FICHA LIMPA

Se a humildade foge para longe de nós no momento que afirmamos tê-la, com a corrupção não é diferente, mas no sentido oposto. Ela vêm até nós no momento que a todo instante queremos afirmar a Deus e ao mundo que não a temos. É com esse pensamento que pretendo analisar o conceito da FICHA LIMPA.

FICHA LIMPA é uma expressão que se encontra em alta no contexto atual brasileiro. A princípio significaria apenas (tradução informal) como sendo folha/papel, sem mancha, rasura, etc. Porém, conforme já mencionado, ela não se encontra em alta por essa explicação que talvez para alguns possa soar simplista e descabida, mas pelo sinônimo simbólico político que ela carrega no Brasil. Já que no Brasil tal expressão é usado para candidato político sem pendências legais, sem condenações na justiça, qualquer candidato a um emprego, posição, cargo ou até namoro, fica sem nenhum impeditivo para ser escolhido. Em outras palavras e voltando a definição, uma pessoa com boa índole, caráter e  temperamento.

Assim, o ordenamento jurídico brasileiro adotou-a para criar a lei da FICHA LIMPA, onde definiu quais situações um candidato é inelegível, ou seja, quando ele não pode ser candidato nas eleições.

O objetivo primordial é o de impedir que candidatos de cargos políticos condenados por órgão colegiados participassem na disputa eleitoral. Deste modo, a Lei Complementar nº. 135 de 2010, mais conhecida como Lei da FICHA LIMPA, é uma legislação brasileira que foi emendada à Lei das Condições de Inelegibilidade ou Lei
Complementar nº. 64 de 1990 originada de um projeto de lei de iniciativa popular idealizado pelo juiz Márlon Reis entre outros juristas que reuniu cerca de 1,6 milhão de assinaturas com o objetivo de aumentar a idoneidade dos candidatos e sancionado pelo ex-Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva atualmente
preso e impedido de concorrer às eleições devido a mesma lei sancionada por ele.

Dito isto, quem não cumpre os requisitos ou tem a candidatura não aprovada pela Justiça Eleitoral é chamado de “FICHA-SUJA”. Isto em virtude de não cumprir com os requisitos morais para um mandato político. Precisamente aí persiste a grande confusão: na moralização ou desmoralização de um candidato.

Muito facilmente um candidato pode ser endeusado ou demonizado dependendo da moralidade passada aos seus eleitorados e eles (candidatos) sacaram isto muito bem. Estão usando as qualidades morais com uma perspicácia fascinante, capaz de iludir o melhor dos intencionados.

Eles não são culpados e estão fazendo apenas seus jogos. Resta saber se a gente entra no jogo e se entrarmos que jogo fazer? O jogo deles (da aparência) ou jogamos o nosso (a realidade do Brasil) ?

Vivemos em uma sociedade chamada por alguns estudiosos como sendo a sociedade “pós-moralista”, onde a aparência vêm antes do ser. Porém é dentro desta mesma sociedade que não cessam os clamores de âmbito moral, ético, religioso ou mesmo da índole. Tais expressões se tornaram fortes ferramentas daqueles que sabem
manejá-las inclusive para manipular.

Porém como usá-las sem ser descobertos? Como parecer ser aquilo que se não é? É possível haver pessoas assim?

A Bíblia nos dá uma resposta de que é possível. Alguns lobos inclusive estarão em peles de cordeiros e enganarão a muitos. Mas ela também diz que é possível conhecê-los pois se perderão quando colocados a luz da Palavra de Deus e da vida de Cristo.

Quanto à Palavra, em relação a ser ficha limpa disse: “Sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito” – Mateus 5.48.

E se te perguntares como ser perfeito? Sendo imitador Dele.
Como? Observando a vida dele.
Como observar a vida dele em relação a ficha limpa?

“E os que prenderam Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos. E Pedro o seguiu de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim. Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte, e não o achavam, apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, mas, por fim, chegaram duas e disseram: Este disse: Eu posso derribar o templo de Deus e reedificá-lo em três dias. E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti? E Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia. Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte. Então, cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu? ” – Mateus 26. 57-68.

Suas testemunhas, que olharam mais para o ser/caráter de Jesus do que para a sua aparência, disseram:
“Este homem nenhum mal fez (LC 23:42); Não vejo neste homem motivo algum para acusação” – Lucas 23.4;
“Ele não cometeu pecado algum, nem qualquer engano foi encontrado em sua boca.” – 1 Pedro 2.22;
“E em sua defesa nada respondia, apenas dizia: você o diz. Paulo irá evidenciar toda essa humildade de Jesus em seu hino cristológico” – Efésios 1;
“E irá recomendar a ser imitadores de Deus e andar constantemente em amor tal conforme cristo o é” – Efésios 5:1-13.

Com base nesta premissa pode-se pensar que quando alguém enfatiza muito uma determinada coisa e se esforça para colocar “goela abaixo”, pode ser tudo menos aquilo que faz questão em ressaltar. Tem-se confundido direito, deveres e obrigações com meritocracia como nos dias atuais, e o pior de tudo é ver
tais palavras que a princípio nada teriam a haver com meritocracia, hoje serem assinadas e aliadas a meritocracia.

“Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? vós sois a carta de Cristo” – 2 Coríntios 3.1,3.

Queres realmente saber um verdadeiro FICHA LIMPA? Bem,  conheci um, que jamais encheu o peito pra dizer: eu sou FICHA LIMPA! Nem diante da morte abriu a boca para defender-se de seus depreciadores que o acusavam de todos nomes depreciativos possíveis. Antes, pelo contrário, como uma ovelha muda foi levado ao matadouro sabendo quem ele era. Sem a necessidade de colocar isso “goela abaixo” de ninguém. Diante da cruz outros deram testemunho de que realmente este homem agora na cruz dado como um FICHA SUJA era na verdade um verdadeiro FICHA LIMPA. O mais limpo dos homens que essa terra já testemunhou. Veio para
os seus, mas os seus o rejeitaram antes o imputaram como um FICHA SUJA. Este homem se chama JESUS!

Graciosamente ele permite que seus imitadores também sejam fichas limpas, uma vez que adquiram o fruto do Espírito: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gálatas 5.22-23). Irradiando como um livro aberto, limpo para serem lidos sem a necessidade de se auto-promoverem ou auto intitular-se FICHA LIMPA, já que suas ações falarão mais que suas palavras e da corrupção se apartarão (aquilo contrário à perfeição de Cristo).

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Emiliano J.A. João
Emiliano Jamba António João, Filho de António João e de Maria de Lourdes António, nascido na cidade do Huambo, província do Huambo em Angola. Do grupo étnico dos Ovimbundos que pertencem ao povo Bantu. Atualmente reside no Brasil desde 2014, na cidade de Campinas no Estado de São Paulo.
Graduando em Teologia pela Faculdade Nazarena do Brasil (FNB), e em Direito pela Universidade Paulista,(UNIP). Membro do grupo de iniciação cientifica sobre a Ética das Virtudes, coordenado pelo Dr. Sidney de Moraes Sanches.
Membro do grupo de Teologia Negra - FTL, campinas,
Áreas de pesquisa: Religião e política, com ênfase no missionaríssimo cristão na África subsaariana Lusófona, e sua implicação na politica, Ética e filosofia Africana.

TÃO GRANDE SALVAÇÃO

Porquê precisamos de salvação? Nos salvar do quê? 

Estas são perguntas que podem surgir quando se fala de salvação. E elas são importantes e precisam ser feitas por todos. Mas temos muitas dificuldades em responder estas perguntas com toda a honestidade da nossa vida. Talvez porque não queremos ver a verdade, porque a verdade pode ser difícil ou porque não conseguimos nos enxergar com profundidade.

Talvez não consigamos responder estas perguntas por termos visões equivocadas da vida e de nós mesmos. Grande parte da sociedade em geral afirma que são boas pessoas e que merecem o céu (para aqueles que acreditam). Na maior parte das vezes esta afirmação é por causa da comparação com outras pessoas. Muitos afirmam que que é uma boa pessoa porque existem outras piores. Muitos dizem que são bons porque não roubam, matam ou estupram. Mas será que somente estes crimes é que nos fazem deixarmos de ser bons?

Este também é um motivo para precisarmos de salvação. Não conseguimos perceber os males que há em nós. E quando não enxergamos isto é porque estamos precisando urgentemente de salvação. Salvação de nós mesmos para que possamos mudar o que se precisa e de salvação para ver o que precisa ser mudado.

Precisamos de salvação porque assim iremos salvar a outros também. Quando mudamos o mal que está em nós para o bem, todos ao nosso redor serão positivamente impactados.

Mas se então precisamos de salvação, pode surgir outra pergunta: Quem poderá nos salvar? Se nós precisamos de salvação então logicamente não será nós mesmos que iremos nos salvar. Quem está se afogando não pode se ajudar mas alguém de fora precisa fazer isto.

Então nenhum ser humano também pode nos salvar pois também precisa de ajuda. Precisamos de um Deus para nos salvar, alguém de fora de nós e dos seres humanos. Fale com Deus para te salvar e Ele te ajudará.

 

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.