Consciência x Carência

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente […] Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu”. (Romanos 12:2a – 3)

Não precisamos ser estudiosos de Sigmund Freud e nem aceitarmos todos seus ensinamentos para perceber que os seres humanos são cheios de carências, cheios de necessidades afetivas. A carência se dá devido a história e  construção de vida de cada um. Uns são carentes porque não receberam na sua infância o carinho devido, foram de certa forma cuidados e protegidos mas não de forma adequada a propiciar um crescimento sadio, com maturidade e inteligência emocional; outros são carentes porque receberam carinho em demasia, exageradamente, nunca ouviram um ‘não’ na vida, nunca foram confrontados em seus erros, daí criaram uma depência emocional, sempre na expectativa que as pessoas façam algo para lhe agradar e lhe suprir os desejos. Existem certamente outros fatores também mas que não serão analisados aqui.

Quando uma pessoa cheia de carência entrega sua vida ao Senhor Jesus e se junta a uma igreja para caminhar com o povo de Deus pela vida é natural que ela traga consigo seu universo de carências e dependências emocionais. Se essas necessidades emocionais não são devidamente tratadas, tal pessoa projeta sua dependência emocional no próprio Deus e também nas pessoas da comunidade e de sua família. Assim sendo, essa pessoinha vai vivendo a sua vida, sempre na expectativa de que Deus exista para lhe suprir suas necessidades e as pessoas idem. Ela sempre faz as coisas, “serve”, desde que seja do seu jeito, e desde que seja feito de forma a lhe trazer algum proveito ou mesmo para que ela  se sinta importante e valorizada.

Sua fé, portanto, é utilizada no intuito egocêntrico de lhe proporcionar felicidade o tempo todo. Deus, o Senhor Deus, Criador dos céus e da terra, deve se curvar a fim de atender suas exigências  e encher de mimos aquele “servo” e aquela “serva” que são movidos pelo crônica expectativa de serem agradados. Sua vivência de fé se traduz sempre num sentimento de ‘Deus para mim’ e nunca um ‘Deus através de mim’. De um ‘Deus que me abençoa’, e não um ‘Deus que me torna abençoador’, de um ‘Deus que me dá e me atende’, mas não de um ‘Deus que me exige dar e atender solidária e fraternalmente aos outros’. É um Deus que não reina soberano em mim, pois no caos do meus sentimentos e emoções e expectativas, Ele foi engolido por um ego, um ego que como um buraco negro, suga tudo para si. É óbvio ululante que isso só de dá na mente carente da pessoa e não na realidade da existência.

Esse tipo de atitude e postura é absolutamente degradante para a vida da igreja, visto que as pessoas fazem parte de uma comunidade pelos motivos errados e geralmente geram muitos problemas. Certamente a Bíblia não nos dá autoridade para olhar para tal comportamento e concluir que tal pessoa de fato não é salva e não pertence ao Senhor Jesus, definitivamente não podemos fazer isso, seria um ato arrogante, uma vez que é Deus, através de seus anjos, que separa o joio do trigo e só Ele. Além disso, seria um ato de juízo olhar para outro e suas atitudes e concluir que tal pessoa busca e serve a Deus com consciência ou por carência emocional. Tal análise deve ser feita por cada um no seu contato com a Palavra de Deus mediada pelo Espírito de Deus. Agora, o que podemos concluir é que uma pessoa tão cheia de carências, que é constantemente motivada por suas dependências emocionais não cresceu, não amadureceu, não se tornou adulta, pelo menos não na fé e no lidar com suas emoções.

O que a Bíblia nos ensina é que Deus quer que o sirvamos conscientes do que estamos fazendo e não porquê fomos engolidos pelas nossas carências afetivas. Ele quer que saibamos exatamente o porquê estamos fazendo o que estamos fazendo e porquê fazemos parte de uma comunidade, que é simplesmente, à luz de Jesus, na força do Evangelho, para servir de coração e não sermos servidos. Por isso que o Evangelho opera sua transformação na mente das pessoas para que elas possam ver a vida, ver Deus, ver a si mesmas e os outros, aqui e alhures, com outro olhar, com expectativas transformadas e tomadas pelo Espírito Santo de Deus.

Por isso que Paulo ensina a igreja de Roma que pela fé, por uma fé genuína e madura, os cristãos podem se compreender de maneira equilibrada, sem se superestimar ou subestimar. Eles podem ver a si mesmos exatamente como são e inclusive ver suas próprias feiuras e esqueletos escondidos no profundo do coração que vão desde mágoas, rancores, ódios, decepções, a expectativas frustradas e carências profundas.

Olhar para si mesmo com sinceridade, sendo auxiliado por todo potencial que vem da fé em Cristo, é passo fundamental para o desenvolvimento de uma inteligência emocional para que superemos, no âmbito das emoções e expectativas, tudo aquilo que possa nos impedir de “adultecer”.  É bonito demais ver pessoas firmemente servindo ao Reino de Deus com consciência e com convicção e não por carência sempre balançando e desanimando cada vez que se depara com um problema ou quando suas expectativas não são atentidas. Fazer parte de uma igreja não é em primeiro lugar para nos tornar felizes, mas para nos tornar maduros, firmes e fortes. Crescer dói, mas é o Caminho do discipulado, o Caminho de ser como o Mestre Jesus. Confiemos  que Deus vai graciosamente nos dar tudo o que precisarmos para servi-LO, adorá-LO e honrá-LO, mas que jamais Ele nos dará tudo o que desejarmos.

Que os corações carentes aprendam a confiar na suficiência da graça e que se tornem convictos e conscientes de todo amor que vem de Deus sobre nós e que nos chama para participarmos da sua obra no mundo com alegria superlativa e desinteressada. Amém.

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

Um povo para o bem de Campinas e do mundo

“Esses homens que têm agitado o mundo chegaram também aqui”. (Atos 17.6a)

“[…] e sentia grande indignação ao ver a cidade cheia de ídolos” (Atos 17.16)

Hoje, dia 14 de Julho,  a cidade Campinas completou 243 anos de fundação. Com sua população de 1,1 milhão de habitantes Campinas é uma cidade bela, cheia de riquezas, um centro de tecnologia, educação, cultura etc. Nosso desafio hoje é teologar sobre esta gigantesca cidade e os desafios que ela traz para os servos e servas de Jesus de Nazaré que almejam viver de acordo com os paradigmas do Reino de Deus.

As estatísticas trazem números tristes sobre Campinas: a violência aqui é grande: o número de homicídios é altíssimo, os índices de violência contra a mulher são alarmantes, os furtos e roubos de carros, casas, cargas são elevadíssimos também e a maioria dos crimes está relacionado ao tráfico de entorpecentes. Podemos lembrar também que Campinas tem o maior bairro dedicado a prostituição da América Latina; a desigualdade por aqui também é escandolosa, dados de 2013 revelam que há 165,8 mil (15,4% da população) em áreas de baixíssima vulnerabilidade enquanto 141 mil (13,2%) vivem excluídos, com condições de moradia e saneamento precárias, não possuem emprego e têm baixa escolaridade.

Estas informações demonstram que os problemas sociais da cidade são gigantescos, e que precisam ser enfrentados com muita força de vontade política, porém, não é só isso, demonstram também que espiritualmente a cidade é dominada por ídolos, principados e potestades, que trazem, atuando em diversas esferas, inclusive políticas: miséria, violência, exploração, ganância, desprezo pela vida humana, e sofrimentos diversos. Essas informações trazem a tona o fato de que há muito trabalho para se fazer por aqui, há muitas sementes de paz, justiça e alegria que precisam ser semeadas.

Jesus falando aos seus discípulos disse: Vós sois o sal da terra; mas se o sal perder suas qualidades, como restaurá-lo? Para nada mais presta, senão para ser jogado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte (Mateus 5.13 e 14). Jesus está ensinando aos seus servos e servas que é preciso atuar e agir em nome de Deus, no impulso do poder e ousadia de Deus, com o coração cheio do amor de Deus para proclamar a libertação através do Evangelho de Jesus Cristo, num mundo tão cheio de injustiças, violências e maldades, pra usar o termo bíblico: pecado, e isso significa ser sal e trazer sabor e ser luz e iluminar e que tal sabor e luminosidade não podem ser escondidos. Paulo escrevendo a igreja que estava na cidade idólatra de Éfeso disse: pois não é contra pessoas de carne e sangue que temos de lutar, mas sim contra principados e poderios, contra os príncipes deste mundo de trevas, contra os exércitos espirituais da maldade nas regiões celestiais (Efésios 6.12). Precisamos nos conscientizar dessas verdades!

Infelizmente, devemos reconhecer que muitas pessoas cristãs que estão em nossa cidade, agem como se não estivessem aqui e não se esforçam para abrir os olhos para a realidade que está em sua volta, e tem uma agenda que pouco se importa com os problemas contextuais campineiros, postura esta anti-cristã que nega a esfera encarnacional do Evangelho de Jesus. Agindo com esta postura, nega-se o próprio Cristo, logo Ele que se encarnou no chão da existência humana, com todas as contradições e opressões do espaço geográfico que decidiu se revelar. Com pesar reconhecemos que muitos foram engolidos por uma “espiritualidade” do consumo, onde se quer usar Deus para satisfazer os desejos mais comerciais do coração, é sempre um ‘Deus para mim’ e nunca um ‘Deus através de mim’, não é mais ‘nosso pão’, mas o ‘meu pão’ e outros que comam das migalhas que caem da mesa, não é mais ‘venha a nós o Teu Reino’, mas ‘venha a mim o Teu Reino’ e me encha de mimos para que eu me sinta feliz e com a consciência tranquila. Este tipo de compreensão certamente não está fundamentada no Evangelho de Jesus que é sempre vivenciado por aqueles que são misericordiosos, têm fome e sede de justiça, são pacificadores, humildes e reconhecem que a vida acontece no fluir da graça divina.  Esta compreensão consumista da fé é só o lado religioso do status quo da contemporaneidade.

Como cristãos, faz-se urgentemente necessário que olhemos para nossa cidade de Campinas assim com o Cristo olhou para Jerusalém e lamentou por ela:  Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que a ti são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta a sua ninhada debaixo das asas, e não quiseste!   (Lucas 13.34). Podemos nos lembrar ainda da carta do profeta Jeremias aos exilados na Babilônia e abraçarmos sua mensagem: Empenhai-vos pela prosperidade da cidade, para onde vos exilei, e orai ao SENHOR em favor dela; porque a prosperidade dela será a vossa prosperidade. (Jeremias 29.7), afinal, o que somos aqui, senão exilados a espera e a caminho de nosso verdadeiro lar?

Irmãos, uni-vos! Unamo-nos  para que o Reino de Deus seja sinalizado nesta cidade tão bela, mas tão distante dos propósitos divinos. Oremos! Jejuemos! Clamemos em lágrimas pela misericórdia do céu! Lutemos pela justiça! Façamos o bem! Atuemos em amor e compaixão! Proclamemos em palavras e em ações o Evangelho de Jesus que continua sendo o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Romanos 1.16). O saudoso Robinson Cavalcanti escreveu: “A missão da Igreja é manifestar aqui e agora a maior densidade possível do Reino de Deus que será consumado ali e além”. Enquanto o Reino de Deus não se consuma espalhemos com ousadia sementes evangelicais de paz, justiça e alegria.

Irmãos e irmãs: que sejamos uma verdadeira dádiva divina para nossa querida cidade de Campinas, para nosso Brasil que tanto sofre, enfim, para o mundo que padece longe do amor salvífico de Deus. Maranata, ora vem Senhor Jesus!

Algumas páginas consultadas. Acesso em 14 de Julho de 2017

http://www.portaldepaulinia.com.br/noticias-da-regiao/noticias/19862-desigualdade-ainda-assombra-regiao-metropolitana-de-campinas.html

http://campinaspress.com.br/index.php/campinas-lidera-ranking-de-mulheres-assassinadas-na-rmc/

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2015/09/itatinga-e-unico-bairro-planejado-para-prostituicao-no-pais-diz-pesquisadora.html

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

A começar em mim! Hipóteses sobre a ‘não-vinda’ do avivamento em nossas vidas

Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida! (Habacuque 3:2)

[…] e por onde quer que este rio passe, tudo viverá. […] Junto do rio, em ambas as margens, nascerá todo tipo de árvore que dá fruto comestível. A sua folha não murchará, nem o seu fruto faltará. Dará novos frutos nos seus meses, porque as suas águas saem do santuário. O seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio. (Ezequiel 47.9b e 12)

Falar de avivamento é falar de um tempo em que o poder e a glória de Deus se manifestam tão fortemente na vida do Seu povo que ele é tomado por um desejo irresistível de buscar e conhecer ao Senhor com mais profundidade: servindo-O com toda intensidade, orando com paixão, pregando com ousadia, ajudando aos sofredores e esquecidos com amor generoso, vivendo uma vida de santidade!

O avivamento não é só a manifestação de um desejo de buscar a Deus com mais empenho, mas é a realização desse desejo, ele verdadeiramente se concretiza pela atuação de Deus no meio de seu povo. Na história cristã, tanto como na história de Israel os grandes avivamentos são marcantes, trazem transformações profundas, não só na vida do povo que busca a Deus, mas na vida de gente que rodeia este povo, é, enfim, um experiência espiritual indescritível.

Por que hoje, nós e muitas outras igrejas locais, não estão vivendo um tempo de avivamento? Diante de tantas demandas na sociedade, muitas delas espirituais, por que o avivamento não vem? Por que não se realiza? Minha primeira hipótese para responder isso é que nós não queremos. O avivamento quando vem provoca profundas mudanças no coração daqueles que dizem servir a Deus, ou seja, o avivamento nos impulsionaria para uma busca de santidade profunda em todas as dimensões de nossa vida e isso é extremamente desafiador e provocativo para nós. Nós temos preferido ficar num estado de conformismo e conforto.

Outra hipótese é que aquilo que está no coração de Deus não nos toca tão fortemente mais. Jesus em seus ensinamento deixou evidente que aquilo que alegra o coração de Deus é ver pessoas se achegando e se voltando para Ele com o coração quebrantado e contrito, como bem exemplificado nas parábolas do filho pródigo, da ovelha perdida e da dracma perdida. Além disso, segundo os profetas, Deus quer que a justiça corra como um rio e que sua glória alcance toda a Terra. Por conta de perdemos muito tempo conosco mesmos, buscando somente nos entreter e fazermos coisas, em todo tempo, que nos fazem sentir bem, nós nos esquecemos daquilo que está no coração de Deus. Até buscamos a Deus de vez em quando, mas a sua vontade não tem o poder de nos mover mais. Não choramos por aqueles que estão se perdendo, não nos importamos com intensidade nem com nossos filhos e parentes que não andam com Jesus, criamos até justificativas para que eles vivam assim; o sofrimento e as injustiças do mundo não nos incomodam, estamos passivamente indiferentes.

Outra hipótese é que a fé foi pervertida de alguma forma entre nós. Não falo de doutrinas especificamente. Mas me refiro ao fato de que nós criamos um conceito de fé que nos permite ficar, mesmo com tanto conhecimento doutrinário, estagnados num estado servil ao status quo. Nós criamos um conceito de fé cristã que nos permite participar de uma igreja ativamente, sem colocar Deus no centro da vida e sem buscar o seu Reino em primeiro lugar. Nós criamos um conceito de fé que nos permite ter a segurança da salvação, mesmo que nada que diga respeito ao Senhor nos mova pelos caminhos da existência. Qualquer leitura rápida da Bíblia revelará que esse tipo de “fé” não tem fundamento que é somente fruto de um coração egocêntrico e distante de Deus. Pois a fé verdadeira em Cristo é suficiente para salvar o pecador, mas esta fé que salva nunca vem sozinha, ela vem carregada de boas obras e frutos como aquela árvore plantada junto as fontes conforme o Salmo 1.3.

É por isso que nossas igrejas sofrem e sangram, e em muitos casos, caminham muito aquém de suas possibilidades. Isso é triste de ver. Um avivamento entre nós e outras igrejas traria cura para esses males. Mas é necessário que ele comece dentro de cada um de nós, é necessário que nós nos ajoelhemos diante de Deus, peçamos perdão pelos nossos pecados e indiferença e clamemos para que Ele derrame seu avivamento transformador em nós. Como na visão do profeta Ezequiel que viu águas que trazem cura e mudanças profundas. Essas águas são águas de avivamento. Clamemos para que o Senhor nos capacite a amar as pessoas, a perdoar os que nos magoaram, a lutar pelo Evangelho a começar pela nossa casa, para que desejemos ver mais pessoas se convertendo a Cristo Jesus e que atuemos solidariamente entre aqueles que precisam de ajuda.

Eu tenho orado por isso! Gostaria de lhe desafiar a se juntar a mim para que unidos busquemos ao Senhor dizendo: aviva, meu Deus, a tua obra entre nós, a fim de que o trabalho de nossas mãos prospere (Salmo 90.17) e que frutos que permaneçam (João 15.17) sejam produzidos e que Teu coração Senhor se alegre por ver a tua vontade se realizando entre nós. A começar em mim quebra corações…

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.