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A NOITE ESCURA DA ALMA

No silêncio do Convento, no bairro de Santa Teresa, enquanto o Brasil entrava nos turbulentos anos que precederam o ano de 1964 as freiras carmelitas descalças traduziam um livro “banido” das comunidades religiosas.
O título original, La Noche Oscura del Alma, foi escrito por San Juan de la Cruz.
O teólogo marginal, periférico aos olhos do Vaticano, Leonardo Boff fala da Noite Escura da Alma quando olha para a santificação da Madre Teresa de Calcutá.
As irmãs carmelitas descalças, tanto quanto a Madre Teresa de Calcutá passaram por desertos terríveis existenciais.
Madre Teresa dizia, em off, longe das câmeras de rádio e TV  “Em minha própria alma sinto uma dor terrível. Sinto que Deus não me quer, que Deus não é Deus e que ele verdadeiramente não existe”. Não obstante, ela continuava recolhendo moribundos das ruas de Calcutá para que morressem humanamente dentro de uma casa e cercado de pessoas.
Muitos místicos, monges enclausurados da idade média, passaram por esta experiência de profunda depressão espiritual.
Passaram pela Noite Escura da Alma. Diziam que era um passo no abismo que levava à aceitar sem explicações ou entendimentos a existência de Deus.
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Deodato
Nasceu em uma colônia de pescadores nas margens do Rio São Francisco, no interior de Minas. Casado com a Célia, pai do Bira. Torcedor ensandecido da Ponte Preta.