ESPÍRITO DE AMOR

Existem muitos tipos de espiritualidade neste nosso mundo da modernidade líquida, tanto de tradições ocidentais quanto orientais. E muitas delas têm alguma alusão ou um conceito sobre seres espirituais. Alguns falam em anjos, almas de mortos, demônios e etc.

Este conceito de seres espirituais é tão forte que tem alguns que acreditam que no natal as pessoas ficam mais sensíveis devido ao fato de existir um espírito de Natal. A maioria fala como um simbolismo de uma catarse coletiva, mas alguns creem realmente que existe um espírito do bem que toca as pessoas nesta data festiva.

Na espiritualidade Cristã, por exemplo, fala-se do Espírito Santo. É o Espírito que faz parte de uma trindade divina (Pai, Filho e Espírito) de mesma essência divina, mas ao mesmo tempo sendo pessoas distintas umas das outras.

Quando falamos sobre Espírito de amor, não queremos falar que o amor existe um espírito próprio que ronda por aí tocando os corações como se fosse um cupido. Mas queremos falar deste Espírito Santo que é Deus e este Deus que É amor.

Em algumas tradições religiosas quando um espírito possui uma pessoa, esta pessoa perde sua consciência, seu controle e fica a mercê do espírito que a tomou. Se for um espírito mal vai usá-la para maldades e se for bom vai usá-la para bondades.

Mas na tradição bíblica Judaico-Cristã, o Espírito Santo de Deus não age desta forma. Uma das questões é porque o este Espírito é o próprio Deus e, portanto apesar de ter todo o poder é bondoso, gracioso, misericordioso e amoroso. Deus não invade a vida de ninguém a contra gosto apesar de Ele ser o autor e criador da vida. Mas Ele convence com o seu amor a pessoa se entregar para que este Espírito possa ajudá-la. Esta ajuda não é para transformar esta pessoa em outro ser ou para ela perder o controle de si mesma, mas para poder achar vida em Deus que agora habita o ser deste alguém.

Nós precisamos do Espírito Santo de amor, pois a nossa natureza é pecaminosa e se lutarmos sozinhos contra nossa natureza, frequentemente iremos perder esta batalha. Precisamos lutar contra nossa própria carne, pois todos já passamos pela situação em que São Paulo vai afirmar: “Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.” (Romanos 7.18-20). 

Portanto, precisamos de ajuda para que possamos amar a Deus e às pessoas com o amor que Deus estabelece como padrão. Precisamos do Espírito Santo de Deus que a partir da fé que temos em seu filho Jesus que morreu pela nossa natureza pecaminosa, possamos ser habitados por este Espírito de amor que nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Este é o processo de conversão transcendental do amor do Espírito Santo de Deus.

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

E DEUS CRIOU A VIDA

A ação criadora de Deus não foi em nada estática, podemos mesmo falar de um movimento para a criação, onde a vontade divina resultou em vida por meio de sua palavra e da força que nela estava. De alguma forma, a palavra que o Deus trinitário falou em si mesmo, conforme mencionou Lutero, transbordou e transborda em vida para fora dele e é sempre vivificadora. Essa vida é de tal modo verdadeira e intensa que se recria, se refaz a todo instante, pela força contínua e operante da palavra criadora de Deus, mediante ação constante do Espírito Santo.

Deus criou a vida com capacidade de se reproduzir, multiplicar (Gn. 1:28) e expandir. Isso não aconteceu sem movimento, afinal, criar sempre envolve transformar coisas, ambientes e pensamentos. É como a ideia de caos que assumiu formas pela palavra divina e formas que se movimentam no mundo, conforme os relatos do Gênesis (1.1-3). São as águas que fogem diante da palavra divina e não se se acomodam no côncavo dos rios e mares, dos montes as águas jorram saciando a sede dos animais, o pasto cresce e alimenta o gado, o ser humano cultiva a terra e tem com o que se alimentar (Sl. 104: 7-8) e continuar gerando vida. A vida emerge da terra, corre entre as montanhas, cresce nos vales e agita-se no mundo. Essas são as imagens utilizadas para descrever a origem de todas as coisas na poesia bíblica. Na dança da criação a vida acontece com vigor e explode no mundo a cada momento.

Em função disso, lutamos contra a fome, contra a violência, contra a corrupção política, contra o tratamento vil e indigno de humanos e animais, contra a exploração desordenada da terra, enfim, contra tudo o que compromete a vida. Toda busca humana tem como finalidade última a manutenção e a valorização da vida no mundo em que Deus a colocou, e, tudo o mais é transformado em meios para isso. Mesmo os milagres de Jesus e seus ensinos podem ser lidos desse ponto de vista, pois foram geradores de saúde e de ânimo. A obra salvadora de Jesus Cristo envolve a morte daquele que estava vivo e a ressurreição daquele que estava morto. Nela, novamente a vida explode no mundo e na história por obra de Deus em Cristo e prevalece ante a morte, que não é a palavra derradeira ao mundo. A vontade divina se realiza outra vez em sua palavra encarnada, Jesus Cristo, e pela força do Espírito Santo. Mais um evento que se compreende no movimento da economia trinitária, com finalidade redentora.

A Igreja é uma comunidade viva e se constitui como uma entidade que reproduz em si as características dos humanos que a formam, ou seja, reproduzir, interagir com ambiente, metabolizar (tem a ver com suas transformações internas), organizar-se de modo complexo, etc. Falar de Igreja viva é, portanto, falar de sua complexidade, crescimento, interatividade com o contexto mais amplo do qual faz parte e de suas transformações orgânicas para fins do próprio crescimento. Todavia, ela não é somente comunidade biológica, mas também teológica, constituída em torno do nome de Jesus Cristo e por causa dele. É o povo de Deus que caminha na história e testemunha a obra salvadora de Jesus Cristo em sua própria vida. Por causa dele, ela apresenta também a natureza humana e natureza divina, que não dualizam em sua existência mundana, mas, tais como Jesus Cristo e as Escrituras, interagem e se revelam na missão. Isso significa que ao ser comunidade teológica ela não perde sua condição de comunidade biológica e vice e versa. Uma confere sentido à outra na ordem do mundo e da fé. Como comunidade biológica ela faz uma chamada à vida que parte da fé, e como comunidade teológica ela faz uma chamada à fé, que parte da vida.

Para ser uma Igreja viva requer que reúna características, que além de fazer parte de sua própria natureza como comunidade humana e teológica, exigem ser desenvolvidas por ela em sua capacidade criativa. Como comunidade viva, portanto, dinâmica a Igreja é também criativa e isso deve se revelar em todas as suas ações e realização da missão no mundo. Como comunidade missionária então ela está chamada a corresponder com a obra de Deus de criação e manutenção da vida.

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Regina Fernandes Sanches
Mestre em Teologia e Práxis, Mestre em Missiologia, Especialista em História e Cultura Afro-brasileira e Indígena, graduada em Teologia, Professora de Teologia Sistemática e Teologia Latino-americana da FNB – Faculdade Nazarena do Brasil, Secretária Executiva da FTL-B Fraternidade Teológica Latino-americana -Setor Brasil. Autora dos livros Êxodo, Série Leitura Bíblica, Teologia da Missão Integral, Teologia Viva e Como Fazer Teologia da Missão Integral.

AQUELE QUE PODE OFERECER DESCANSO

Confesso, antes mesmo de cometer o pecado, que este pequeno texto, em princípio introspectivo a quem o escreve, é uma reflexão tomada em palimpsesto de um amigo. Agora eu rabisco os rabiscos da leitura dele. Mas, por conta da amizade, sei que ele não vai se incomodar e nem vai me censurar por isso. Daí, começo. E o começo está no evangelho de Marcos, nos versos trinta, trinta e um e trinta e dois do capítulo seis, na narrativa da famosa primeira multiplicação dos pães. Contudo, estes versos, soltos, nos quais agora me detenho, nada tem a ver com o milagre. Mas, de uma outra forma, menos famosa, menos chamativa, eles lançam luz em outras preocupações que agora eu carrego em mim, preocupações que – para mim – dizem respeito à religiosidade, à espiritualidade e à própria vida.

Marcos, no verso trinta, diz que os discípulos de Jesus estão voltando, e vão contar a ele tudo o que aconteceu. Se voltarmos aos versos sete e seguintes, encontramos o início desta história, Jesus os envia de dois em dois para pregar, curar, exorcizar e cumprir com a missão que dizia respeito ao Reino de Deus. No meio do caminho, entre e o cumprimento desta missão e a volta, João Batista é morto, e, com isso, tem-se uma grande comoção e, certamente, também uma grande preocupação, já que Jesus, segundo a narrativa, já era mais conhecido e “temido” que João, seu primo. Então eles chegam, é o verso trinta. Contam tudo.

Creio que esse contar “tudo” veio junto de um bocado de entusiasmo, misturado com um tanto de tristeza, por João, e um mais de muita preocupação com os caminham que haveriam de ser trilhados por eles e por seu “rabi”. Daí vem verso trinta e um, e com ele uma inversão das coisas. Os discípulos não são enviados, não há multidão, nem discurso, nem cura, nem exorcismo, mas ainda há muito do Reino de Deus. Diz o verso trinta e um que, “visto serem muito numerosos os que iam e vinham”, a coisa, naquele momento, seria diferente. Pois o ir e vir de gente – talvez até da gente – é infindável. Eles e elas sempre irão. Eles e elas sempre virão. E nós (você ou eu), entre estes eles e elas, ou estaremos no caminho indo ou vindo, ou estaremos à beira dele, esperando os caminhantes, ora num, ora noutro, aqui ou lá, tudo dependendo do momento da vida. É como um fluxo. É um fluxo. Um fluxo ininterrupto de gente e de vida para lá e para cá, andando, se trombando, buscando espaços, se machucando ainda mais, carregando em si tudo o que você possa imaginar de humano ou desumano – tudo misturado. Coisa tão bagunçada de se ver que você, de repente, não sabe mais se está fora ou dentro de tudo isso. Se é parte ou está à parte. Mas ali, no verso trinta e um, os que iam e vinham e continuariam a ir e vir – discípulos ou multidão – teriam que parar: “e ele lhes disse: vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto”.

O fluxo, sem fim e talvez sem lógica também, organizadamente caótico, dá espaço a um tempo e a um lugar solitário (verso trinta e dois), de encontro entre aqueles e aquelas que já estavam cansados com aquele que pôde e pode oferecer descanso.

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Clademilson Paulino
casado, apaixonado por fotografia, literatura e cinema, é Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de Campinas (FTBC), curso convalidado pela Faculdade de Teologia da Igreja Metodista (FATEO). É também Mestre e Doutor em Ciências da Religião pelo curso de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Faculdade de Humanidades e Direito da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).

KENOSIS VS PODER

Maquiavel disse: “Dê o poder ao homem
e descobrirá quem ele realmente é.”
Peguem os que querem poder e somem
Muitos serão os que seguem esta maré

Assim como qualquer outro falso deus
O poder cega aqueles que se entregam
Cuida da sua reputação e não dos seus
Que tanto precisam, mas à eles negam

O melhor combate ao poder não é força
Ela luta contra, a humildade renuncia
Guerra não dá paz por mais que se torça
Mas se esvaziar de si mesmo é uma boa via

Kenosis é abrir mão do poder em amor
Olhando o outro com ternura e afeto
Se enxergando como servo sem temor
O poder se torna servidor do correto

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

EM BUSCA DE SENTIDO

Vou começar com uma historinha. Estava numa reunião, num grupo de pastores. Não havia assunto proeminente, mas lá pelas tantas o orador iniciou o seu discurso tentando nos convencer sobre a importância do texto bíblico. Num dado momento ele olhou para mim e disse que tem feito a leitura de determinados boletins que sequer mencionam uma passagem das Escrituras. Aquilo, obviamente, e desde então, me tirou o sono. Lembro-me de quando os pregadores utilizavam temas pessoais de seus ouvintes, os quais conhecia e achava relevantes para ser assunto de sermão, e viajei no tempo da tv branco e preto, com perninhas no próprio aparelho, à válvula, lá no tempo da transmissão da copa do mundo com bolinha. Não vou explicar isso, quem é do tempo se lembra. Não cheguei à conclusão de que o assunto era comigo por intuição. Também sei fazer conta. Eliminei os pastores auxiliares que estavam presentes, e não escrevem meditações de boletins. Depois eliminei os pastores das igrejas que não têm boletim. Eliminei também (desculpe a referência), os que não têm condições de escrever. Eliminei as missões, algumas não têm boletim, outras são supervisionadas. Eliminei a igreja do pregador, é claro, porque certamente não falava de si. Eliminei ainda os pastores que não pastoreiam. Eliminei ainda os pastores e igrejas ausentes, porque a probabilidade de que estivesse falando para alguém que não poderia escutá-lo deveria ser mínima. Depois pensei quais as meditações de boletins poderiam merecer alguma atenção, e dentre estas, quais poderiam ser elevadas ao status de receber uma citação no horário nobre do sermão. Somei isso com a referência direta no momento da expressão da fala e, com a probabilidade de uma em dez mil duzentos e vinte nove casos, não tive dúvidas: era comigo.

Há um sentido para tudo. Há também sempre uma tentativa de explicação para qualquer coisa. Pode ser que eu tenha ficado feliz em incomodar: quem não incomoda não é visto. Pode ser que a pessoa tenha feito a leitura errada, já que a pastoral é dirigida para uma comunidade específica, que na sua autonomia, prefere um discurso assim. Pode ser que a pessoa tenha apanhado uma única meditação, numa única vez, e generalizado de forma equivocada. Pode ser que a pessoa entenda que a Bíblia só aparece quando é citada, mas não tem condições de entender os princípios bíblicos que estão num discurso. Isso sem falar nas questões pessoais, conscientes ou não, que contribuíram para que tal julgamento fosse formado. Nesse assunto eu não entro. Tenho juízo. As leituras que buscam um sentido são muitas e estão influenciadas pelo mundo de quem interpreta. Os horizontes das pessoas são diferentes. Olhando pela sacada de meu apartamento, vejo alguns prédios. Se eu nunca tivesse saído de casa, não saberia que a vida não termina no prédio da frente. Cada um enxerga o que pode, e muitas vezes só o que quer.

Não estou escrevendo isso de graça. Para não decepcionar aquele pregador, e para que você também não passe a pensar como ele, estive nessa semana lendo o texto de Neemias. O capítulo 6 traz uma história de erro de interpretação. Sambalate e sua turma desconfiaram da reconstrução dos muros de Jerusalém. Primeiro devem ter esperado para ver se de fato seria possível reconstruí-los. Passada essa primeira etapa, Sambalate enviou mensageiros marcando um encontro com Neemias no vale do Ono, o que este recusou. Fez isso insistentemente. Na quinta vez foi mais preciso, e disse que os judeus haviam se tornado ameaçadores e que ouvira sobre Neemias se tornar o novo rei. Mais que isso, soubera que o próprio Neemias colocara profetas para profetizarem em seu favor, confirmando o seu reinado. É claro que Neemias negou tudo. Entretanto, a sua vida ainda estava ameaçada por aquela interpretação. Como as portas do muro ainda não tinham sido colocadas na muralha, o único lugar de segurança que poderia restar era o templo. Daí entra um outro personagem, Delaías, que tentou convencer Neemias a se esconder lá. Ora, isso representaria a profanação do templo, além de Neemias demonstrar uma extrema insegurança. Caso fizesse isso, os próprios judeus não iriam querê-lo mais. Neemias descobriu depois que Delaías havia sido comprado para fazer isso. Não foi uma guerra com armas, mas com palavras e estava em jogo o imaginário religioso. A história acaba aí. O final do capítulo 6, v. 15 em diante trata de outro assunto. Sambalate estava equivocado, mas certamente morreu com a desconfiança e se pudesse teria acabado com vida de Neemias.

O mundo é feito por interpretações. Em qualquer lugar que a gente se depara com qualquer coisa, estará pensando em como aquilo pode fazer algum sentido. Somamos coisas, julgamos aparências, transigimos fronteiras, mencionamos um olhar, fazemos conta em termos de probabilidade para a compreensão do que de fato está acontecendo. Não podemos evitar isso, pois interpretar é viver, e a vida só acontece quando pode sugerir um sentido, mesmo que a gente nunca saiba direito o que de fato significa. Em alguns casos as emoções se misturam tanto às interpretações que a gente vê tudo com paixão e não consegue enxergar outra coisa. Nem sempre conseguimos ser frios, matemáticos, menos intuitivos. Quando se lida com fé então, aí é quase paixão pura. O mesmo se dá quando se trata de relacionamentos, questões familiares, pessoas feridas e coisas dessa natureza. Os caminhos ficam entrecortados com tantas vielas, que a gente não sabe se está indo ou vindo, descendo ou subindo, sofrendo ou sorrindo.

Já superei a crise do boletim e Sambalate já morreu. Quando isso acontece, até parece que nunca houve nada. Contudo creio que a melhor parte é a gente sempre se perguntar: e se eu estiver errado? Não é uma pergunta pra causar insegurança, mas pra gerar uma pitadinha de humildade. Acho que ajuda muito: faz a gente ler um texto com outros olhos e pode evitar uma guerra.

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Natanael Gabriel da Silva
Doutor em Ciências da Religião e atualmente Diretor Adjunto para a Pós graduação e Investigação do Instituto Metropolitano de Angola, Luanda.

Coração no Reino de Deus

“Pois onde estiver teu tesouro, aí estará também teu coração”.

(Mateus 6.21)

 

Nos Evangelhos, Jesus ensina que o Reino de Deus é como um precioso tesouro que um homem encontrou num campo e que a partir do encontro com aquele luminoso tesouro todo o resto em sua vida obscureceu-se para ganhar nova luz, ou seja, ele abriu mão de tudo que tinha para adquirir aquele campo e assim ter aquele tesouro.

Quando Paulo conta de sua trajetória de vida, diz que: “Sim, de fato também considero todas as coisas como perda, comparadas com a superioridade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, pelo qual perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo” (Filipenses 3.8).

Quando Paulo abriu os olhos para o Reino de Deus, tudo o mais perdeu o brilho e a existência na sua completude passou a ser iluminada por Cristo que é a luz da vida.

Pelo Reino de Deus, o próprio Cristo “não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo assumindo forma de servo e fazendo-se semelhantes aos homens” (Filipenses 2.6 e 7).

Quando Mateus, o publicano, se encontrou com Jesus, que é a personificação do Reino de Deus, imediatamente ele deixou a banca dos impostos para seguir o Sumo Mestre por  toda a vida.

No dia em que a luz do Reino de Deus brilhou na vida de Estevão, a própria morte perdeu seu poder sobre ele. O Reino foi sua opção de viver e morrer.

Pelo Reino de Deus, Zaqueu se dispôs no coração, diante de Cristo, devolver todo dinheiro – com juros – que tinha adquirido injustamente.

Por causa dos valores do Reino, João Batista foi decapitado e o discípulo João – o apóstolo do amor – foi exilado na ilha de Patmos.

Por amor ao Reino de Deus, cristãos foram jogados no coliseu entre as feras.

Pela visão implantada nele pelo Reino de Deus, Bartolomeu de Las Casas ousou defender o direito humano dos índios em plena época de colonização.

Pelas verdade do Reino de Deus, Dietrich Bonhoeffer estando nos E.U.A a estudo, se juntou aos irmãos da igreja Confessante na Alemanha para combater o nazismo, acabou preso e enforcado.

Pela chama que o Reino de Deus acendeu em seu coração, Martin Luther King Junior enfrentou, sem violência, o duro regime de apartheid nos E.U.A. Ele foi assassinado.

Por causa do Reino de Deus, a missionária Dorothy Mae Stang, lutava pela dignidade de trabalhadores do campo no Pará, enfrentando poderosos fazendeiros. Foi assassinada com 6 tiros.

Por causa do Reino de Deus, cristãos coptas não negaram a Cristo lá no distante país da Líbia, mesmo diante da ferocidade e violência do Estado Islâmico. Eles foram decapitados.

Inúmeros exemplos poderiam ser dados para demonstrar que quando alguém se encontra com o Cristo e abre os olhos e o coração para seu Reino a vida nunca mais é a mesma. Porque tais pessoas são transformadas de dentro pra fora, e mesmo ameaçadas, às vezes vivendo em escassez e até correndo diversos perigos insistem perseverantemente em servir ao seu Senhor que é o Cristo. O Reino faz com que Cristo brilhe em nós e para nós como o sol do meio dia, e assim, as demais coisas são reinterpretadas, revistas e reconsideradas a partir dessa luz preciosa.

Por causa do Reino, pessoas deixam sua terra e sua parentela e vão levar a luz de Cristo a povos distantes. Por causa do Reino, pessoas se tornam generosas, prontas a ajudar quem precisa. Por causa do Reino, pessoas aprendem a amar seus inimigos e orar por quem as persegue. Por causa do Reino, pessoas lutam contra seus próprios vícios e mazelas, tratam com amor quem lhes prejudicou, agem com misericórdia para com os que sofrem, vivem em comunhão com a igreja apesar dos problemas, incoerências e apesar das coisas que não concorda. E como vimos nos exemplos, pelo Reino, as pessoas se entregam totalmente a Causa de Deus a ponto de até morrerem por isso.

Creio que um cristão sério não seria leviano de pensar que seguir a Cristo e vivenciar os valores do Reino não exija um grande preço a pagar, uma renuncia, uma descentralização do ego, um esforço, uma dedicação, um sofrimento, uma vida. Como diz Bonhoeffer, “não poderia ser barato para nós o que para Deus custou tão caro”. E você tem o coração no Reino ou o seu cristianismo é só discurso?!

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

AMOR VS LUXÚRIA

O amor é diferente do sexo, apesar de os dois também terem relações um com o outro. Falando em amor de forma mais ampla, podemos entender que o amor não é somente romântico, entre casais, mas existem muitos tipos de amor. Amor entre familiares, amigos, pela natureza e até mesmo por objetos (não recomendável).

Mas quando falamos neste amor romântico, entre casais apaixonados, a questão sexual é quase intrínseca. O sexo cada vez mais tem ganhado uma importância nestas relações que não se tinha tanto no passado.

O sexo tem tido tanta ênfase nesta sociedade líquida (ou pós-moderna), que a liberdade sexual tem sido aceita por muitas pessoas e quase de maneira ilimitada. Parece que não existem mais limites para as opções sexuais que cada ser humano livre pode ter. Tem países até discutindo a liberação da pedofilia.

Mas quando falamos em liberdade sexual a questão da luxúria também ganha relevância, pois era algo que se tinha como tabu e  apesar de ser considerado por alguns como um pecado capital, já se tem não apenas discutido, mas muitos vivem essa realidade.

A luxúria é um desejo muito forte pelo corpo, seja o próprio ou de outrem, que se pode manifestar muitas vezes de forma sexual e é uma necessidade na pessoa que é quase incontrolável. Com a liberdade sexual exacerbada, a luxúria se tornou possível e quase que politicamente correta. A filosofia coletiva diz: cada um faz do corpo o que bem quiser e ninguém tem nada com isso.

Tornou-se comum na nossa sociedade as pessoas terem vários parceiros sexuais sem compromisso com nenhum deles. Muitos fazem sexo simplesmente porque tiveram vontade de fazer sem entenderem as consequências. Isto também é luxúria, pois o único motivo de terem relação sexual foi o desejo e nada mais.

Não sou contra a liberdade, sou a favor dela e por isso entendo que é ruim se entregar aos escravizantes desejos sexuais sem uma reflexão mais profunda sobre o assunto.

Temos que tomar cuidado com alguns valores da cultura que nos fazem viver a vida de maneira distraída sem perceber os riscos de algumas práticas que fazem mal para a pessoa—indivíduo e pessoa-sociedade.

O amor vai na contramão da luxúria. Ela sempre considera o outro antes de si mesmo e respeita os limites do outro e de si.

Faça amor, não faça luxúria!

“É a luxúria, nascida dentre a paixão, que se transforma em ira quando insatisfeita. A luxúria é insaciável, e é um grande demônio. Conheça-a como o inimigo.” (Krishna em Bhagavad Gita 3.37)

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

VIDA, MAIS VIDA E MAIS VIDA AINDA

As palavras: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham com plenitude”. (João 10:10b) são do Senhor Jesus. Palavras fortes e que penetram na profundidade do coração. Jesus, nessas palavras, mostra uma de suas vocações ao vir ao mundo – trazer vida. Por isso concordo com Caio Fábio quando diz que só pode ser chamado de vida aquele existir que brota e emana de Cristo. Pensemos um pouco nessas coisas…

É fato que se uma das vocações – e porque não dizer –  a vocação de Jesus de Nazaré era trazer a vida, isso significa que cada um de nós é chamado a usufruir dessa vida que Ele dá. Para que você não confunda a vida que brota de Cristo com qualquer tipo de vivência ou existência passarei a denominá-la de VIDA. Infelizmente, muitos que se dizem seguidores de Cristo não têm bebido dessa VIDA. Ou melhor, não têm optado por essa VIDA. Têm seguido por outros caminhos, que na verdade são descaminhos. Preferem construir a sua própria vida, com suas próprias forças, métodos e religião, e vivem, assim, do jeito que bem entendem. Eles se esqueceram das palavras do apóstolo do amor: “Nele (Cristo) estava a VIDA”. Eles foram engolidos pelas circunstâncias da existência, desistiram de sorrir em meio ao peso de se viver – que é uma realidade, como o próprio Jesus já havia dito: “No mundo tereis aflições” (João 16.33). Mas mesmo assim, as palavras de Cristo ecoam até nós: “Eu vim para que tenham VIDA”.

Jesus quando pisou nesta terra – lá no século primeiro – veio em meio a circunstâncias difíceis, nasceu num lugar de miséria e sofrimento, opressão por todos os lados, pressão do governo romano – governo por sinal sanguinário, e uma religião ultra-mega-plus-ortodoxa-fundamentalista que pouco ou nenhum compromisso tinha com a VIDA. Mas apesar de tudo isso, através de seus ensinamentos, de suas opções, suas experiências, Jesus transmitia VIDA por onde passava, com quem se encontrava. O cego de nascença pôde exultar dizendo: “não sei quem Ele era, só sei que eu era cego e agora eu vejo”(João 9.25). O cobrador de impostos Zaqueu teve toda sua vida confrontada pela VIDA, e mediante disso, vibrou e falou: “Senhor, darei aos pobres metade dos meus bens, e se prejudiquei alguém em alguma coisa, eu lhes restituirei quatro vezes mais” (Lucas 19.8). No encontro existencial com a VIDA Pedro disse: para quem iremos nós, Senhor, só tu tens as palavras de VIDA eterna” (João 6.68). Caio Fábio, indo na mesma linha dos exemplos bíblicos, acertou em cheio quando disse que seguir Jesus é o mais fascinante projeto de VIDA.

Eu concordo e aceito a frase de João Guimarães Rosa que viver é um negócio muito perigoso, e é mesmo; eu sei que somos frágeis, limitados, vulneráveis, e somos mesmo. Eu sei que vivemos em cidades cheias de violência, maldade, e toda sorte de injustiça e vivemos mesmo; eu sei que estamos sujeitos a doenças, a perda dos entes queridos, ao esfriamento da fé e da esperança e estamos mesmo; eu sei que o relacionamento conjugal pode passar por invernos rigorosos, que o relacionamento com os filhos pode se tornar frio e complicado, eu sei que a convivência e a vivência na igreja pode se tornar rotineira e alienada da realidade, eu sei de tudo isso. Contudo, eu sei também que Jesus disse: que veio para que trazer VIDA, e VIDA com plenitude. E sei ainda que dar VIDA, fazer com que nasça uma esperança em meio ao caos, renovar a fé, doar força na fraqueza, trazer beleza aos relacionamentos, iluminar quem está nas trevas e fazer com que vida seja VIDA são especialidades de Jesus Cristo. Ante o que foi exposto até agora, faz-se necessário fazer uma opção, a opção pela VIDA. Opção pela VIDA em plenitude.

Que todos nós, hoje, em humildade, acheguemo-nos ao trono da graça e de bondade, e peçamos agora, somente uma coisa, nada mais – VIDA em plenitude. Oremos então:Senhor Jesus, o Senhor é o dono da VIDA, e só pode ser chamado de vida a VIDA que vem do Senhor. A nós pecadores, a nós sofredores, a nós indignados com a injustiça e a maldade do mundo que construímos, a nós limitados, a nós vulneráveis, instáveis, inconstantes derrame, por misericórdia, da tua VIDA em plenitude para que o nosso coração se encha de alegria e força para enfrentar os desafios que nos são propostos a cada dia, e que assim, o nosso existir possa valer a pena, e que então, sejamos canais dessa VIDA para que ela alcance aqueles que nos rodeiam. Amém.

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

GENEROSIDADE VS DINHEIRO

Muitos são os ídolos da nação brasileira
e alguns deles também os são do mundo
a vida destes falsos nunca é verdadeira
promessas rasas e o engano vai fundo

o dinheiro tem sido um ídolo presente
que não vale todo o valor que têm
muitas vezes compra o consciente
e vende a razão que fica aquém

o problema não é o dinheiro em si
mas o amor que se têm por ele
a ganância flerta e alguém a ela sorri
e a generosidade sem espaço nele

o acúmulo é inimigo da generosidade
mas amigo da injustiça e da riqueza
quem reparte promove a dignidade
quem retém contamina a avareza

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

ESPIRITUALIDADE VS RELIGIÃO

No início deste terceiro milênio muito tem se falado de espiritualidade e religião. E ao mesmo tempo com visões totalmente antagônicas entre os dois termos. Aceita-se muito bem qualquer tipo de espiritualidade mas a rejeição à religião é notória.

Mas existe diferença entre estes dois conceitos ? Não temos a pretensão de analisar etimologicamente estas palavras, mas queremos perceber como a nossa sociedade enxerga estes conceitos.

Vivemos em uma geração que preza muito pela liberdade e com isto aceita qualquer tipo de espiritualidade. Seja ela Cristã ou espírita, ocidental ou oriental, intelectual ou mística, com gnomo ou chá alucinógeno. Como geralmente escolhe-se um tipo de espiritualidade fazendo o que “o coração mandar”, não se tem uma reflexão sobre o que se entende de espiritualidade.

Muitas vezes não consegue perceber contradições entre os tipos de espiritualidade por falta de pesquisa e segue qualquer conceito espiritual baseado se faz bem ou não pra si próprio. Por exemplo, tem alguns que escolhem uma espiritualidade com conceito espiritual que acredita que não há reencarnação e consegue juntar com outra espiritualidade que acredita que exista. Não percebe que não faz sentido crer em um conceito que se contradizem.

Portanto, precisamos de uma fonte sólida e segura sobre espiritualidade para que possamos seguir o Deus verdeiro de uma forma verdadeira. A religião não é capaz de nos oferecer mas somente o deus verdadeiro.

fale com Ele!

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.