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O QUE FAZER DIANTE DO CLIMA DE TERROR?

Dia após dia o mundo acordava com a triste realidade da crueldade e
monstruosidade humana!
A carta dos direitos humanos já a muito fora escrita, porém a barbárie humana continua mostrando sua pior face. A cobiça pelo poder ainda continua valendo mais do que a dignidade do ser humano. Caso para dizer que Aristóteles tinha razão quando, no seu livro a política, afirma que se queremos conhecer
verdadeiramente um homem devemos dar-lhe o poder.
Como africano e angolano, solidarizo-me com aqueles vitimados pelas monstruosidades humana que tem nos levado a um estado generalizado de terror.
Não posso dizer que sei o que padecem, nem que entendo vosso sofrimento e temor, mas apenas me desculpar por tais crueldades já que faço parte da espécie humana. Desta forma, apenas posso dizer que: sinto muito, sinto muito por vossa dor, pois me revejo nas lagrimas e gritos daqueles que perguntam por justiça, por
dignidade, por liberdade, sinto muito pois me reconheço na dor dos sírios, nigeaianos, belgas, franceses, americanos, espanhóis, angolanos etc. Que perderam pais, dos pais que perderam filhos e dos filhos que perderam irmãos, em suma me reconheço na dor das vitimas destas cruéis guerras que se fundamentam em coisas
mesquinhas como orgulho ferido, ideologias vazias e sede de poder no qual tendem a desvalorizar cada vez mais a vida.
Como estudante de direito, precisamos entender que o direito surge para garantia de uma convivência harmoniosa humana dentro de uma sociedade. Logo, os tratados pactuados precisam ser respeitados por todos independentemente de quem seja, sobe risco de transformarmos o nosso habitat em caos.
Como estudante de teologia, tenho a firme convicção que nossa luta neste mundo é para e pela vida. Pois nosso Deus é o doador de toda vida, logo a vida precisa ser respeitada, valorizada e amada. Deus é aquele que saindo do seu kairós entrou no CHronos humano para eleva-lo. Ele é aquele que têm um lado e com certeza não é ao
lado dos poderosos que se encontram por de trás destas barbáries.

Mas sim aquele que se encontra junto daqueles que procuram por uma esperança, um amparo, das crianças que inalavam verdadeiros venenos nucleares, e das viúvas e órfãos que perderam seus entes.
Devemos sempre lembrar que a guerra acima de todas as coisas é a mais abominável aos olhos de Deus, a mais odiosa, pois destrói aquilo que com tanto amor fora criado por Deus e degrada o ser humano ao nível de uma formiga sem pensamento, que obedece sem saber porque obedece e combate sem saber porque combate. Pois, na verdade, na guerra o homem se bate por coisa nenhuma. (Taylor
caldwell, 1972. p.61). Não podemos fazer vistas grossas as atrocidades desumanas que temos observado um pouco por todo mundo, muito menos nos inibir face a tal problemática. O medo espalhou-se de forma generalizado. Chegamos hoje ao ponto
tal de ter medo de ter medo assim qualquer coisa que comprometa a vida estará aí nosso campo de atuação. De que maneira? Deve estar se perguntando: Sendo atalaias, denunciando o mal, lutando pela vida por meio de pequenos gestos de amor, solidariedade e
compaixão (colocar-se no lugar do outro). Sendo acolhedores para com os emigrantes por exemplo: Não fechando nossas portas para os desabrigados, nem nossas fronteiras, conforme tem acontecido.

Visitarmos e ajudarmos o estrangeiro, o órfão, a viúva ou aquele que estiver precisando. São pequenos gestos que podem ser feitos em qualquer lugar ou a qualquer momento para qualquer um neste
mundo globalizado que farão muita diferença. Se topar já seremos dois e quando menos perceber seremos bilhões. A batalha é árdua com certeza mas a vitória é certa pois aquele que é por nós é maior do que aquele que está contra nos! E agindo Deus quem impedirá! (Isaias 43:13)

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Emiliano J.A. João
Emiliano Jamba António João, Filho de António João e de Maria de Lourdes António, nascido na cidade do Huambo, província do Huambo em Angola. Do grupo étnico dos Ovimbundos que pertencem ao povo Bantu. Atualmente reside no Brasil desde 2014, na cidade de Campinas no Estado de São Paulo.
Graduando em Teologia pela Faculdade Nazarena do Brasil (FNB), e em Direito pela Universidade Paulista,(UNIP). Membro do grupo de iniciação cientifica sobre a Ética das Virtudes, coordenado pelo Dr. Sidney de Moraes Sanches.
Membro do grupo de Teologia Negra - FTL, campinas,
Áreas de pesquisa: Religião e política, com ênfase no missionaríssimo cristão na África subsaariana Lusófona, e sua implicação na politica, Ética e filosofia Africana.

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