DESU PODE LIDAR COM O NOSSO PROBLEMA

É impressionante como temos  dificuldades em lidar com os nossos problemas. Às vezes até conseguimos lidar com algumas dificuldades que pra nós não são tão preocupantes assim, mas
aquelas situações em que temos limitações, que são os nossos “calcanhares de Aquiles”, estes nós passamos por grandes aflições enquanto aquilo não se resolve.

Como cada pessoa é diferente, um problema que pra mim é muito complicado de lidar, para outra pessoa pode ser mais fácil e vice-versa. Aí vai depender das nossas experiências anteriores, pois elas nos fazem “calejar” e vai criando em nós uma “casca” de proteção e
assim podemos passar mais facilmente por esta situação difícil. Mas também pode acontecer de não nos acostumarmos com algumas coisas e ser um interminável tormento em nossa vida.

Isto também é realidade quando lidamos com os problemas de outras pessoas. Quando elas nos confiam suas vidas (ou parte delas) para que possamos ajudar de alguma forma. Por vezes conseguimos
ajudar e a pessoa fica reconfortada e agradecida (às vezes não). Mas outras vezes, nós choramos juntos, nos silenciamos juntos e não há conforto e solução para a pessoa que atendemos e confiou em nós. Pode acontecer também de não aguentarmos a pressão em nossos ombros por causa dos problemas das pessoas. Assim como pesa
para o outro, também pesam muito para nós e não sabemos como agir e pensar.

Temos dificuldades em confiar 100% em Deus, em lhe entregar tudo que temos, o que somos, o que sentimos e pensamos. Será que achamos que Ele já tem muita coisa pra resolver e não teria tempo e/ou disposição para cuidar do nosso “minúsculo” problema? Será que achamos que o nosso problema tem que piorar um pouco mais para que possa valer a pena Deus entrar em ação? Será que achamos que já o perturbamos muitas vezes com o mesmo problema?

Deus não é como nós. Até podemos nos parecer com Ele em
alguns sentidos (Imago Dei). Mas Ele não tem essa nossa humanidade caída e corrompida e jamais tem dificuldades com os nossos problemas.

Acho que nós às vezes humanizamos Deus e O colocamos no
mesmo (baixo) patamar de seres humanos. Menosprezamos o poder que Ele tem e esquecemo-nos de tantas evidências disto em nossas vidas, na natureza e na história.

Deus pode lidar muito bem com o nosso problema. Não há
problema dificultoso demais para Ele e nem pequeno demais para que Ele não queira agir em favor daqueles que O buscam. Deus não tem uma agenda pra que você tenha que marcar com Ele um horário pra se tratar. Deus não tem um grupo de conselheiros para que Ele possa pedir opinião destes sobre a nossa situação antes de agir. Deus não está correndo pra lá e pra cá no céu, apressado,
resolvendo os problemas do mundo e quando chegamos com mais um, Ele olha pra nós e dá aquela “bufada”, com uma cara de impaciente. Não, não é assim que Ele é.

É difícil de entender, mas Deus tem prazer em nos ajudar.
Ele fica “torcendo” pra que nós O procuremos para lhe abrir a nossa vida, falarmos honestamente sobre a nossa falta de fé e confiança nEle, de chorarmos e pedirmos um colo pra agora, pois é agora que estamos precisando dEle.

É quando Ele gosta de manifestar o seu poder, que Ele se
mostra quem Ele é, DEUS. Se não, Ele seria mais um ser humano comum e impotente, mais uma força do universo sem muito propósito e nem precisaríamos dEle.

Mas Ele é Deus conhecedor de todas as coisas, amoroso, que
anseia em nos amar inteiramente, que perdoa e “esquece” com muita facilidade das nossas faltas. Ele pode lidar muito bem com o nosso problema. E nós precisamos lidar muito bem com quem Deus é, pra que experimentemos a boa, perfeita e agradável vontade dEle.

Mateus Feliciano on sabyoutubeMateus Feliciano on sabtwitterMateus Feliciano on sabmyspaceMateus Feliciano on sablinkedinMateus Feliciano on sabinstagramMateus Feliciano on sabgoogleMateus Feliciano on sabfacebookMateus Feliciano on sabemail
Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

DA NEUTRALIDADE À INDIFERENÇA

Como a maioria das igrejas evangélicas no  Brasil lidam com os sofrimentos do mundo? Já parou para pensar nisto?

Uma igreja que se diz “Cristã”, ou seja, que se identifica com Cristo, deveria ter como missão a mesma que Jesus teve e têm. É claro que nem todas estas comunidades Cristãs irão se interessar pelos sofrimentos das pessoas que não fazem parte do seu grupo. Deveria ser assim mesmo? Será que a maioria destas igrejas perderam
este papel na sociedade?

Quando vemos a Igreja descrita no novo testamento percebemos uma unidade quase total quanto a preocupação com as necessidades das pessoas e dos sofrimentos do mundo. Esta é a Igreja que se forma logo depois da ressurreição de seu mestre, Jesus. E imitar este Cristo sempre foi um dos grandes alvos na pregação dos
apóstolos para a Igreja.

Mas em meados do quarto século a Igreja foi institucionalizada, principalmente por grande influência de Constantino que definiu que o estado de Roma iria cuidar do “corpo” da população, ou seja, de suas necessidades de trabalho, sustento, moradia, educação e etc, e a igreja, agora institucionalizada, cuidaria da “alma” das pessoas, ou seja, das questões “religiosas” apenas.

Com esta mudança de cenário quanto à função da Igreja, fez com que a constante atuação da Igreja nas questões sociais da população (como era feita) se tornasse gradativamente neutra. Os sofrimentos e as necessidades das pessoas quanto à fome, falta de trabalho, de moradia e etc não mais era de responsabilidade da igreja mas sim do estado. Esta nova concepção de Igreja diverge e muito daquela antes da institucionalização. A igreja se torna neutra quanto aos sofrimentos do mundo.

Com o passar dos anos chegamos à nossa era atual aonde percebemos um avanço (ou retrocesso) desta mentalidade diferente da proposta por Jesus em suas palavras e principalmente em suas ações. Muitas das igrejas Cristãs na nossa sociedade
brasileira por exemplo, já migraram da neutralidade para a indiferença. Em muitos casos Cristãos já não apenas estão neutros quanto às necessidades da sociedade empurrando as questões sociais para o estado e seus governantes, mas evoluíram (ou regrediram) para a indiferença.

Percebemos uma preocupação quase que na totalidade de muitas comunidades Cristãs locais apenas com os membros de suas instituições e quando pensam em outras pessoas, geralmente é para “evangelizá-las” não para que tenham uma vida mais digna com
Jesus, mas que recebam o convite de simplesmente participarem como membros de uma instituição.

Infelizmente em muitos casos, muitas igrejas não se preocupam com os sofrimentos de suas cidades e de pessoas que estão bem próximas destes cristãos. Se tornam indiferentes às questões sociais e não percebem que a salvação que Cristo dá é para a vida eterna e que começa agora neste mundo. Que a dignidade e transformação que Jesus oferece não é apenas para depois que morrerem e não
apenas para uma pessoa mas que é uma dignidade para esta vida na terra e para que haja transformação na sociedade em geral. Retornemos ao caminho de volta ao que Cristo quer da Igreja: indiferença-> neutralidade-> consciência-> ação.

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.