Vasos de barro

“Porém nós que temos esse tesouro espiritual somos como vasos de barro para que fique claro que o poder supremo pertence a Deus e não a nós.” – 2 Coríntios 4.7

Hoje em dia percebemos muitas pessoas que não querem ser vasos de barro, mas de porcelana, de ouro e etc.

Quando entregamos nossa vida a Jesus, Deus nos enche com o Espírito Santo, e Deus pode nos moldar de acordo como Ele quer. O desafio é manter a nossa vida sensível, para que Deus possa continuar nos moldando, nos tornando vasos maleáveis à ação Dele.
Corações duros não podem ser moldados.

Os resultados do caráter de um Cristão começam a ser notados por todos que veem aquele “vaso”. Na sua maneira de tratar as pessoas, em como se trabalha, as coisas que fala, como age e etc. O mundo está sedento por amor e por pessoas de bom caráter e que invistam em gente, que as amem, que se preocupem com elas. E quando se
percebe que as pessoas notaram a diferença em um Cristão, é bom sabermos quem é que faz o vaso ser tão notado. Dar o valor a quem realmente fez algo por nós e não nos iludirmos que somos capazes de só por nós sermos melhores.

Se um vaso é bonito e quer aparecer, ele vai viver de aparência e servir de enfeite. Mas se ele é de barro e reconhece isto humildemente, o seu valor não vai ser de aparecer e de ser um mero enfeite. Mas de ser um vaso útil, onde possa servir a todos que precisem dele. Muitas são as pessoas que vivem das aparências. Não tem dinheiro pra comprar um carro, mas financiam um carro caríssimo em centenas prestações para ter algo do que mostrar de bom para os outros, já que sua vida é vazia e não tem nada de bom para oferecer.

Alguns tentam encher a si mesmos (vasos) com dinheiro, bons empregos, cursos superiores e outros ainda com bebida, drogas e etc. O vaso até que está cheio, mas o que se tem nele não traz benefício nem pra si e nem pra quem está ao seu redor. E nada
consegue fazer com que aquele vaso fique satisfeito e que as outras pessoas deem um valor especial a ele.

Mas quando se enche de Jesus, o vaso se torna útil para todas as pessoas que se tem contato. Pois Jesus é o tesouro maior que alguém pode ter. Ele não prejudica o vaso, ao contrário, ele faz com que o vaso se torne a cada dia alguém muito especial. E ainda se torna útil a todos os que o cercam com seu modo de tratar, falar, agir, amar e etc.

Mas também não adianta sermos vasos de barro e acharmos que somos de porcelana. Vaso falsificado pode ser descoberto.

A vida de todos que servem a Jesus Cristo deve ser como um vaso de barro humilde e aparentemente sem valor, mas com Jesus “dentro” que torna o vaso o bem mais precioso para os céus e para a humanidade. É o maior bem que se pode ter.

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

Sofrimento + Disciplina = Discípulo de Cristo

A Bíblia contém exortações aos Cristãos para se conscientizarem do sofrimento que sofreriam como discípulos e da disciplina que Deus aplica àqueles que ama e disponibilizam suas vidas para a ação de Deus.

A Palavra de Deus trata de perseverança, de prosseguir a caminhada Cristã tendo como alvo Jesus Cristo e seu sofrimento que Ele mesmo aceitou ainda que tivesse sido lhe proposto por alguns, alegria.

Jesus já sabia que todos os seus discípulos iriam passar por sofrimentos durante toda a história da igreja. Por isso mesmo, Ele abre mão da sua glória, vem como ser humano e através de muitos sofrimentos, suporta e deixa muitos conselhos para seu povo não temer e suportarem as dores.

A resposta natural que o mundo e os seus valores dão para testemunhas de Cristo é o ódio. Jesus sabe disso e as Escrituras relembram aos leitores sobre a resistência de Jesus ao sofrimento.

Jesus não pode poupar seus discípulos do sofrimento, mas promete estar com os seus todos os dias até o fim dos tempos. E a presença confortante de Jesus é o suficiente para qualquer pessoa ter forcas para suportar os sofrimentos.

Através dos sofrimentos, os Cristãos podem viver parte do que o próprio Deus sofreu quando esteve em forma humana em Jesus Cristo, e assim podem ser testemunhas muito mais conscientes de toda a obra do Salvador.

Somente através do sofrimento podem ser moldados em um servo de Jesus algumas características morais e de caráter que nenhuma outra situação poderia desenvolver.

Quando o sofrimento vem de Deus pode ser como uma disciplina, correção ou simplesmente para aperfeiçoamento de Deus para os seus filhos. É algo como parte imprescindível para a preparação dos filhos de Deus para fazerem parte da família divina.

A disciplina de Deus e a aceitação desta correção por parte dos filhos, gera uma prova de que são verdadeiramente filhos do Pai.

A disciplina aplicada por Deus produz uma fonte consistente de caráter no Cristão e seus resultados poderão ser percebidos a cada ato de perseverança daqueles que permanecem em Deus.

Com a prova que os membros desta família têm dos seus antepassados que sofreram e foram grandes homens e mulheres fiéis a Deus, e também graças aos seus próprios frutos em suas vidas, isso tudo faz com que seja mais possível suportar o sofrimento permitido pelo Senhor.

Esta disciplina faz parte do desenvolvimento da santidade nos filhos, que é um dos atributos de Deus. Cristo deixa o seu exemplo maior de uma vida perfeita em santidade e de comunhão com o Pai, e com isso espera que os seus amigos (e não mais servos) sigam a sua missão e produzam frutos que permaneçam.

Este processo é uma necessidade que o Cristão tem para que os seus caminhos sejam perseverantes e resistentes na jornada que
terá por toda a vida com Jesus.

A dor que não obstante, não faz com que o servo desista ou desanime, mas produz um grande bem no resultado final do processo.

Quando o filho entende este processo necessário, ele suporta com alegria, com a certeza dos benefícios que trará para a sua vida e para o reino de Deus. Mesmo que a alegria seja uma reação contrária ao comportamento normal do ser humano em meio ao sofrimento como disciplina de Deus.

Com isso, a pessoa pode ajudar ao irmão que passa pelo mesmo acontecimento necessário, pois a situação é real em sua vida. Aquele que tem mais dificuldade pode se apoiar e ser auxiliado por aquele que resistiu e reagiu melhor ao sofrimento.

Todo este sofrimento serve para os Cristãos se firmarem nos caminhos de Cristo e aqueles que não estão firmes tem os motivos corretos para voltarem e se firmarem.

Mesmo aqueles que estão com dificuldades em suas vidas que influencia na caminhada, podem se firmarem neste princípio bíblico, o sofrimento.

O sofrimento serve para o aperfeiçoamento dos santos da Igreja de Jesus Cristo.

BIBLIOGRAFIA:

– BOYD, Frank M. – Comentário do novo testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

– CARSON, D.A. , MOO, Douglas J. , MORRIS, Leon – Introdução ao Novo testamento. São Paulo: VIDA NOVA, 1997.

– Ministérios RBC – Sofrimento: Por que Deus o permite?. Michigan/USA: RBC Ministries, 2007.

– JEREMIAS, Joachim – Teologia do novo testamento. São Paulo: PAULUS, 2004.

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

Sociedade da imagem

A sociedade deste início do século XXI tem dado muito valor à imagem e àquilo que é visível sem se importar muitas vezes com a profundidade e verdade das coisas.

Por exemplo, já ouvi muitos amigos meus falarem:

– Ela(e) pode me trair desde que eu não descubra, porque se eu ficar sabendo…

A verdade para muitos é algo irrelevante e não percebem o mal que há em não valorizar a verdade.

Quantos casos conhecemos de pessoas que não têm condições de comprarem um carro de luxo, mas que se enforcam em dívidas e parcelas a perderem de vista para alimentarem um status visual de que têm dinheiro ?

Precisamos dar valor à verdade das coisas e das pessoas. O
julgamento precipitado que fazemos de alguém, pode-nos levar a nos envolver em
relacionamentos e descobrir depois que ele ou ela não era nada daquilo que
parecia ser.

Quando buscamos ser verdadeiros em quem somos e reconhecemos os nossos erros e limitações, conseguimos dar mais valor às pessoas entendendo que elas também são iguais a nós. A mudança precisa começar em nós.

Quando a verdade é valorizada, o supérfluo perde importância e podemos aproveitar o “supra sumo” da realidade, de verdade.

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Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

É proibido proibir

Às vezes a igreja de Cristo se preocupa com coisas tão banais que até teria sentido se não houvesse tantas outras questões mais importantes na frente.

Muitas igrejas proíbem coisas que a Bíblia não cita e nem contrariam princípios que ela nos deixa. Assim como faziam muitos dos fariseus
na época de Jesus.

Tem coisas que achamos que é pecado não por causa do que a Bíblia diz, mas por causa da nossa tradição, da nossa cultura e dos valores éticos e morais que nós mesmos definimos. Muitas vezes acontece de nós usarmos a bíblia para basear nossas idéias e pensamentos.

Temos que nos preocupar com a roupa que vestimos sim, de não escandalizarmos os nossos irmãos, mas muito mais em amar ao próximo, em ser educado com as pessoas, em ser amável e dócil, ver a necessidade do outro e de estarmos à disposição de servir as pessoas. Roupa, televisão, se bate palma no culto ou não na igreja,
tudo isto é “merreca doutrinária”. Tem muita coisa que deve nos
ocupar a mente e o coração, mas desde que venha de Deus.

Tudo vai de intenção do coração também. Podemos usar certo tipo de roupa por que gostamos dela e a achamos bonita. Outra pessoa pode usar porque é sensual e vai provocar um “desejo” no sexo oposto e vai chamar a atenção das pessoas. Outra ainda pode gostar da roupa e achar que não tem problema algum, mas mesmo assim
abrir mão de usá-la para não escandalizar o próximo.

E como o coração é enganoso, nós também podemos achar que estamos fazendo uma coisa por um motivo Cristão, mas na verdade, lá no fundo nem percebemos que na verdade fazemos por um motivo que nem nos agrada muito. Por isso também a dificuldade
em julgar o outro sem saber da sua motivação.

O Cristão precisa estar em constante processo de transformação da mente e coração. “… ser esta metamorfose ambulante” (Raul Seixas).

Sempre passamos por situações em que a nossa imagem já tem certa definição na cabeça das pessoas. Quando passa certo tempo de convivência com as pessoas, elas te rotulam de tal forma que depois quando mudamos, isso não é muito bem aceito, por acharem que estamos corrompendo nossos valores.

Continue prestando atenção no que as pessoas dizem ao seu respeito, mas não deixe se mudar pelos motivos dela, mas pelos seus motivos baseados em Cristo.

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