Geração Ema Ema

 

Sempre ouvimos nossos pais, avós e pessoas mais velhas nos contarem sobre suas saudosas épocas de jovens e como antigamente a geração era diferente. Ouvimos que a violência era menor, os crimes menos bárbaros e ficamos com a impressão que os tempos já foram melhores.

Creio que em certos aspectos realmente outras gerações tiveram pessoas com outros tipos de atitude e até mesmo de pensamentos que foram mais solidárias umas com as outras. Mas também concordo que na época que vivemos temos muitos traços de melhoria em algumas coisas produzidas pelos seres humanos como por exemplo, a tecnologia.

Mas nesta geração pós moderna tenho percebido algo que tem me incomodado muito e feito refletir sobre a minha vida: o individualismo, que é marca tão presente da nossa geração.

Assistindo a um reality show na TV, vi um programa onde dois
participantes, um homem e uma mulher, cumpriam tarefas designadas por mediador que juntos deviam se ajudar para alcançar os objetivos traçados. Durante todo o jogo os dois se ajudavam e dependiam um do outro para realizar as tarefas propostas. Mas na última prova eles teriam que realizá-la sozinhos, ou seja, separadamente, no melhor estilo “cada um por si”. Quem realizasse a prova primeiro teria direito de ficar com todo o prêmio e se quisesse poderia dar metade para o parceiro. O rapaz realizou a prova primeiro que a menina e teve a oportunidade de decidir se ficaria com todo o dinheiro ou dividiria com sua parceira. Depois de pensar e conversar com a moça, ele decidiu ficar com todo o dinheiro sem dividir com a parceira que o ajudou durante a maior parte da prova.

Este fato real nos mostra um pouco que esta geração é individualista. Vivemos uma época em que cada um deve cuidar da sua vida e não se meter na vida dos outros. Isto trouxe consigo um egoísmo desenfreado, onde apenas importa o que você pensa e quer, sem levar em consideração o outro.

Isto influência em todo nosso cotidiano e nas nossas relações, pois
iremos conviver com as pessoas com este sentimento egoísta e não conseguimos amar, respeitar e cuidar uns dos outros.

Concordo que “se meter” na vida alheia com a intenção errada é
prejudicial tanto quanto, mas não se envolver com as pessoas por preferir atender somente as necessidades próprias fez que tivéssemos uma geração que se isola e não tem verdadeiros casamentos, amizades e família.

Mas o que mais me preocupa é que muitos não percebem isto e quando se fala no assunto a resposta geralmente é: “Ema,
ema, ema, cada um com o seu problema”.

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

Ressurreição: Vitória de Cristo, Vitória da Vida

Falar sobre Páscoa é falar sobre a morte e ressurreição de Cristo. Contudo, o significado da Páscoa está atrelado ao que aconteceu com o povo de Israel no dia da sua libertação do cativeiro do Egito. Isto pode ser lido em Êxodo 12. Quando fazemos esta ponte com o A.T. o sentido da Páscoa, nossa Páscoa cristã, fica enriquecido.

Na refeição da Páscoa um animal do rebanho, macho de um ano (carneiro ou cabrito) foi sacrificado e assado. Os israelitas comeram com “lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão” (Êxodo 12.11), ou seja, prontos para uma viagem imediata. Além disso, um pouco de sangue do sacrifício foi colocado nos umbrais das portas das casas dos israelitas para que seus primogênitos fossem
poupados.

O decreto de Deus para seu povo foi: “Este dia será um memorial
que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao Senhor.
Celebrem-no como decreto perpétuo”
(Êxodo 12.14). Assim sendo, falar de Páscoa significa falar de libertação, e dizer que Deus atuou poderosamente e salvou seu povo da escravidão.

Jesus viveu e morreu para servir e honrar a Deus. Sua morte na cruz é a grande demonstração de obediência ao Pai, serviço abnegado aos homens e amor ao Reino. Ele assumiu na cruz o lugar que era de
cada ser humano, ele na cruz se tornou o próprio e definitivo Cordeiro Pascal.  Portanto, falar sobre Páscoa é falar do
Cordeiro de Deus que foi morto pelos pecados da humanidade (João 1.29), mas que ressuscitou em poder, e glória demonstrando vitória sobre a morte (I Coríntios 15.54-57), reivindicando-o como justo (João 16.10), identificando e ratificando sua identidade divina (Romanos 1.4). Louvado seja Deus! A Páscoa é sim uma
festa cristã, e nela celebramos a vida que emana de Cristo Jesus.

Que maravilhoso poder dizer em alto e bom som: Jesus venceu a morte, portanto, é o Senhor da vida. Como Senhor da vida, tem autoridade plena para afirmar: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá, e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente” (João 11.25 e 26). O apóstolo Paulo tinha
plena convicção que Cristo era o Senhor da vida, por isso ficava desesperado por saber que muitos não estavam dando crédito a ressurreição de Jesus, e seguindo essa linha de pensamento só poderia haver uma conclusão: “Se mortos não ressuscitam (inclusive Cristo), comamos e bebamos que amanhã morreremos” (I Coríntios 15.32). Ou seja, sem a ressurreição de Cristo, a vida perde todo o seu sentido, toda a sua beleza, toda a sua esperança, todo o seu brilho. Não se deixe enganar, meu caro irmão e irmã: Cristo está vivo!
Plenamente vivo! Está à direita de Deus e intercede por nós. Note e anote: falar de Cristo como Senhor e dono da vida está intrinsecamente ligado a falar de Cristo como ressurreto.

Que alegria! Cristo ressuscitou! Sua ressurreição enche meu coração de esperança: posso pensar na morte e compreender que ela não é o fim, visto que Cristo é a ressurreição e a vida. Por isso a cada dia tomo a decisão de seguir a Jesus: porque Ele despeja
vida na minha vida, dele sobeja graça, salvação, libertação e esperança, Ele é o príncipe da paz, em seus braços há consolo e refrigério. Nele, somente nele há vida abundante, isto é, vida divina, na minha e na sua vida. Nas palavras do pastor Ed René Kivitz: “Seguir a Jesus Cristo é colocar os pés na rota da vida eterna. Vida com
qualidade divina, que não se esgota nos limites do corpo mortal, mas se
plenifica no corpo da ressurreição, quando o mortal se reveste de imortalidade e o corruptí­vel de incorruptibilidade
”.

Quando alguém lhe perguntar sobre o significado da Páscoa, diga assim: Páscoa é a festa que celebra a intervenção de Deus na história para trazer libertação aos seres humanos. Usando as palavras do apóstolo do amor: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha vida eterna”. Páscoa é abraçar com todo o coração o
mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Páscoa é se prostrar diante do Deus libertador, salvador, gracioso e benevolente. Páscoa é trazer a memória que o maior medo do ser humano, a morte, não é o fim, porque Cristo ressuscitou. Páscoa é dizer com o apóstolo Paulo: “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte o seu aguilhão? Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Coríntios 15.55 e 57). Páscoa é a vida de Deus fluindo do seu trono de graça e chegando até nós através da obra
remidora e redentora de Cristo na cruz. Acho que não é preciso dizer mais nada.

Soli Deo Gloria.

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

FEMINISMO E MACHISMO

Uma opinião pessoal sobre o assunto e da propaganda da Bombril.

A Bombril criou uma série de propagandas aonde algumas mulheres famosas (Dani Calabresa, Ivete Sangalo, Marisa Orth e Mônica Iozzi) falam da revolução feminina em conexão com a história da Bombril.

Vi esta propaganda como uma afronta aos homens e à figura Masculina. Como disse Ricardo Agreste sobre estas mesmas propagandas, é apenas uma continuação de um conceito que já vem pelo menos a 20 anos tentando desconstruir a imagem do pai, esposo e do homem em geral na sociedade.

Como a propaganda foi feita com o recurso do humor, muitos não perceberam a mensagem que ela tenta passar e outros ainda acham que é algo inocente e que não deveríamos nos preocupar com
ela.

Cerca de 300 homens entraram com um processo na Conar (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária) contra esta propaganda, mas a ideia do politicamente correto quanto ao feminismo radical está tão enraizado, que este processo foi
arquivado.

Se a propaganda fosse de homens denegrindo a imagem das mulheres, insultando-as de serviçais, cachorras e etc, tenho certeza que muitas mulheres ficariam ofendidas (e com razão). Mas com a benéfica revolução das mulheres nos últimos anos, com a sua merecida saída para o mercado de trabalho e com o início de uma justa igualdade entre os sexos, infelizmente perdeu-se o respeito pelos homens e pela figura masculina.

Longe de aqui ter um moralismo sobre este assunto, tenho a impressão que muitas mulheres não querem mais terem igualdade com os homens, mas que agora querem ser superiores, assim como alguns machistas fizeram no passado. Tanto o machismo quanto o feminismo exacerbado são repugnantes e causam a destruição da sociedade. O ideal são ambos os sexos terem respeitabilidade igualitária de suas funções na sociedade e família.

A propaganda da Bombril é uma ofensa sutil à figura do homem e uma grotesca masculinização das mulheres. O conceito que esta propaganda transmite é que para uma mulher conseguir respeito
na sociedade e na família ela precisa parecer um homem. Ela tem que falar alto, grosso, bater na mesa e insultar o sexo oposto (o que não deveria caracterizar um homem).

Esta foi uma atitude por muitos anos de homens machistas que estragaram (e alguns ainda estragam) por muito tempo a nossa sociedade e a família e que agora algumas mulheres estão tendo a
mesma atitude. Ser mulher não é isso. A mulher é delicada e cativante e o homem não deveria ser visto como um bruto, mas como uma figura de igual respeito como as mulheres.

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

O Evangelho da crise

Certamente a igreja de Cristo precisa de um despertamento urgente. Como disse Jesus, “os campos estão brancos para acolheita”, ademais o sofrimento no mundo é gigantesco e em muito de nossos templos, supostamente cristãos, estão discutindo, há anos, sobre o sexo dos anjos. O chamado divino para ser sal e luz no mundo tem sido esquecido ou tratado levianamente. O despertamento, tão necessário, só acontecerá quando todos nós nos voltarmos para o Senhor Deus com todo nosso coração, alma, força, vontade e entendimento. Imaginemos que nós fossemos passar por uma prova surpresa exatamente agora. A prova teria 6 questões. E as perguntas seriam: Será que nós, como igreja, temos aprendido: A pensar de forma precisa?! A se comportar eticamente?! A pregar apaixonadamente?! A cantar alegremente?! A orar honestamente?! E a obedecer fielmente?!

Fica aí as perguntas para cada um fazer sua autoavaliação. Impulsionado por esses questionamentos, enfatizo que não é possível pensar num relacionamento profundo com Deus, sem passar pela compreensão e vivencia do Evangelho de Jesus de Nazaré. Infelizmente, muitos crentes pensam que Evangelho é a mensagem que tem que ser pregada somente para os não convertidos, mas isso não é verdade, isso não é verdade mesmo; o
Evangelho não é só para iniciantes na fé, como diz Tim Keller, “ele não é o ‘ABC’ da vida cristã, ele é o de ‘A à Z’ da vida cristã”. E a igreja não só precisa compreender o Evangelho com profundidade, mas precisa viver de acordo com ele. Ou seja, o Evangelho é um desafio constante para igreja do Senhor, e a Bíblia nos mostra, em muitos exemplos, que muitas igrejas se afastaram do Evangelho de Deus. Por isso precisamos vigiar e orar para não transformarmos a mensagem radical de Jesus numa água com açúcar que não faz diferença na vida de ninguém.

Por isso gostaria de pensar sobre o Evangelho da Crise. E o objetivo deste texto é que compreendamos que Evangelho de Jesus toca, questiona e transforma nossa vida em todas as dimensões, pois
não há nenhuma área da vida humana que Cristo não queira exercer seu Senhorio. 

Definindo a palavra crise

É comum ouvirmos a palavra crise, principalmente nos dias atuais em nosso país e em muitos países da América Latina. E geralmente a ideia que se tem de crise é pejorativa. Segundo Leonardo Boff no livro – Crise: oportunidade de crescimento – crise, etimologicamente, pode significar “desembaraçar” ou “purificar”. A crise age como um crisol (elemento químico) que purifica o ouro ou a prata das impurezas, acrisola (purifica, limpa) dos elementos que se incrustaram e podem comprometer a substância. Crise, neste sentido, purificar para manter o cerne, a essência. De crise vem ainda a palavra critério que é a medida pela qual se pode julgar e
distinguir o autêntico do inautêntico, o bom do mau. A crise é uma
descontinuidade e uma perturbação dentro da normalidade da vida provocada pelo esgotamento das possibilidades de crescimento de um arranjo existencial. A crise acontece quando os modelos existenciais pré- estabelecidos já não dão mais conta da realidade. Os paradigmas estão caducos. Daí vem a crise. Que gera
uma perturbação no sistema para transformá-lo.

Às vezes, Deus faz isso conosco. O vento dele sopra, faz uma bagunça na nossa vida para colocar as coisas no devido lugar. O sofrimento é algo que Deus pode usar neste sentido.

O sistema capitalista como se apresenta hoje já mostra sinais de desgaste. É por isso que existem tantas crises. Este modelo de consumo ad infinitum não vai resistir por muito tempo. As escolas, com seu modelo de ensino tradicionalista não dão conta das demandas de hoje. Poderíamos ainda citar o modelo político de nosso país e sistema carcerário. As próprias igrejas têm passado por crises porque seus paradigmas já não dão conta da complexidade da pós-modernidade.

Mas o Evangelho de Jesus não envelhece nunca e sempre traz a Boa Notícia de Deus aos homens e mulheres de todos os tempos, de todos os lugares e de todas as culturas.

O Evangelho da Crise

Usamos a expressão o Evangelho da Crise porque o Evangelho de Jesus, sua mensagem transformadora de salvação que afirma que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, provoca crise. O Evangelho de Jesus é um incomodo para todos os sistemas inclusive para os sistemas religiosos. Exemplifiquemos rapidamente, pensando em modelos e estruturas que haviam no tempo de Jesus: Jesus gera crise no modelo fariseu da vida. Eles pregavam, como
preparação para a estourar do reino, a estrita observância da lei. Abordavam a realidade com categorias preconcebidas e moralizantes: justo e injusto, piedoso e ímpio, próximo e não próximo. Jesus, provoca este sistema ao afirmar que as
pessoas não são aceitas por Deus com base em méritos e prática da lei mosaica e da tradição da religião. Parafraseando Paulo Brabo: “Jesus Cristo era considerado pelos religiosos de sua época um judeu desaforado, por pregar que as pessoas eram aceitar por Deus com base em seu próprio cavalheirismo e graciosidade, mediante ao sacrifício de Jesus”. E não no cumprimento das regras da tradição.

Jesus gera ainda crise na modelo de vida dos essênios. Os essênios eram uma comunidade de monges de grande rigorismo, vivendo nos mosteiros de Qunran, perto do Mar Morto. Conforme os manuscritos descobertos em 1948, eles excluíam do reino todo aleijado das mãos, dos pés, cego, surdo, mudo ou portador de
qualquer mácula. Cristo, pelo contrário, convida a participar na ceia do Reino os pobres, aleijados, cegos e coxos. “O servo voltou e contou tudo a seu senhor. Então, indignado, o dono da casa disse ao servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos.” (Lucas 14.21) Entre os essênios ainda reinava a mais rigorosa ordem hierárquica sob a alta direção sacerdotal. Em vez de hierarquia Cristo ensina a
hierodulia (serviço sagrado): Aquele que quiser ser maior seja o servidor, e aquele que quiser ser o primeiro seja escravo de todos (Mc 10.43 e 44). Os exemplos são muitos: herodianos, saduceus etc. Jesus gerou crise em todos estes grupos.

É tempo, portanto, de servirmos ao Senhor de verdade, com alma e integridade, sem querermos perverter sua mensagem só para ficarmos numa zona de conforto com a consciência alienadamente
tranquila. Se o Evangelho não tem gerado crises em nossos sistemas e paradigmas de vida é porque certamente o evangelho que afirmamos crer está desalinhado e desajustado com aquela mensagem que saiu da boca de Jesus. Um evangelho falsificado não
terá condições e forças para transformar o coração humano, muito menos para fazer diferença na sociedade. Deus tenha misericórdia de nós!

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Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

EU ACREDITO EM HERÓI

 

O que você espera de um herói? Que ele salve muitas pessoas dos perigos? Que derrote inimigos fortes que querem destruir o mundo?

Talvez um herói pra você seja aquela pessoa real que já te salvou de muitos problemas que você se meteu. Que lhe estendeu a mão quando você mais precisava. Ou até mesmo salvou a sua vida de uma maneira fantástica e realmente heróica.

Nós temos uma imagem pronta de como um herói deve ser. Influência da TV, da internet, dos quadrinhos, da nossa própria imaginação, de histórias que ouvimos e etc.

Mas um herói é basicamente alguém que salva outras ou mais pessoas. Mas qual é o nosso grande perigo?

Podemos achar que o maior perigo que corremos é a violência das grandes cidades, as doenças que podem nos matar, de acidentes que podemos sofrer, de relacionamentos mal resolvidos que podem nos magoar…

Mas eu creio que o maior perigo que sofremos é de não saber a razão da vida. Por que nascemos? Para onde vamos? Estas sim são perguntas que ecoam no mais íntimo ser de cada pessoa. Perguntas que não querem calar, que nos fazem pensar, que nos fazem perder o sono. Será que existe uma resposta? Será que queremos saber
a resposta?

A resposta sempre vai ser: JESUS

Mas por que não enxergamos que Jesus é a resposta pra nossa vida para estas perguntas? Por causa do pecado. O pecado nos cega e não faz com que enxerguemos o que Jesus fez e faz por todos aqueles que aceitam o sacrifício dEle na cruz pra nos salvar do maior problema de todos que a humanidade em toda a história já teve:
o pecado.

Se você ainda não acredita nisto, fale com Deus e peça para Ele mostrar a você se isto é verdade. Se realmente JESUS é tudo aquilo que a Bíblia fala.

Leia a Bíblia crendo que ela é a palavra de Deus e que através dela você vai encontrar a razão por qual existimos e pra onde iremos quando morrer. Esta segurança, certeza e esperança somente Jesus através da sua palavra pode nos dar.

E assim você conhecerá o maior herói de todos os tempos. Aquele que nos salvou do maior perigo que o ser humano pode ter. Aquele que não dorme para cuidar daqueles que Ele ama: JESUS CRISTO!

É por causa dEle que eu acredito em herói!

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Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.