CONTRADIÇÕES COLETIVAS

Pessoas formam sociedades,  pessoas têm filosofias de vida e, portanto sociedades têm filosofias de vida. Conforme estas filosofias vão se formando, a sociedade vai se dividindo em torno delas. Mas existem ideias sobre muitos assuntos que algumas sociedades
compartilham em maioria.

A nossa sociedade brasileira ou as nossas sociedades brasileiras, considerando as várias realidades, tem sofrido contradições em suas diversas formas de compreender o mundo e o comportamento humano.

A mídia no Brasil seja ela na internet, televisão, jornais e revistas exerce um poder de manipulação impressionante na maior parte da “massa popular”. E os conceitos sobre vários assuntos vão mudando ou se misturando conforme a mídia vai “lançando-as”.

A pedofilia, por exemplo, tem sido um grande alvo da mídia na “caça” destes praticantes, denunciando-os, expondo-os para que a sociedade possam enxergá-los e criar um horror coletivo nesta prática condenável. Concordo em grande parte como isto tem sido feito, mas com algumas restrições.

Mas a questão que quero tratar é que a mesma mídia que condena a pedofilia (corretamente) é a mesma que estimula as músicas pornográficas em seus programas, o sexo livre sem
preconceitos em seus debates e as cenas “picantes” em seus “realities shows” e novelas em pleno horário da família. Existem programas de domingo, por exemplo, que exibem crianças com roupas curtas, com danças sensuais e todo apetrecho
adulto que estimula a sexualidade.

Esta contradição coletiva mal é percebida pela maioria das pessoas que são capazes de assistirem uma reportagem sobre pedofilia, dispararem comentários acusativos sobre tal prática e logo na cena seguinte cantarem com uma criança de 5 anos com uma saia curta,
rebolando, músicas de apelação sexual explícita e vulgar.

É uma sociedade que é capaz de mostrar horas de propagandas de faculdades estimulando a busca pelo conhecimento, estimulando as pessoas a cada vez mais cedo estudarem, mas no próximo programa a ser exibido, mostrar pessoas com baixa escolaridade
destilando seu “conhecimento” sem sentido sobre assuntos complexos como se fossem “donos” da razão.

Não vejo problema em as pessoas escolherem o que querem consumir, mas o grande problema é não terem critério em suas escolhas e ainda intencionalmente incentivados por uma cultura
“burra” alimentados por uma mídia inescrupulosa que obviamente favorece o enriquecimento financeiro mais que o beneficio coletivo às pessoas.

Enquanto estas “celebridades” forem os grandes ídolos desta sociedade, a forma como a sociedade enxergará as coisas sempre entrará em contradição, pois os valores e princípios nunca terão bases sólidas e “a nova onda” do momento vai ditar como se deve pensar, agir e consumir.

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

CONFIAR OU PEDIR?

“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie no seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o Senhor e evite o mal”. – Provérbios 3.5-7

Conversei com uma amiga que está passando por um momento muito difícil. Ela está com um câncer na cabeça e está em tratamento constante para amenizar os efeitos da doença e por causa dos custos do tratamento, ela está passando também por uma crise financeira no seu lar. Está com várias contas em aberto e devendo para muitas pessoas. Inclusive o carro que está financiado por um banco também está atrasado e ela tem recebido ligações de cobrança desta parcela em aberto.

Ela me disse que não sabe mais o que fazer, pois a pessoa que é avalista (fiador) deste contrato está com o risco de ter o nome protestado pelo banco por causa desta dívida. E agora ele está ameaçando minha amiga de processá-la na justiça. Só que tem um detalhe: o avalista é o irmão dela.

Na conversa eu a perguntei:
– Você tem falado com DEUS sobre sua situação?
– Eu cansei de pedir a DEUS. Ele não me ouve mais, respondeu ela.
– Então agora você não tem que pedir, tem que confiar, respondi.

Muitas vezes oramos a DEUS para pedir a Ele muitas coisas que achamos que estamos precisando. Falamos com Ele aos prantos, falamos bravos, às vezes decepcionados, sem esperança e tantos outros sentimentos que estamos vivendo e honestamente expressamos a DEUS em oração.

Mas temos que analisar dando um passo para trás. Nós confiamos realmente em DEUS? Percebo que na maioria dos casos nós falamos com DEUS sem muita confiança nEle e muita confiança em nós. E quando falo em confiança, não falo do aspecto de confiar que Ele tem poder para realizar o que pedimos, mas falo em confiar que Ele sabe o que é melhor pra nossa vida e que nada vai nos deixar faltar (Salmo 23).

Achamos que sabemos melhor que DEUS sobre o que precisamos. Confiamos em nossos estudos, estratégias e experiências. Não nos conhecemos tão bem quanto achamos. Achamos que a tarefa dEle é de simplesmente ficar atento quando nós pedirmos alguma coisa, para que rapidamente Ele possa nos atender e fazer como nós queremos. Cremos nos milagres de DEUS, mas não no DEUS dos milagres.

O desafio é descansarmos e confiarmos na capacidade e cuidado de DEUS. Crermos que Ele nos ama e não permite que nada fora da vontade dEle nos aconteça. Que não precisamos dar uma “mãozinha” para ajudá-lo a nos ajudar. Temos que obedecê-lo e fazer a nossa parte. Não precisamos nos preocupar.

Quando pedirmos algo a DEUS, lembremo-nos de pedir que confiemos totalmente nEle e menos em nós mesmos !

“Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘Que vamos beber?’ ou ‘Que vamos vestir?’… Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de DEUS e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.” – Mateus 6.35

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

COMPROMISSO NÃO É POSSIBILIDADE, É TRATO!

Temos vivido tempos difíceis  onde o compromisso caiu em desuso e muitos não têm consideração pelas pessoas.

Com a pós modernidade vieram muitas coisas boas que ajudam a sociedade a ter uma outra mentalidade e questionar alguns absolutismos que por tanto tempo eram intocáveis e
prejudiciais.

Mas infelizmente o egocentrismo veio junto neste “pacote” da pós modernidade e tem tomado conta da filosofia cultural mundial e as pessoas tem se voltado cada vez mais para si mesmas.

O Compromisso é quando você faz uma aliança com alguém, mesmo que seja com você mesmo, prometendo que irá cumprir o trato firmado. Percebo que o maior compromisso de muitas pessoas hoje
é consigo mesmo.

É triste perceber esta realidade, porque as mesmas pessoas que tem o compromisso maior com elas mesmas, um dia necessitarão do compromisso de outros para que elas possam ter aquilo que precisam.

Eu creio que seja muito importante cuidar de nós mesmos e nos valorizar, pois é nossa responsabilidade também. Mas se colocar em uma posição superior às pessoas todo o tempo é muito prejudicial para a própria pessoa e para a sociedade.

Quantas vezes alguém já marcou um compromisso com você e não cumpriu por razões pequenas, onde a pessoa colocou-se em uma posição maior que a sua e escolheu atender as próprias
necessidades e não levou em consideração a sua necessidade?

Percebo também que tem pessoas desorganizadas e que não conseguem cumprir seus compromissos por terem
dificuldades de manter uma ordem de prioridades e de horários. Até aí tudo bem, mas quando existem pessoas que não cumprem seus compromissos e não sentem a menor culpa por isso, é bem perigoso.

Provavelmente estas pessoas continuarão a seguir com suas vidas sem perceber que estão se distanciando de uma conexão sadia e real com outras pessoas.

O compromisso nos ajuda a pormos as pessoas em posição superior a nós mesmos e a considerarmos os outros melhores que nós. Quando valorizamos o compromisso que firmamos com os outros,
valorizamos mais as pessoas e cuidamos para que tenhamos relacionamentos amorosos.

O amor exige compromisso. E se queremos amor em nossos relacionamentos, o compromisso é indispensável.

Compromisso não é possibilidade, é trato!

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

Dinheiro não é Deus, mas…

Mais uma vez temos acompanhado na mídia, denuncias contra líderes evangélicos por desviarem dinheiro das igrejas para benefício próprio. Pode se preparar pois esta novela vai longe. Confesso estar um pouco cansado das tamanhas distorções que o Evangelho vem sofrendo nos últimos tempos. Que Deus nos ajude a manter a fidelidade aos preceitos da Sua Palavra.

Você até deve estar cansado de ouvir isso, mas tenho que repetir: vivemos num tempo de cultura de consumo, que se manifesta
nas relações humanas com a máxima de que “o ter” vale mais do o “ser”. Como é “o ter”, “o possuir” que mandam, que regem as vidas, que comandam os planejamentos, que governam sobre os sonhos, vivemos num verdadeiro vale tudo. E nesta luta, nesta corrida desenfreada e desembestada é cada um por si, e deus por todos (só não sei que deus é esse) e o diabo que carregue o último.

Fato é que dinheiro não é Deus, mas tem gente que o adora. Tem gente que se rende aos seus pés, se é que ele tem pé. Esse tipo de
adoração que no fundo é idolatria acaba por transformar as pessoas num tipo de buraco negro: elas querem tudo para si, desejam, cobiçam e sugam tudo para si. E nesse jogo, como já foi dito vale tudo, vale mentir, vale fazer promessas que nunca se cumprirão, vale passar por cima dos outros, vale ganhar com o desespero dos outros, enfim, vale tudo.

Dinheiro não é Deus, mas tem gente que se rende de corpo e alma a ele. Suas vidas são ditadas pelo dinheiro, seus compromissos, até nos relacionamentos familiares ele manda, comanda os horários, determina os compromissos. Jesus sabia do perigo do dinheiro, por isso até o personificou, chamou-lhe de Mamom. E suas palavras são verdadeiras: “não podeis servir a dois senhores, ou vocês servem ao Deus verdadeiro, ou vocês servem a Mamom, as riquezas”.

Se dinheiro não é Deus, por que algumas igrejas o adoram? Por que algumas igrejas fazem tudo para lucrar, prometem de tudo para
tirar dinheiro dos fiéis e que campanha após campanha vão ficando mais esgotados, mais endividados, mais distantes de Deus, visto que lhes foi apresentando um deus mercenário, um deus que nunca está satisfeito, que sempre quer mais e mais. Pergunto: será que esse tipo de deus, é o Deus que Jesus apresentou como seu Pai?! Eu tenho certeza que não.

Meus caros, fiquem atentos: uma visão equivocada de Deus implica numa visão errada da vida, uma visão errada da espiritualidade, e
uma postura errada diante da existência. Não se iluda com promessas baratas, tenha convicção que Deus não é um capitalista selvagem, e que o céu não é nenhum tipo de poupança que rende mais que as ações da Microsoft. Se alguém lhe prometer as bênçãos divinas em troca de dinheiro, faça que nem José quando a
mulher de Potifar o assediou, saia correndo, e nem olhe para trás.

Certa vez um homem chamado Simão viu os discípulos de Cristo realizando alguns milagres em seu nome (isso está registrado no livro de Atos). Ele ficou todo entusiasmado e ofereceu dinheiro para que Pedro lhe ensinasse a também a fazer atos miraculosos. Pedro disse bem assim: “pereça você e o seu dinheiro”. Pedro colocou Simão no seu devido lugar, e o ensinou que as bênçãos de Deus não podem ser negociadas, barganhadas, compradas e nem vendidas.

Diz um ditado que nem tudo o que reluz é o ouro. O mesmo vale para nossas conceituações sobre Deus. Nem todo discurso sobre Deus é
legitimamente sobre Deus. E nem toda promessa feita em nome de Deus, significa que o próprio Deus a tenha feito. Portanto, fique esperto! E guarde no seucoração as palavras de Jesus: “não se pode servir a Deus e as riquezas”. Que o Deus de toda a graça e misericórdia nos ajude. Amém.

Laurencie Salles on sabtwitterLaurencie Salles on sabfacebook
Laurencie Salles
Sou uma simples pessoa que encontrou a vida por meio da graça de Deus, e esta magnífica graça tem um nome: Jesus Cristo. A partir de Jesus de Nazaré minha identidade é construída, meus papéis de marido, pai e filho, professor e cidadão são exercidos, e minha vocação pastoral é cumprida. Sou alguém amado graciosamente por Jesus e fora Dele não existe nada em mim que tenha valor ou sentido.
Minha formação é na área de Matemática, pela UFSCar (graduação e mestrado) e em Teologia, pela Faculdade Batista de Campinas, convalidado pelo Centro Universitário Clarentiano, com especialização pela FLAM/UNIFIL e especialização em Ética e cidadania pela USP/UNIVESP.

COMO EVITAR O PECADO

 

Todo Cristão já deve ter passado por algumas situações onde faz, fala ou pensa ou sente em alguma coisa que o deixa incomodado por ter feito algo que vai contra a vontade de Deus e se sente culpado por isto.

Pior ainda se seguido deste sentimento de culpa, nós erramos de novo na mesma coisa que pecamos da outra vez e isto nos deixa cada vez mais abatidos perante nós mesmos e perante Deus.

É um desafio para todo Cristão seguir a Jesus e pecar cada vez menos e fazer de tudo para evitar o pecado em suas vidas.

Há épocas de nossas vidas que o nosso alvo e foco é evitar o pecado. Concentramos-nos nisto e pensamos o tempo todo em estratégias mirabolantes para passar longe do pecado.

Mas o nosso foco deve ser Jesus e não em evitar o pecado. Não evitamos o pecado, pois ele é mais do que alguns erros nossos, é a nossa essência como ser humano.

Desde que Adão e Eva pecaram, todo ser humano que nasce daquele momento em diante, já vem com um “defeito de fábrica”, o pecado.

Vale lembrar que Deus nos fez perfeitos, como diz a bíblia: “… à sua imagem e semelhança…”. O “defeito de fábrica” é de inteira responsabilidade nossa.

Quando aceitamos o sacrifício de Cristo por nós e aceitamos que a dívida foi paga, Deus não retira o pecado de nossas vidas. Nós continuamos com ele, pois estamos em um corpo corruptível.

Mas a graça de Jesus nos torna inculpáveis pelo pecado, mesmo tendo que conviver com o pecado em nossa vida.

Portanto, ao invés de termos o foco no pecado, mesmo sendo pra evitá-lo, mantemos o nosso foco em Jesus, firmes no caminho que é estreito sim e tem muitas dificuldades. Mas é também o único caminho que nos leva para o Pai.

Assim, a consequência da nossa comunhão com Deus vai naturalmente evitar os erros que cometemos nas nossas vidas e assim vamos sendo transformados dia-a-dia pelo sangue de Cristo.

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Mateus Feliciano
Seguidor de Jesus Cristo desde 1991; marido da Carol Lourenço desde 2010 e pai da Clara desde 2016; nascido em Santo André-SP desde 1982 e morando em Campinas desde 2003. Formado em administração, teologia e pós graduado em exposição bíblica. Coordenador da Seara Urbana ONG de recuperação de moradores de rua desde 2006; Pastor na IBBG, da REDE (IBBG Jovem) e do HELP (Ação Social); Professor na Faculdade Teológica Betesda nas áreas de teologia, missiologia e eclesiologia; Professor de missões urbanas e discipulado na JOCUM; Membro da FTL-Fraternidade Teológica Latino Americana.

CEGUEIRA

 

Surdos, escutem; cegos, olhem e vejam! Quem é cego, senão o meu servo? Quem é surdo, senão o mensageiro que eu mandei? Você viu muitas coisas, e nada percebeu; abriu os ouvidos, e nada ouviu! Por causa de sua própria justiça, Deus queria engrandecer e glorificar a sua lei;  mas o seu povo é um povo espoliado e roubado, todos presos em cavernas, trancados em prisõesQuem de vocês vai escutar isso tudo e prestar atenção para ouvir daqui por diante?”Isaías 42:18-23

Essas palavras do profeta Isaías foram muito duras mas necessárias para o povo de Israel na época. Fico pensando: “Será que hoje, nos nossos tempos, estamos precisando ouvir isto também ?”

As vezes uma “chamada de atenção” surte algum feito quando Cristãos estão apáticos na missão que Deus confiou a cada pessoa que se compromete com Ela. Vimos tantas coisas que Deus faz em nossas vidas e de tantas outras pessoas, e continuamos do mesmo jeito, sem uma reflexão profunda no que está acontecendo e sem uma atitude de mudança.

Ainda bem que o perdão de Deus pelas nossas vidas através de Jesus faz com que Ele continue a querer a nos usar para sinalizar o Seu reino neste mundo. Ele sabe das nossas limitações e do pecado que está em nós, mas mesmo assim confia em nós para sermos também os seus mensageiros.

Ser usado por Deus e fazer parte da família que Ele nos uniu, é um presente maravilhoso que Deus nos dá. Não é sacrifício (mesmo porque Jesus já o fez por todos e para sempre), é prazer. Mas também isso aumenta a nossa responsabilidade de “vigiar e orar…” para percebermos o que Deus quer e espera de nós.

O Cristão tem por responsabilidade ser o mensageiro de Deus. O de enviar a mensagem da forma que Deus quer e para quem Deus quer enviar. Pra isso acontecer de forma eficiente e eficaz, temos que estar em plena comunhão com Deus para ouvir e saber o que Deus quer e ver as coisas com olhos espirituais para saber o próximo passo a dar. Temos que quebrar paradigmas em nossa vidas para não fazermos as nossas vontades achando que é a vontade de Deus.

Muito do que “achamos” que é pecado, podem ser simplesmente valores éticos e morais nossos que nada tem a ver com o que a bíblia diz, mas sim com o que nós fomos ensinados e criados a pensar e agir.

Você se lembra de algo que já te perguntaram se é certo ou errado e numa tremenda ingenuidade diz convicto que é errado e então vem a pergunta que nos faz calar: “Por quê ?”. Muitos travam, pois realmente não sabem a razão e outros ainda dão aquela resposta funcional e espiritual (será?): “Porque isso é o que Deus diz em sua palavra”. Não podemos definir as coisas pela nossa justiça e visão. Temos que estar muito bem embasados na bíblia antes de manifestarmos opiniões teológicas.

A leitura da bíblia e oração vai manter a nossa comunhão com Deus e assim as nossas atitudes vão mudando e vamos nos tornando mais parecidos com Cristo a medida que praticamos aquilo que ouvimos de Deus. Uma meditação na Bíblia e oração por si só transforma-nos o interior, mas a ação vai fazer com que confirmemos o que tem em nosso coração.

Deus espera esta mudança de nós. Uma mudança diária.
Que daqui por diante nós possamos prestar atenção no que Deus fala.

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