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Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

FAMÍLIAS LÍQUIDAS – O Lar na pós modernidade

Esta segunda década do século 21 tem sido marcada pela polarização em várias áreas no nosso Brasil. Visões extremistas e radicais sobre religião, política, direitos humanos e outros assuntos tem sido vastamente alastradas na sociedade tupiniquim. Um dos temas que têm sofrido com este extremismo é a família.

Numa ponta da linha estão os radicais que se dizem “defensores da família” que dizem ter um padrão correto para a família, que tudo que foge deste padrão estabelecido por alguns não pode ser considerado uma família original e se não for do jeito deles então a família está sendo “atacada e subvertida”.

Esta visão extrema ainda ressalta que existe um padrão bíblico-religioso para a família que precisa ser seguido. A dificuldade, portanto, nesta visão é que existe uma má interpretação da família na Bíblia. Se pegarmos do começo das escrituras iremos perceber que a primeira família relatada trouxe maldição para o planeta, para os seres humanos por toda a existência terrena, foram expulsos da presença de Deus, um irmão assassinou o outro e viveu boa parte da vida como um errante.

Se avançarmos nos relatos bíblicos iremos nos deparar com famílias hebréias, israelitas, judias e cristãs chamadas por Deus mas que tiveram incestos, traições, divórcios, segundos casamentos, assassinatos, estupros, paganismo, corrupções, roubos, mentiras e tantos outros pecados e crimes.

É claro que não era o que Deus queria destas famílias mas é a realidade de todas as famílias até hoje. O problema não é querer ter uma família do jeito que Deus quer, pois entendo que isso é bom ser buscado. O problema é não respeitar configurações de famílias diferentes da sua e não enxergar que na sua família tem problemas às vezes piores que em outras famílias que tantos religiosos condenam. O problema é confundir valores de família com configurações religiosas de famílias, sem entender que Deus se preocupa menos com a forma da família e se interessa mais pelos princípios que a família vive. O problema é acreditar que a forma da sua família é melhor que outras formas de família enquanto os vários problemas (que toda família enfrenta) que se têm são ocultos para as outras famílias.

O problema é não escutar Jesus Cristo dizendo: “ — Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.” (Mateus 7.1-5)

Na outra ponta, entretanto, temos outros radicais que acham que não ter padrão de família é mais importante que buscar ter um padrão de acordo com o que se acredita, que cada um pode seguir os valores e princípios que quiser (até mesmo não ter valores), que tudo é relativo e uma escolha do coração humano de se viver do jeito que achar melhor sem se importar com que os outros irão pensar. Acreditam que ir contra todo e qualquer princípio religioso (principalmente Cristão) vai ser melhor para a sociedade (mesmo sem distinguir estes princípios dos seus próprios valores pessoais).

A impressão que dá é que muitas destas pessoas vivem apenas de acordo com seus próprios entendimentos sobre todo e qualquer assunto sem considerar outras visões onde seus valores e princípios são alterados por cada nova resolução social mais aceita pela cultura atual (o politicamente correto). É uma visão que rejeita valores sólidos mas que preferem transitar por conceitos líquidos que podem ser mudados pelo menor grau de variação. Muitas vezes se torna inclusive uma cultura contraditória quase esquizofrênica que entende, por exemplo, a família de uma forma hoje mas que amanhã pode mudar completamente por causa de um novo entendimento às vezes compartilhado por alguém sem a menor condição intelectual de reflexão do assunto.

Esta mudança na concepção do que é família – até mesmo se deve se ter um conceito estabelecido – também pode ser alterada por um crime que aconteceu, por uma nova série que fez sucesso e outros acontecimentos provisórios que logo já se tornam padrão de pensamento (pelo menos para aquela semana).

Quando se trata de família e/ou de conceitos sobre família, é sempre necessária uma visão equilibrada que evita os extremos para que não se tenha conceitos duros e imutáveis tanto quanto definições transitórias e volúveis.

O lar tem sido sim atacado pela sociedade, tanto de um lado do pólo quanto do outro. Espero que este fenômeno sócio-cultural possa “empurrar” as pessoas para o “centro” na busca de uma visão equilibrada e que menos pessoas decidam escolher um lado dos extremos radicais degladiando-se umas com as outras fazendo com que a família seja destruída mas na prática do que em teorias.

As famílias podem até ser líquidas, mas que elas “escorram” para o diálogo, respeito e amor.

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

NO COMPASSO DA MISSÃO

No meio evangélico quando se fala de missões, geralmente o conceito vem carregado de tradições que nada tem a ver com a Bíblia e com a missiologia de Jesus.

Na maior parte das vezes muitos entendem que “missões” é só para algumas pessoas que receberam um chamado especial de Deus. Entendem também que fazer missões é ir para um lugar diferente de onde se está para pregar o evangelho. Acham que necessariamente tem que falar (verbalmente) de Jesus para as pessoas.

Estudando os textos bíblicos e lendo alguns bons livros sobre o assunto percebo que o conceito de missão é muito mais amplo do que se tem pregado.

Primeiramente entendo que todo Cristão é um missionário, pois quem é salvo por Cristo tem a missão de dar prosseguimento ao que Jesus iniciou. Não existe na Bíblia nenhum dom de missionário, apesar de sermos diferentes nos dons que recebemos do Espírito Santo de Deus, estes dons e talentos servem para a nossa missão de Deus no mundo.

Em segundo lugar compreendi que missão se vive onde se está. Não precisamos ir para um lugar diferente de onde vivemos para pregar o evangelho. Nosso campo missionário é sempre onde estivermos. Para onde Deus nos enviar devemos estar em missão. Seja do outro lado do mundo, seja do outro lada da rua.

E por último, percebo que a missão que temos como discípulos não é necessariamente falar de Jesus mas principalmente viver os valores e princípios do evangelho. Podemos sim falar do que Deus tem feito em nossa vidas mas não como uma verborragia mas com a sensibilidade do Espírito de saber quando devemos falar e quando devemos nos calar. Mas viver para ser parecido com Jesus não é uma opção mas nossa missão.

Estas ideias que muitos tem sobre missões prejudica muito o conceito bíblico de missão. E provavelmente por causa destas definições equivocadas e errôneas sobre o tema, muitos não se envolvem e se sentem desmotivados na missão. Portanto entre no compasso da Missão.

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ENCONTROS TRANSFORMADORES

Na nossa vida temos muitos encontros com muitas pessoas e ás vezes até vários destes por dia. Algumas destas pessoas são conhecidas e muitas outras desconhecidas. Quando encontramos pessoas que temos intimidade pode ser que não esperamos muita novidade delas já que achamos que estes encontros são sempre corriqueiros e cotidianos e que nada de novo pode vir desta relação.

E quando encontramos pessoas que não conhecemos podemos ter geralmente duas expectativas: nenhuma ou muitas. Nenhuma expectativa, pois estamos na nossa correria e não observamos as pessoas que estão ao nosso redor ou porquê já não esperamos muito dos seres humanos mesmo. Mas ás vezes a expectativa pode ser grande. Grande porque estamos precisando de algum encontro transformador que nos ajude em algo que precisamos ou porque queremos fazer algo por alguém.

Mas destes encontros que temos em raros casos estes nos causam uma transformação pessoal. Encontros que nos marcam por toda a vida ou por muito tempo e que nos fazem refletir por muito tempo sobre aquela relação que tivemos (curta ou duradoura).

Gostaríamos muito de ter mais destes encontros profundos que nos fazem sentir vivos, úteis e relevantes. Quando não temos mais este desejo destes encontros então provavelmente estamos sem esperança em nós ou nos outros.

É claro que todos nós também passamos por encontros que nos fizeram muito mal e que igualmente nos marcam profundamente. São encontros que queremos esquecer e nunca mais termos.

Mas de todos estes encontros, entendo que há “O ENCONTRO”. É um encontro com alguém que nos conhece melhor que nós mesmos, que nos ama mais que qualquer pessoa e que tem todo o poder para nos transformar mais que qualquer suposto super herói ou heroína. É o encontro com Deus. Este é um encontro que quem passou por ele pode dizer o quanto foi transformador e importante para a vida. E nunca é um encontro único, pois Ele está sempre conosco e nós sempre temos necessidades.

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ALEGRIA NA VIDA CRISTÃ

Muitas gerações de discípulos e discípulas de Cristo já se passaram e muitas outras ainda virão de vir. Alguns Cristãos do passado tinham uma visão sobre a vida Cristã a qual muitos aderiram enquanto outros não concordavam. Muitos achavam que “crente” que fica rindo muito e falando muitas coisas engraçadas não são pessoas sérias com Deus. Alguns inclusive entendem que Cristão não deveria rir para não perder a reverência. E ainda hoje (século XXI) é possível encontrar algumas pessoas com este pensamento.

É muito comum também pessoas que confundem alegria com risadas. Muitos entendem que ter alegria na vida é sempre ficar rindo de tudo e pra todos. Alguns Cristãos acham que viver com Jesus é ter uma alegria do tipo que nunca chora de tristeza, nunca reclama da vida, não tem depressão (como se fosse um sentimento e não uma doença) e que tem que estar sempre positivo, falando coisas boas e rindo o tempo todo. É claro que não é bom ficar chorando, reclamando e triste o tempo todo também. Mas não dá para ficar sorrindo, cantando e de bem com a vida continuamente (mesmo que seja bom tentar ser assim).

Alegria é muito mais que uma expressão exterior ou sentimento interior. Alegria é um estado emocional, uma forma de viver, uma decisão a ser tomada diariamente que nos fazer sermos contentes. Contentes no sentido de contentamento ou estar satisfeitos com o que temos mas insatisfeitos com quem somos. Alegria também pode ser externalizada em sorrisos, piadas, canções e abraços. Mas também pode ser externalizada num choro, em uma palavra mansa, num afago e no silêncio.

Mas a verdadeira alegria não vem de fora para dentro mas sim de dentro para fora. Quando ela é intencional e buscada como um modo de viver, ela aflora na vida de interior e externaliza em tudo o que se faz e diz. Esta alegria está muito ligada à paz que só Jesus pode dar. Uma alegria e paz que não está ligada às situações mas que emana do Deus que tem todo o poder para mudar nosso interior e nos ajudar a externalizar de uma maneira honesta e respeitável.

Ser Cristão é ser alegre.

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Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

DECIDA DECIDIR

“Somos uma consequência de nossas decisões”. Você provavelmente já ouviu esta frase ou algo parecido com isto em algum momento da sua vida. Particularmente entendo que ela tem a sua verdade.

Nós não nascemos prontos e por isso com o passar do tempo vamos aprendendo com nossos acertos e desacertos. E muito disso passa pelas decisões que tomamos diariamente. Decisões menores e mais corriqueiras como levantar da cama, ir trabalhar, comer e etc. Pode parecer óbvio (e é), mas são escolhas que nós fazemos e que por vários motivos poderíamos decidir em não fazê-las ou fazer de forma diferente.

Mas também existem decisões mais complexas que nem sempre são corriqueiras mas que são extremamente importante para a nossa vida e de outros também. Decisões do tipo: que carreira profissional vou seguir, com quem irei me casar (e se irei casar), terei filhos e etc. São decisões que na maior parte das vezes cabem somente a nós tomarmos e que irão influenciar toda a nossa vida.

E existem situações em que perdemos o poder de decisão e outros acabam decidindo por nós. Como alguém que nos rouba algo, uma demissão do emprego, um término de relacionamento e etc. Estas são decisões que muitas vezes não cabem a nós executá-las, mas que irão nos atingir da mesma forma. Mas o que podemos decidir é o que iremos fazer com o que nos aconteceu contra nossa vontade. Podemos decidir reagir de várias formas e de decidir o que fazer agora que nos encontramos em situação em que não programamos.

Portanto é sempre importante que você DECIDA DECIDIR. Conscientizarmos que as decisões são importantes de serem tomadas, que o tempo em que elas serão feitas, quem serão as pessoas que serão impactadas pelas nossas decisões e etc. Termos a consciência que as decisões precisam serem concluídas nos ajuda a vivermos uma vida mais intencional e organizada e menos despreparada e improvisada. A questão não é ter uma vida chata em que tudo é sempre preparado, mas evitar que nada seja devidamente decidido. DECIDA DECIDIR.

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MATURIDADE PARA AS CRISES

As crises são inevitáveis na vida de qualquer ser humano. Algumas podem ser evitadas e devemos estar atentos para não nos “metermos” em crise por nossa própria conta. Mas existem outras crises que independente do que façamos elas irão nos alcançar. Como uma crise econômica, um desemprego, uma morte, doenças e etc.

Mas seja qual for a fonte da crise – nossa culpa ou infortúnio da vida – devemos estar preparados para lhe dar com elas. Até mesmo para saber identificar se é uma crise que nós geramos e que podemos aprender para não mais provocar um problema deste para a nossa vida, bem como identificar se é algo em que não temos muito controle, mas que de qualquer forma vai nos atingir e precisamos saber como agir.

Outra perspectiva sobre a crise é que possuem muitas questões que só conseguimos aprender se passarmos por elas. Entendo que a maior parte delas podemos aprender com os erros e acertos de outros, mas tem algumas que precisamos inevitavelmente passar por elas para aprender como lidar de fato com tais.

Para podermos lidar melhor com as crises a maturidade é algo de muito valor para a superação e aprendizado. Ser um homem maduro e uma mulher madura requer algumas coisas, mas quero pontuar duas delas que entendo serem muito importantes: tempo e sabedoria.

O que quero dizer com tempo e sabedoria para a maturidade é que ambas estão relacionadas e para podermos aprender com as crises elas precisam estar ligadas. Conheço algumas pessoas (e você também deve conhecer) que são muito experientes na vida em relação ao tempo, com muitos anos vividos, muitas experiências na caminhada, mas que têm pouca sabedoria. E também conheço pessoas que são novas de idade, mas já passaram por algumas poucas experiências, mas que têm uma sabedoria de vida melhor que muitos idosos.

Geralmente quem é mais velho adquire, quase que naturalmente, uma sabedoria de vida. E com sabedoria, quero dizer: saber viver. Mas existem algumas exceções que nos mostram que o tempo e a sabedoria podem construir um nível de maturidade suficiente para experimentar as crises sem querer fugir delas. A maturidade nos ajuda a aprender com a crise para que em uma próxima estejamos mais preparados para agir e/ou reagir.

A importância dos mais novos darem atenção aos mais velhos faz parte da maturidade para que os mais novos possam aprender com a jornada de vida dos mais experientes. Assim como os mais velhos estarem atentos aos mais jovens também os ajudam na maturidade já que nesta idade a lembrança do que viveram mantém também a mente sã.

Portanto, tem situações que precisamos dar tempo ao tempo. Que não podemos fazer muitas coisas a não ser aguardar o tempo ir ajeitando as coisas e em outras temos que agir, mas com uma sabedoria de vida para alcançarmos um nível satisfatório de maturidade, pois “é preciso saber viver” (Roberto e Erasmo Carlos).

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MEDITAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

Na tua Palavra quero minha vida inteira debruçar
Tendo a fé para saber que nela o Senhor vai falar
Mas não como uma conversa rápida e apressada
Quero nela meditar com a motivação necessária

Dedicando tempo e coração pelas frases correndo
Cada verso lido como um som da tua voz dizendo
Não simplesmente buscando o que eu quero ouvir
Mas com a alma saber de Ti do que preciso em mim

Não posso achar que estou apto e me acomodar
Preciso para dentro da minha existência me lançar
Para poder me enxergar e no que preciso mudar
E sei que a Tua palavra fiel pode nisto me ajudar

O Senhor é suficiente em mim para o meu respirar
E não só para esta vida, mas quando dela me retirar
São certezas que a Tua Palavra dá ao meu coração
Para que na meditação eu possa ter transformação

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ORAÇÃO QUE BROTA DA DOR

O sofrimento tem sido neste terceiro milênio um assunto muito debatido e discutido. A sociedade urbana globalizada em geral tem um posicionamento de evitar o sofrimento. É claro que ninguém quer sofrer e que é quase como um extinto humano rejeitarmos e fugirmos do sofrimento.

Mas o sofrimento tem algumas faces que precisam ser identificadas para que possamos saber lidar com os tipos deles existentes.

Tem sofrimento que a própria vida nos reserva. São situações que acontecem com praticamente todo ser humano pelo menos uma vez na vida e em muitos acontecem muitas vezes na caminhada por este mundo. São questões que na maior parte das vezes não temos responsabilidades por entrarmos. Quando estamos dirigindo de maneira correta e batem no nosso carro, quando saímos de casa e apesar de ela estar segura é assaltada, quando contraímos uma doença mesmo nos cuidando bem e etc.

Outro tipo de sofrimento é aquele que nós mesmos geramos. São acontecimentos em quê a responsabilidade era totalmente nossa. Quando ofendemos alguém por estarmos bravos, quando cometemos algum crime e somos pegos, quando administramos mal nosso dinheiro e entramos em crise financeira e etc.

Independente de qual seja a fonte do nosso sofrimento, é fato que ela gera dor em nós e muitas vezes em outros também. E esta é uma grande questão em que deveríamos refletir mais na nossa vida: Como lidar com a dor?

Com dor não estamos querendo dizer apenas das dores físicas, mas principalmente das dores da alma. Nesta geração aonde a dor e o sofrimento têm sido tão combatida, fica difícil encarar a dor como algo inerente na vida e que nos ajuda a crescer. Mas esta é uma maneira sábia de lidar com a dor e sofrimento. Saber distinguir aquela dor que nós mesmos geramos e que não precisaríamos ter gerado, da dor que é normal na vida de qualquer ser humano.

Para quem tem uma espiritualidade que lhe faz ser lançado para a oração pode dizer na sua vida de oração como a dor e o sofrimento é em muitos casos o combustível para as orações mais sinceras e profundas que já se teve. Quem sofre, mas tem um Deus para compartilhar da dor, consegue encontrar em Deus um refúgio seguro para poder descansar das dores e dos sofrimentos que por vezes atormentam a alma angustiada do que sofre.

As orações mais marcantes na vida de um devoto não são aquelas de agradecimento por alguma alegria que viveu de reconhecimento de quem é este Deus e etc. A oração mais profunda de um ser humano é aquela oração que brota da dor.

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PAI NOSSO

“Pai nosso, que estás nos céus!
(Acima de tudo e de todos, mas que mesmo assim nos olha)

Santificado seja o teu nome.
(Tu és Santo não porque dizemos, mas porque tu És)

Venha o teu Reino;
(precisamos dos valores do teu Reino perfeito em nossas vidas)

seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.
(O que o Senhor deseja é sempre o melhor para nós)

Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.
(sabemos da tua fidelidade em cuidar de nós, nos ajuda a confiar em ti)

Perdoa as nossas dívidas,
(nos ajuda a reconhecer nosso pecado para que recebamos o seu perdão)

assim como perdoamos aos nossos devedores.
(nos ensina a perdoar como o Senhor nos perdoa)

E não nos deixes cair em tentação,
(a tentação é uma tentativa de nos fazer pecar, nos ajuda a não cair nesta armadilha)

 mas livra-nos do mal,
(só o Senhor tem o poder para vencer o mal e que ele não nos domine)

 porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre.
(o Senhor é soberano sobre tudo e todos por toda a eternidade)

Amém.”
(que tudo isto seja verdade em nós)

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RECUPERAÇÃO (Saúde espiritual)

A nossa saúde física é muito sensível apesar de termos em nosso corpo praticamente tudo de que precisamos para que ele se mantenha bem. Geralmente são fatores externos que acabam trazendo algum mal para o nosso bem estar.

Quando falamos em saúde espiritual muitas vezes estas primícias também são verdadeiras. Quando temos o Espírito Santo habitando em nós, já temos tudo do que  precisamos para que nossa vida possa estar bem saudável.

Depois de verificarmos os sintomas da nossa doença espiritual, analisarmos o diagnóstico que Jesus nos dá sobre nossa doença, entrar em um tratamento intensivo com Deus, ainda tem este último passo que é da recuperação.

Todo trauma precisa de um tempo para poder ser restaurado. E isto se aplica para o corpo e para a alma. Quando passamos pelo processo de recuperação da nossa saúde espiritual é importante percebermos que houve um esforço nosso para deixar o Espírito Santo agir em nossas vidas. Este esforço muitas vezes esgota a nossa energia que em muitos casos tem limites. Aprender quais são os nossos limites é essencial para uma boa recuperação da nossa saúde espiritual.

Falando sobre a recuperação da saúde espiritual queremos dizer que para nos recuperar da doença espiritual que tivemos, temos que dar um tempo para nós mesmos. Deus não se cansa e não para de trabalhar, mas não somos Deus e por isso precisamos parar algumas coisas em nossa vida para que possamos ter uma boa recuperação.

Alguém que passou por um divórcio recente, por exemplo, deve esperar até se envolver com outra pessoa. Assim como alguém que machucou a perna deve esperar até voltar a jogar futebol. A nossa alma também precisa de descanso. Precisa de tempo e relaxamento para se recuperar.

Trabalhado com moradores de rua há mais de 11 anos conheci muitas pessoas que lidavam com problemas sérios emocionais, psicológicos e espirituais de moradores de rua e não davam um tempo para si mesmo no afã de querer ajudar a todos e todas que encontrasse pelo caminho. Pessoas que acabaram se esgotando espiritualmente porque não deram um tempo para si mesmo e ficaram despreparadas para cuidar de outros.

Tem momentos em que na nossa caminhada como discípulos de Jesus passamos por situações difíceis e por mais que Deus tenha todo o poder para nos restaurar, nós não temos todo este poder e precisamos parar com algumas coisas e deixar Deus nos recuperar.

Se você passou ou está passando por isto, lembre-se que somos seres incompletos, mas que Deus nos completa à medida que vamos nos entregando para ele e nos negando. Deixe Deus ser Deus em sua vida.

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