Arquivo da categoria: Mateus Feliciano

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TÃO GRANDE SALVAÇÃO

Porquê precisamos de salvação? Nos salvar do quê? 

Estas são perguntas que podem surgir quando se fala de salvação. E elas são importantes e precisam ser feitas por todos. Mas temos muitas dificuldades em responder estas perguntas com toda a honestidade da nossa vida. Talvez porque não queremos ver a verdade, porque a verdade pode ser difícil ou porque não conseguimos nos enxergar com profundidade.

Talvez não consigamos responder estas perguntas por termos visões equivocadas da vida e de nós mesmos. Grande parte da sociedade em geral afirma que são boas pessoas e que merecem o céu (para aqueles que acreditam). Na maior parte das vezes esta afirmação é por causa da comparação com outras pessoas. Muitos afirmam que que é uma boa pessoa porque existem outras piores. Muitos dizem que são bons porque não roubam, matam ou estupram. Mas será que somente estes crimes é que nos fazem deixarmos de ser bons?

Este também é um motivo para precisarmos de salvação. Não conseguimos perceber os males que há em nós. E quando não enxergamos isto é porque estamos precisando urgentemente de salvação. Salvação de nós mesmos para que possamos mudar o que se precisa e de salvação para ver o que precisa ser mudado.

Precisamos de salvação porque assim iremos salvar a outros também. Quando mudamos o mal que está em nós para o bem, todos ao nosso redor serão positivamente impactados.

Mas se então precisamos de salvação, pode surgir outra pergunta: Quem poderá nos salvar? Se nós precisamos de salvação então logicamente não será nós mesmos que iremos nos salvar. Quem está se afogando não pode se ajudar mas alguém de fora precisa fazer isto.

Então nenhum ser humano também pode nos salvar pois também precisa de ajuda. Precisamos de um Deus para nos salvar, alguém de fora de nós e dos seres humanos. Fale com Deus para te salvar e Ele te ajudará.

 

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

RENOVE SEU COMPROMISSO COM A ESPIRITUALIDADE

A espiritualidade tem sido uma palavra da moda neste terceiro milênio. E como esta sociedade líquida tem características bem marcantes a compreensão do que é e como se vive uma espiritualidade tem tido influência direta desta cultura pós moderna.

Uma das marcas, principalmente, da geração emergente é a falta
de compromisso. Se um relacionamento, por exemplo, não vai muito
bem, a pessoa coloca o seu bem estar acima do compromisso que tem com aquela pessoa e muitas vezes desiste da outra rompendo com a relação. E isto é corriqueiro na vida de muitos neste mundo em praticamente todas as áreas da vida. Isto acontece no emprego, na família, entre amigos, e como clientes. Quando algo não te agrada,
qualquer compromisso é rompido e deixa-se de usar tal produto e/ou serviço, não conversa mais com a pessoa, sai do emprego e etc.

Este descomprometimento tem tomado tal proporção ao ponto de
muitos nem mais fazerem compromisso algum e/ou reduzir qualquer
possível vínculo de compromisso. Casais têm optado por morarem junto como um test drive sem nenhum compromisso, profissionais não se vinculam às empresas e trabalham só por projetos e muitos outros exemplos poderiam ser citados nesta linha.

E a espiritualidade tem sido vivida desta mesma forma também.
Muitos não tem nenhum compromisso com a espiritualidade e vivem no melhor estilo self service, escolhendo apenas aquilo que lhe agrada em cada religião. Vivemos em uma época de liberdade conquistada onde cada um tem seu direito de seguir qualquer espiritualidade da forma que quiser. O problema não está na liberdade em escolher mas na incoerência das escolhas.

Por exemplo, alguém gosta dos valores da bíblia e começa a seguir
o novo testamento da melhor forma possível. Mas depois conhece o
espiritismo e também quer seguir algumas coisas do espiritismo. O
problema começa quando a pessoa crê na Bíblia que diz: “… ao homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo… (Hebreus 9.27)” mas também crê no evangelho segundo Allan Kardec que diz: “A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. (Evangelho segundo espiritismo cap.4 vers.4) “.

Perceba que os conceitos entram em conflito e não é possível neste
caso específico de conciliar ambos. E assim a pessoa tem uma
espiritualidade dúbia, confusa e sem sentido.

Podemos aprender com todas as religiões mas não temos como
viver de acordo com os valores de cada uma delas pois em algum
momento não será possível seguir tudo mas teremos que escolher entre uma e outra. E estas escolhas só podem ser feitas em um compromisso. Compromisso com a espiritualidade que a pessoa entende ser a melhor para ela e para o mundo que a cerca.

Portanto, renove seu compromisso com a espiritualidade e seja
coerente na sua escolha.

“Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo.”

Santo Agostinho de Hipona

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

PARÁBOLAS, ORA BOLAS!

Quando falamos em parábolas, é muito difícil não lembrar de Jesus.
Tanto quem é Cristão quanto quem não é, logo faz esta associação de tão marcante que é o termo e de tanto que Jesus usou deste recurso literário.

Jesus contava estas parábolas para poder transmitir um conceito
ético e moral que existiam nas entrelinhas destas histórias – que apesar de fictícias – tinham muito em comum com o cotidiano dos ouvintes.

Alguns teólogos dizem que Jesus com estas parábolas queria
transmitir de uma forma mais inteligível os princípios das escrituras para as pessoas, que na maioria das vezes eram simples. Estes escritores afirmam que se estes valores fossem comunicados de uma forma mais teológica, estes ouvintes não entenderiam.

Mas, particularmente entendo que Jesus tinha outras razões para
contar essas parábolas. Quando Jesus conta a parábola do semeador em Marcos 4.1-20, por exemplo, percebemos que esta tese não faz sentido neste texto:

“Quando a multidão foi embora, as pessoas que ficaram ali começaram, junto com os doze discípulos, a fazer perguntas a Jesus sobre parábolas. Jesus disse a eles: — A vocês Deus mostra o segredo do seu Reino. Mas para os que estão fora do Reino tudo é ensinado por meio de parábolas, para que olhem e não enxerguem nada e para que escutem e não entendam; se não, eles voltariam para Deus, e ele os perdoaria.” – Marcos 4.10-12

Jesus conta a parábola do semeador para os discípulos e para a
multidão. Depois de contá-la, a multidão não entende quais são as
questões morais da história e vai perguntar para Jesus. Os discípulos
também questionam isso mas Jesus explica os conceitos por detrás da parábola só para os discípulos e não para a multidão. Porquê?

Entendo que Jesus com isto quer dizer para os discípulos que por
eles serem os seus seguidores, eles poderão conhecer mais
profundamente os princípios que Ele quer comunicar. E que a multidão só terá este conhecimento quando cada um se tornar um discípulo e/ou discípula de Jesus.

Já ouvi de muitas pessoas que não são Cristãs, que já leram a Bíblia
e não conseguiram entender quase nada do que estava escrito. Já ouvi isso de pessoas que se dizem Cristãs também, mas com certeza a quantidade de pessoas que não são Cristãs é sempre maior.

Entendo que isto tem muita relação com o que Jesus disse na parábola do semeador. Aqueles que têm o Espírito Santo de Deus tem acesso ao sentido por detrás das escrituras que aqueles quem não tem o E.S. não podem ter.

Portanto, só com o E.S. podemos compreender profundamente os
ensinamentos de Jesus Cristo. E como podemos exercitar o conhecer das lições do mestre? Com Parábolas, ora bolas!

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EBENÉZER – Até aqui nos ajudou o Senhor

“… Até aqui o Senhor Deus nos ajudou. Por isso deu a ela o nome de Ebenézer…” – 1Samuel 7.12

Em quem você confia? Esta pergunta suscita muitas respostas mas também deveria levantar grandes reflexões sobre a nossa vida. A resposta a esta pergunta pode definir muitas coisas para nós.

Muitos irão responder que confiam na ciência, outros confiam na família, alguns confiam nos valores éticos e morais, muitos confiam em si mesmo e ainda muitos outros dizem confiar em Deus.

Mas entendo que esta resposta muito mais que verbal ela precisa ser dada através de uma reflexão profunda de vida e na nossa prática diária. Responder esta questão de formal oral é bem mais fácil que responder vivencialmente.

E é principalmente no cotidiano que iremos perceber realmente em quem (ou no quê) confiamos. Pois na nossa vida muitas vezes na prática a teoria é outra.

Podemos dizer que confiamos na ciência mas quando percebemos muitas vezes que ela não é tão exata quanto achávamos, deixamos de confiar. Seja em um diagnóstico errôneo, seja em pesquisas que condenam alguns certos tipos de alimentos logo depois tornam a aprová-los e etc.

Os que confiam na ética e na moral podem se decepcionar com crimes ou atrocidades cometidas por pessoas que “defendiam” tais valores. Podem até se decepcionarem consigas mesmas quando percebem que nem sempre conseguem viver aquilo que dizem. O famosa frase: “Faça o que falo mas não faça o que faço”.

Nesta sociedade é muito comum ouvirmos conselhos do tipo: “Siga o seu coração”. Que nada mais é a afirmação de confiar em si mesmo. E nem precisamos relatar aqui o quanto nos decepcionamos com a gente mesmo quando confiamos somente em nós mesmos.

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Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

 

FAMÍLIAS LÍQUIDAS – O Lar na pós modernidade

Esta segunda década do século 21 tem sido marcada pela polarização em várias áreas no nosso Brasil. Visões extremistas e radicais sobre religião, política, direitos humanos e outros assuntos tem sido vastamente alastradas na sociedade tupiniquim. Um dos temas que têm sofrido com este extremismo é a família.

Numa ponta da linha estão os radicais que se dizem “defensores da família” que dizem ter um padrão correto para a família, que tudo que foge deste padrão estabelecido por alguns não pode ser considerado uma família original e se não for do jeito deles então a família está sendo “atacada e subvertida”.

Esta visão extrema ainda ressalta que existe um padrão bíblico-religioso para a família que precisa ser seguido. A dificuldade, portanto, nesta visão é que existe uma má interpretação da família na Bíblia. Se pegarmos do começo das escrituras iremos perceber que a primeira família relatada trouxe maldição para o planeta, para os seres humanos por toda a existência terrena, foram expulsos da presença de Deus, um irmão assassinou o outro e viveu boa parte da vida como um errante.

Se avançarmos nos relatos bíblicos iremos nos deparar com famílias hebréias, israelitas, judias e cristãs chamadas por Deus mas que tiveram incestos, traições, divórcios, segundos casamentos, assassinatos, estupros, paganismo, corrupções, roubos, mentiras e tantos outros pecados e crimes.

É claro que não era o que Deus queria destas famílias mas é a realidade de todas as famílias até hoje. O problema não é querer ter uma família do jeito que Deus quer, pois entendo que isso é bom ser buscado. O problema é não respeitar configurações de famílias diferentes da sua e não enxergar que na sua família tem problemas às vezes piores que em outras famílias que tantos religiosos condenam. O problema é confundir valores de família com configurações religiosas de famílias, sem entender que Deus se preocupa menos com a forma da família e se interessa mais pelos princípios que a família vive. O problema é acreditar que a forma da sua família é melhor que outras formas de família enquanto os vários problemas (que toda família enfrenta) que se têm são ocultos para as outras famílias.

O problema é não escutar Jesus Cristo dizendo: “ — Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.” (Mateus 7.1-5)

Na outra ponta, entretanto, temos outros radicais que acham que não ter padrão de família é mais importante que buscar ter um padrão de acordo com o que se acredita, que cada um pode seguir os valores e princípios que quiser (até mesmo não ter valores), que tudo é relativo e uma escolha do coração humano de se viver do jeito que achar melhor sem se importar com que os outros irão pensar. Acreditam que ir contra todo e qualquer princípio religioso (principalmente Cristão) vai ser melhor para a sociedade (mesmo sem distinguir estes princípios dos seus próprios valores pessoais).

A impressão que dá é que muitas destas pessoas vivem apenas de acordo com seus próprios entendimentos sobre todo e qualquer assunto sem considerar outras visões onde seus valores e princípios são alterados por cada nova resolução social mais aceita pela cultura atual (o politicamente correto). É uma visão que rejeita valores sólidos mas que preferem transitar por conceitos líquidos que podem ser mudados pelo menor grau de variação. Muitas vezes se torna inclusive uma cultura contraditória quase esquizofrênica que entende, por exemplo, a família de uma forma hoje mas que amanhã pode mudar completamente por causa de um novo entendimento às vezes compartilhado por alguém sem a menor condição intelectual de reflexão do assunto.

Esta mudança na concepção do que é família – até mesmo se deve se ter um conceito estabelecido – também pode ser alterada por um crime que aconteceu, por uma nova série que fez sucesso e outros acontecimentos provisórios que logo já se tornam padrão de pensamento (pelo menos para aquela semana).

Quando se trata de família e/ou de conceitos sobre família, é sempre necessária uma visão equilibrada que evita os extremos para que não se tenha conceitos duros e imutáveis tanto quanto definições transitórias e volúveis.

O lar tem sido sim atacado pela sociedade, tanto de um lado do pólo quanto do outro. Espero que este fenômeno sócio-cultural possa “empurrar” as pessoas para o “centro” na busca de uma visão equilibrada e que menos pessoas decidam escolher um lado dos extremos radicais degladiando-se umas com as outras fazendo com que a família seja destruída mas na prática do que em teorias.

As famílias podem até ser líquidas, mas que elas “escorram” para o diálogo, respeito e amor.

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Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

NO COMPASSO DA MISSÃO

No meio evangélico quando se fala de missões, geralmente o conceito vem carregado de tradições que nada tem a ver com a Bíblia e com a missiologia de Jesus.

Na maior parte das vezes muitos entendem que “missões” é só para algumas pessoas que receberam um chamado especial de Deus. Entendem também que fazer missões é ir para um lugar diferente de onde se está para pregar o evangelho. Acham que necessariamente tem que falar (verbalmente) de Jesus para as pessoas.

Estudando os textos bíblicos e lendo alguns bons livros sobre o assunto percebo que o conceito de missão é muito mais amplo do que se tem pregado.

Primeiramente entendo que todo Cristão é um missionário, pois quem é salvo por Cristo tem a missão de dar prosseguimento ao que Jesus iniciou. Não existe na Bíblia nenhum dom de missionário, apesar de sermos diferentes nos dons que recebemos do Espírito Santo de Deus, estes dons e talentos servem para a nossa missão de Deus no mundo.

Em segundo lugar compreendi que missão se vive onde se está. Não precisamos ir para um lugar diferente de onde vivemos para pregar o evangelho. Nosso campo missionário é sempre onde estivermos. Para onde Deus nos enviar devemos estar em missão. Seja do outro lado do mundo, seja do outro lada da rua.

E por último, percebo que a missão que temos como discípulos não é necessariamente falar de Jesus mas principalmente viver os valores e princípios do evangelho. Podemos sim falar do que Deus tem feito em nossa vidas mas não como uma verborragia mas com a sensibilidade do Espírito de saber quando devemos falar e quando devemos nos calar. Mas viver para ser parecido com Jesus não é uma opção mas nossa missão.

Estas ideias que muitos tem sobre missões prejudica muito o conceito bíblico de missão. E provavelmente por causa destas definições equivocadas e errôneas sobre o tema, muitos não se envolvem e se sentem desmotivados na missão. Portanto entre no compasso da Missão.

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ENCONTROS TRANSFORMADORES

Na nossa vida temos muitos encontros com muitas pessoas e ás vezes até vários destes por dia. Algumas destas pessoas são conhecidas e muitas outras desconhecidas. Quando encontramos pessoas que temos intimidade pode ser que não esperamos muita novidade delas já que achamos que estes encontros são sempre corriqueiros e cotidianos e que nada de novo pode vir desta relação.

E quando encontramos pessoas que não conhecemos podemos ter geralmente duas expectativas: nenhuma ou muitas. Nenhuma expectativa, pois estamos na nossa correria e não observamos as pessoas que estão ao nosso redor ou porquê já não esperamos muito dos seres humanos mesmo. Mas ás vezes a expectativa pode ser grande. Grande porque estamos precisando de algum encontro transformador que nos ajude em algo que precisamos ou porque queremos fazer algo por alguém.

Mas destes encontros que temos em raros casos estes nos causam uma transformação pessoal. Encontros que nos marcam por toda a vida ou por muito tempo e que nos fazem refletir por muito tempo sobre aquela relação que tivemos (curta ou duradoura).

Gostaríamos muito de ter mais destes encontros profundos que nos fazem sentir vivos, úteis e relevantes. Quando não temos mais este desejo destes encontros então provavelmente estamos sem esperança em nós ou nos outros.

É claro que todos nós também passamos por encontros que nos fizeram muito mal e que igualmente nos marcam profundamente. São encontros que queremos esquecer e nunca mais termos.

Mas de todos estes encontros, entendo que há “O ENCONTRO”. É um encontro com alguém que nos conhece melhor que nós mesmos, que nos ama mais que qualquer pessoa e que tem todo o poder para nos transformar mais que qualquer suposto super herói ou heroína. É o encontro com Deus. Este é um encontro que quem passou por ele pode dizer o quanto foi transformador e importante para a vida. E nunca é um encontro único, pois Ele está sempre conosco e nós sempre temos necessidades.

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ALEGRIA NA VIDA CRISTÃ

Muitas gerações de discípulos e discípulas de Cristo já se passaram e muitas outras ainda virão de vir. Alguns Cristãos do passado tinham uma visão sobre a vida Cristã a qual muitos aderiram enquanto outros não concordavam. Muitos achavam que “crente” que fica rindo muito e falando muitas coisas engraçadas não são pessoas sérias com Deus. Alguns inclusive entendem que Cristão não deveria rir para não perder a reverência. E ainda hoje (século XXI) é possível encontrar algumas pessoas com este pensamento.

É muito comum também pessoas que confundem alegria com risadas. Muitos entendem que ter alegria na vida é sempre ficar rindo de tudo e pra todos. Alguns Cristãos acham que viver com Jesus é ter uma alegria do tipo que nunca chora de tristeza, nunca reclama da vida, não tem depressão (como se fosse um sentimento e não uma doença) e que tem que estar sempre positivo, falando coisas boas e rindo o tempo todo. É claro que não é bom ficar chorando, reclamando e triste o tempo todo também. Mas não dá para ficar sorrindo, cantando e de bem com a vida continuamente (mesmo que seja bom tentar ser assim).

Alegria é muito mais que uma expressão exterior ou sentimento interior. Alegria é um estado emocional, uma forma de viver, uma decisão a ser tomada diariamente que nos fazer sermos contentes. Contentes no sentido de contentamento ou estar satisfeitos com o que temos mas insatisfeitos com quem somos. Alegria também pode ser externalizada em sorrisos, piadas, canções e abraços. Mas também pode ser externalizada num choro, em uma palavra mansa, num afago e no silêncio.

Mas a verdadeira alegria não vem de fora para dentro mas sim de dentro para fora. Quando ela é intencional e buscada como um modo de viver, ela aflora na vida de interior e externaliza em tudo o que se faz e diz. Esta alegria está muito ligada à paz que só Jesus pode dar. Uma alegria e paz que não está ligada às situações mas que emana do Deus que tem todo o poder para mudar nosso interior e nos ajudar a externalizar de uma maneira honesta e respeitável.

Ser Cristão é ser alegre.

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DECIDA DECIDIR

“Somos uma consequência de nossas decisões”. Você provavelmente já ouviu esta frase ou algo parecido com isto em algum momento da sua vida. Particularmente entendo que ela tem a sua verdade.

Nós não nascemos prontos e por isso com o passar do tempo vamos aprendendo com nossos acertos e desacertos. E muito disso passa pelas decisões que tomamos diariamente. Decisões menores e mais corriqueiras como levantar da cama, ir trabalhar, comer e etc. Pode parecer óbvio (e é), mas são escolhas que nós fazemos e que por vários motivos poderíamos decidir em não fazê-las ou fazer de forma diferente.

Mas também existem decisões mais complexas que nem sempre são corriqueiras mas que são extremamente importante para a nossa vida e de outros também. Decisões do tipo: que carreira profissional vou seguir, com quem irei me casar (e se irei casar), terei filhos e etc. São decisões que na maior parte das vezes cabem somente a nós tomarmos e que irão influenciar toda a nossa vida.

E existem situações em que perdemos o poder de decisão e outros acabam decidindo por nós. Como alguém que nos rouba algo, uma demissão do emprego, um término de relacionamento e etc. Estas são decisões que muitas vezes não cabem a nós executá-las, mas que irão nos atingir da mesma forma. Mas o que podemos decidir é o que iremos fazer com o que nos aconteceu contra nossa vontade. Podemos decidir reagir de várias formas e de decidir o que fazer agora que nos encontramos em situação em que não programamos.

Portanto é sempre importante que você DECIDA DECIDIR. Conscientizarmos que as decisões são importantes de serem tomadas, que o tempo em que elas serão feitas, quem serão as pessoas que serão impactadas pelas nossas decisões e etc. Termos a consciência que as decisões precisam serem concluídas nos ajuda a vivermos uma vida mais intencional e organizada e menos despreparada e improvisada. A questão não é ter uma vida chata em que tudo é sempre preparado, mas evitar que nada seja devidamente decidido. DECIDA DECIDIR.

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MATURIDADE PARA AS CRISES

As crises são inevitáveis na vida de qualquer ser humano. Algumas podem ser evitadas e devemos estar atentos para não nos “metermos” em crise por nossa própria conta. Mas existem outras crises que independente do que façamos elas irão nos alcançar. Como uma crise econômica, um desemprego, uma morte, doenças e etc.

Mas seja qual for a fonte da crise – nossa culpa ou infortúnio da vida – devemos estar preparados para lhe dar com elas. Até mesmo para saber identificar se é uma crise que nós geramos e que podemos aprender para não mais provocar um problema deste para a nossa vida, bem como identificar se é algo em que não temos muito controle, mas que de qualquer forma vai nos atingir e precisamos saber como agir.

Outra perspectiva sobre a crise é que possuem muitas questões que só conseguimos aprender se passarmos por elas. Entendo que a maior parte delas podemos aprender com os erros e acertos de outros, mas tem algumas que precisamos inevitavelmente passar por elas para aprender como lidar de fato com tais.

Para podermos lidar melhor com as crises a maturidade é algo de muito valor para a superação e aprendizado. Ser um homem maduro e uma mulher madura requer algumas coisas, mas quero pontuar duas delas que entendo serem muito importantes: tempo e sabedoria.

O que quero dizer com tempo e sabedoria para a maturidade é que ambas estão relacionadas e para podermos aprender com as crises elas precisam estar ligadas. Conheço algumas pessoas (e você também deve conhecer) que são muito experientes na vida em relação ao tempo, com muitos anos vividos, muitas experiências na caminhada, mas que têm pouca sabedoria. E também conheço pessoas que são novas de idade, mas já passaram por algumas poucas experiências, mas que têm uma sabedoria de vida melhor que muitos idosos.

Geralmente quem é mais velho adquire, quase que naturalmente, uma sabedoria de vida. E com sabedoria, quero dizer: saber viver. Mas existem algumas exceções que nos mostram que o tempo e a sabedoria podem construir um nível de maturidade suficiente para experimentar as crises sem querer fugir delas. A maturidade nos ajuda a aprender com a crise para que em uma próxima estejamos mais preparados para agir e/ou reagir.

A importância dos mais novos darem atenção aos mais velhos faz parte da maturidade para que os mais novos possam aprender com a jornada de vida dos mais experientes. Assim como os mais velhos estarem atentos aos mais jovens também os ajudam na maturidade já que nesta idade a lembrança do que viveram mantém também a mente sã.

Portanto, tem situações que precisamos dar tempo ao tempo. Que não podemos fazer muitas coisas a não ser aguardar o tempo ir ajeitando as coisas e em outras temos que agir, mas com uma sabedoria de vida para alcançarmos um nível satisfatório de maturidade, pois “é preciso saber viver” (Roberto e Erasmo Carlos).

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.