmyspaceMateus Feliciano on sablinkedinMateus Feliciano on sabinstagramMateus Feliciano on sabgoogleMateus Feliciano on sabfacebookMateus Feliciano on sabemail
Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

ESPÍRITO SANTIFICADOR

Muitos conceitos se têm sobre o Espírito Santo de Deus. Conceitos que tem fundamentos bíblicos e outros nem tanto. Além da base bíblica que é importante para se compreender as questões espirituais da espiritualidade Cristã, também precisamos considerar que o espírito santo tem várias características e formas diferentes de agir na vida do ser humano.

O Espírito Santo revela Jesus Cristo convence o ser humano que existe um juízo final aonde Deus julga todo ser humano, mas que Jesus Cristo é a justiça de Deus dada ao ser humano para se livrar da condenação deste julgamento no final dos tempos e que o nosso pecado nos condena.

Das várias e importantes ações que o Santo Espírito faz na vida do filho de Deus, uma delas é a santificação. A santificação não é tornar o ser humano uma pessoa que não erra e/ou peca mais. A santificação é o processo que se inicia na conversão (salvação) para que o Cristão possa a cada dia se tornar mais parecido com o seu mestre, Jesus Cristo, apesar do pecado que todo ser humano têm.

A santificação apesar de ter a consequência para a vida que teremos depois que morrermos ou que Jesus vier nos buscar, ela basicamente é para a vida que se vive aqui na terra, no hoje e agora. É uma das características mais importante do Espírito para o Cristão.

A santificação também não deve ser entendida como uma unilateralidade entre Deus e a pessoa, mas também entre os seres humanos nas suas relações. Muitos entendem que santidade é somente a relação do crente com Deus e que as pessoas ao redor nada têm com isso. Este equívoco faz com que muitas pessoas “arrotem” santidade uma nas outras como uma forma de superioridade espiritual.

Este tipo de atitude faz inclusive que algumas pessoas que não têm este compromisso com Deus não queiram viver uma vida com Deus por acharem que a vida com Deus vai torná-las arrogantes e desconectadas da realidade da vida. No final das contas todos os Cristãos são testemunhas de Cristo onde estiverem, falando, agindo. Então a questão é: Que tipo de Cristo estamos pregando com as nossas vidas?

A santificação que só pode ser dada pelo espírito santo vai nos ajudar a sermos mais parecidos com o Filho de Deus e assim seremos testemunhas mais fiéis deste Deus.

Mateus Feliciano on sabyoutubeMateus Feliciano on sabtwitterMateus Feliciano on sabmyspaceMateus Feliciano on sablinkedinMateus Feliciano on sabinstagramMateus Feliciano on sabgoogleMateus Feliciano on sabfacebookMateus Feliciano on sabemail
Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

ESPÍRITO FRUTIFICADOR

O Santo Espírito que habita quem é do Deus Pai
Faz frutificar o caráter que molda o Filho Jesus
No servo que se entrega para quem se amai
Dá o fruto que salga a terra e leva a ela luz

Este fruto é revelado pelo amor que Deus tem
Pela sua criação que se torna apta a amar
Com o Espírito de amor que do Pai vem
Frutificar na vida dos filhos a aumentar

A alegria e a paz também fazem parte do fruto
Que emana do Divino e preenche o ser humano
A paciência que vem a nós de Deus é atributo
E a delicadeza de que se enche como o oceano

Este fruto tem partes e uma delas é a bondade
Que testifica Deus assim como a sua fidelidade
Serve-nos o Espírito que nos dá sua humildade
O domínio próprio nos ajuda na fraternidade

Mateus Feliciano on sabyoutubeMateus Feliciano on sabtwitterMateus Feliciano on sabmyspaceMateus Feliciano on sablinkedinMateus Feliciano on sabinstagramMateus Feliciano on sabgoogleMateus Feliciano on sabfacebookMateus Feliciano on sabemail
Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

ESPÍRITO REVELADOR

A espiritualidade vive grande parte dela pela revelação. Esta é uma das características mais comuns das religiões. A revelação de quem é o ser divino. Este ser se revela diretamente, através de um profeta, de um livro ou o quê?

Independente de como seja feita, o divino precisa se revelar de alguma forma para aquele ou aquela que crer.

Se o ser humano depende de uma revelação do divino para poder crer, como confiar nesta revelação? Esta revelação pode ser manipulada, confundida por outra pessoa e até por nós mesmos. Seja sem intenção ou motivados por alguma manipulação. Podemos nos confundir na revelação e não conseguimos identificar este Deus.

Na fé Cristã a revelação tem algumas faces. Temos a história e tradição oral que sempre foi uma marca muito forte do povo judeu e que fez com que os valores deste ser Divino pudessem ser transmitidos para as próximas gerações. Milhares de anos de Judaísmo e Cristianismo e estas revelações orais tem sido comprovadas durante toda a história com os fatos e documentos que comprovam.

Outra característica da revelação na fé Cristã é a Bíblia. Na fé Cristã, a Bíblia, além de ser um documento histórico é principalmente considerada a Palavra de Deus. Isto quer dizer que Bíblia é considerada dentro desta fé como sendo Deus (Divino) falando com os seus seguidores (seres humanos). A Bíblia foi comprovada através da tradição oral que confirmou os princípios e valores transmitidos pelo Divino. Os princípios são os mesmos, apesar de algumas interpretações.

E o Espírito Santo de Deus é outra característica importante na revelação deste Deus para o seu povo. O Espírito Santo é algo transcendental que é difícil inclusive de explicar como é a sua ação, pois ela é de foro íntimo e praticamente só quem passa pela experiência é que pode entender quem é o Espírito Santo. Mas o Espírito Santo também é confirmado pela tradição oral tanto judaica quanto a Cristã. A experiência tal como ela é dada é conciliada com a tradição e também pela Bíblia. Esta Palavra de Deus também confirma a experiência dada pelo o Espírito Santo na revelação da divindade para a humanidade.

Estes são algumas das formas de revelação dentro da fé Cristã. E, portanto, ela nos ajuda na segurança que podemos saber sobre Deus e sobre o que Ele quer de nós. Com a tradição oral, Bíblia e o Espírito Santo revelador têm menos riscos de sermos enganados por outros e por nós mesmos.

Mateus Feliciano on sabyoutubeMateus Feliciano on sabtwitterMateus Feliciano on sabmyspaceMateus Feliciano on sablinkedinMateus Feliciano on sabinstagramMateus Feliciano on sabgoogleMateus Feliciano on sabfacebookMateus Feliciano on sabemail
Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

UM AMIGO, NUM MOMENTO DE ORAÇÃO

Estamos falando de Jesus no Getsêmani. Um Jesus só. Não precisava ter ficado só. Levara três amigos. Talvez os julgasse mais próximos. Quem sabe aqueles amigos aguardavam um milagre, semelhante ao da transfiguração. Jesus levara amigos porque desejava não estar só na sua noite mais difícil. Noite de angústia. Noite de um estar a sós com Deus, muito diferente. Diferente sim, porque os momentos com Deus faziam parte da vida de Jesus, e aquele não seria novidade. Seria diferente porque se tratava da última estada com os discípulos. Não queria todos, mas alguns. Não queria movimento, mas também não queria solidão. Também não precisava de encorajamento. Aquelas palavras que alguém diz, do tipo: ‘vamos em frente’, ‘você vai vencer’, mas que são apenas retóricas. Quem diz não acredita muito. Diz só para mostrar para o outro que está sentindo alguma empatia. Jesus não queria hipocrisia. Se gostasse de hipócritas estaria acompanhando os fariseus. O que Jesus queria, afinal? Queria amigos. Amigos que ficassem mais ou menos próximos. Daria uma sensação de não estar só. Só que Jesus queria mais. Queria amigos que orassem com e por ele. Ele não estava com medo. Estava apenas triste e muito só.

O trabalho deles seria orar. Jesus não queria ninguém cortando orelha de quem quer que fosse. Não precisava de defensores. Não queria ser defendido. Queria apenas ser acompanhado em oração. Queria que os amigos dessem muita importância à razão da vida dele, que havia sido dedicada totalmente à sua missão em graça. A oração deles mostraria respeito por tudo o que Jesus fizera. Mostraria ainda que eles confiavam na direção espiritual de Jesus – uma espécie de cumplicidade. A oração seria um apoio, um assumir juntos a cruz, mesmo que não fosse tudo isso. Jesus não queria que outro sofresse a sua dor, nem que tomasse o seu lugar. Queria apenas que os seus melhores amigos estivessem com ele em oração.

Só que não deu. Talvez eles achassem que a oração não fosse tão importante assim. Talvez não imaginassem que Jesus estava mesmo falando sério sobre corpo, morte, sangue, etc. Talvez achassem que Jesus era forte demais, afinal alguém que fez tanta coisa saberia se cuidar. Talvez achassem mesmo que poderia ficar para amanhã. Sabe como é, vamos dormir um pouco, descansar, temos tempo, amanhã tudo começa outra vez, blá, blá, blá… Bem, sei lá o que eles achavam. Só sei que dormiram. Não viram o perigo. Não viram a dor. Não atenderam ao pedido. Achavam que estavam passeando numa linda noite iluminada com as estrelas do céu. Lugar lindo, um jardim na madrugada debaixo do som do nada, sem pessoas que os incomodassem pedindo pão,cura, ou cegos que se achavam no direito de pedir alguma coisa, ou ainda sem mulher doente que ficava querendo tocar no mestre, onde já se viu um negócio desses!

O lugar era para eles, não para Jesus, e perderam a oportunidade da vivência num momento único e entraram para a história como os amigos que se esqueceram da oração. Seria o último momento, mas eles não sabiam disso. Acho que depois até sofreram. Eu sei que sofrimentos não se comparam, mas uma seria a culpa pela falta de sensibilidade e companheirismo, outro seria o sofrimento da solidão e da cruz. Estar só, não ter amigos, nem mesmo em oração. Não sei se Jesus compreendeu a limitação deles, não sei se não foi interesse dos narradores dos Evangelhos, ou se simplesmente já não haveria o que fazer, ou ainda se a dor fora tanta que não valeria a pena recordar, mas quando Jesus se encontrou outra vez com os seus discípulos, sequer fez referência, muito menos cobranças. Parece que a amizade e oração não se exigem, apenas se espera, nada mais que isso.

Às vezes eu fico pensando que amigo mesmo é aquele que ora pela gente. Que acompanha quieto, não dizendo hipocritamente estar sofrendo como se estivesse no nosso lugar, só por retórica. Amigo mesmo não prefere dormir. Não prefere resolver a culpa com espadas, cortando orelhas e se fazendo de valente. Amigo mesmo apenas ora. Está sempre por perto e acena para gente ‘olha, estou aqui’. A gente vê o amigo e não se sente só, mesmo sabendo dos resultados de como será escrita a nossa história. Só que às vezes, não dá.

Natanael Gabriel da Silva on sabfacebookNatanael Gabriel da Silva on sabemail
Natanael Gabriel da Silva
Doutor em Ciências da Religião e atualmente Diretor Adjunto para a Pós graduação e Investigação do Instituto Metropolitano de Angola, Luanda.